quarta-feira, 16 de abril de 2014

O sistema "fail" da CBF que dá rolo no Brasileirão

Mais uma vez, a falta de um sistema online confiável, em uma logística muito complexa de registro de contratos, "dá pau". Aí o Icasa se vê no direito e pode bagunçar tudo na justiça comum.

Não é caso novo. O Joinville conseguiu subir para a Série C aproveitando-se da mesma brecha. Mas naquele caso, o tricolor agiu dentro do prazo e conseguiu o acesso no STJD.

Logo, já se sabia que o sistema era falho. Bem falho. O caso de Héverton na Lusa e André Santos no Flamengo é outro pra se pensar. Em plena era da informática, não existe uma súmula online que diga, na hora, que o jogador não pode atuar. Fica por conta e risco do clube. Parece jogo de empurra-empurra, coisa varzeana.

O Icasa descobriu bem tarde o problema do Figueirense no sistema da CBF. Se o Figueira está certo que não agiu errado, correu um sério risco por causa de um erro que não foi seu.

E nisso aí a CBF vem com discurso de modernidade.

O Icasa quer entrar na Série A sem rebaixar ninguém. A CBF já fez isso no ano passado, enfiando 21 times na Série C (a circunstância é um pouco diferente, mas tudo começou com um acordo extra-judicial muito mal feito). Já pensou 40 rodadas no Brasileirão com uma folga por rodada? Não digo mais nada.

Acredito que a liminar vá cair e o bonde vai seguir normalmente.

O problema é imaginar que um dia o tal do sistema vá dar errado de novo, e podendo prejudicar alguém. Não dá pra copiar o sistema europeu?


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