terça-feira, 17 de junho de 2014

Sem ajuda da arbitragem, as feridas da seleção apareceram

Jeferson Bernardes / VipComm
O Brasil ficou em festa com a vitória sobre a Croácia, mesmo do jeito que ela aconteceu, com a ajuda do juiz japonês.

Contra o México, o time não apresentou evolução alguma e Felipão acusou o golpe. Tentou repetir uma estratégia bem duvidosa, concordando mais uma vez que o time não funcionava no coletivo, e colocando Bernard tentando uma válvula de escape na jogada individual. Mexeu no meio-campo aos 38 minutos do segundo tempo, tirando o insosso Oscar para colocar Willian. Poderia ter tentado esse fato novo bem antes. Perdeu tempo.

Houve uma mudança no time que poderia dar uma maior agilidade no time pelo meio. Não deu e, em alguns momentos, mudou para pior. Tá certo que Ochoa fez grandes defesas na partida, mas o volume de jogo e a organização tática em campo deixaram muito a desejar. É um recado que fica para a segunda fase.

Felipão terá seis dias até a partida contra Camarões, teoricamente o pior time do grupo. É tempo mais do que suficiente para rever conceitos do time do meio para a frente. A defesa mostrou-se até bastante estável, diante de uma situação que a bola fazia um constante "bate-volta" em um meio que deixava um grande buraco no campo.

Questões a serem respondidas: qual é a real de Oscar, de grande atuação em São Paulo e desaparecido em Fortaleza? Willian não pode ser testado no próximo jogo? E qual a situação de Fred, que apenas cavou um pênalti em duas partidas? Ele até tentou alguma coisa com Jô no fim do jogo, bem naquela do "pior que tá não fica". E ainda tem a situação da ausência de Hulk.

A seleção não preocupa no que diz respeito à classificação. Camarões é um time muito limitado, que o Brasil tem tudo para vencer, e até bem. O problema é depois. Você vê times que chegaram à Copa na ponta dos cascos, acertadinhos e voando em campo. A seleção brasileira ainda tem dilemas a serem resolvidos.

Seis dias até o próximo jogo. Tempo mais do que suficiente para uma grande análise e possível reformulação. Hora de menos auê e mais trabalho para tirar o atraso. Na hora do "mata-mata" essa "lenga-lenga" não pode aparecer.


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