domingo, 11 de maio de 2014

A zona da vergonha

O poço parece não ter fundo.

Combinados, os três catarinenses marcaram 4 gols e tomaram 22 em quatro rodadas. É muita coisa.

Mais uma rodada se foi, com duas atuações terríveis de Chapecoense e Figueirense, que combinadas com o papelão do Criciúma no sábado colocam a situação igual à da tabela do lado: os três na zona de rebaixamento, com o Coritiba no meio por causa do gol do Sport no finalzinho lá no Paraná.

É uma falta de qualidade combinada com desorganização que torna o cenário em algo desolador. Cada um tem os seus problemas internos, que podem culminar num rebaixamento conjunto que terá uma repercussão mais intensa que a festa do ano passado, onde os cartolas comemoraram com toda a pompa os três catarinenses na Série A.

Aguante / Chapecoense
Hoje, a Chapecoense foi, de novo, presa fácil para o adversário. Sem vontade de atacar, desorganizado, o Grêmio encontrou a condição ideal para a vitória. O dilema: Gilmar Dal Pozzo não tem opções de qualidade no ataque (Leandro é um jogador limitadíssimo), não possui uma boa armação e prefere segurar o time com forte marcação. É até curioso: os melhores jogadores do Verdão contra o Grêmio foram dois da "turma antiga": Neném e Tiago Luis. A diretoria verde precisa ir ao mercado e qualificar o time. Gastar um pouco mais para tentar trazer Lima ou algum 9 que resolva, sob o risco de fazer apenas um passeio pelos maiores estádios do Brasil.

Caio Messias / Lancenet / Notícias do Dia
Já o Figueirense foi prejudicado pela arbitragem no primeiro gol do Santos, mas não fez nada, absolutamente nada, para que o resultado fosse diferente. Um time sem alma, que esgotou o sangue nos olhos lá na final do Estadual, com um treinador trapalhão que conseguiu, em três jogos seguidos, matar o time. Ele saca Marco Antônio, deixa o time sem um homem de armação, e toma gol na sequência. E não faz nada para tentar dar um poder maior. Resultado: quatro derrotas e nenhum gol marcado.

Nas redes sociais, a torcida quer de qualquer forma a saída de Rodrigo Pastana. OK, ele tropeçou nas palavras e tem certa responsabilidade no que está acontecendo. Mas se o clube não fazer um esforço a mais (e o caixa está complicado) e trazer quatro ou cinco jogadores que entrem e matem no peito a responsabilidade, a queda é iminente.

O mercado está restrito, a janela para o exterior vai demorar para abrir, e as rodadas vão passando. Ainda bem que vai acontecer a parada de um mês para a Copa do Mundo. Haverá tempo para arrumar a casa e limpar o elenco. Só que para isso acontecer, vai ter que haver vontade dos dirigentes para rever conceitos, cortar cabeças se preciso e investir. O abismo técnico em relação aos outros times é gigante.

São times de Série B jogando a Série A. E quem joga como B, pra lá deve voltar.


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