quarta-feira, 30 de julho de 2014

Clube em crise, ingresso a um beija-flor

Parece aquela promoção antiga das finadas lojas Disapel, "tudo a um beija-flor de entrada".

É mais ou menos o que o Figueirense fez.

Tá com o time mal das pernas, cobrando ingresso caro? Baixa o preço e chama aquele povo que foi colocado pra escanteio.

O ingresso caro é uma péssima ideia. Copiar o modelo europeu, com a distribuição de renda que existe no Brasil, é algo irreal. São vários os casos Brasil afora, principalmente em estádios da Copa, que o ingresso alto afugenta o torcedor, que pode ver em casa tomando sua cerveja.

O Figueirense já cobrava um preço alto. Aumentou ainda mais, para 100 reais no jogo contra o Grêmio, o que colocou pouca gente. Pensou em fazer mais renda sem pensar no público. Prefiro 12 mil pessoas no estádio pagando 50 do que 6 mil pagando 100. Torcida ajuda a ganhar jogo.

Aí, com o time mal das pernas, a diretoria resolve colocar o ingresso a um real para sócio-torcedor e a 30 (o que acho um preço justo) para os demais torcedores. Aquele rapaz assalariado, que é alvinegro fanático, não tem condição de ser sócio mas nem por isso deixa de ser menos torcedor, ou que mora longe e não podia pagar 100 reais para o jogo contra o Grêmio, terá menos dificuldade para ver a partida contra o Sport. E tem meia-entrada ainda.

Ou seja, na fase boa o pessoal mais simples não serve. Na fase ruim é hora de juntar todo mundo.

Pena que é uma promoção limitada ao desempenho do time. Se ele continuar mal, a promoção segue. Se o time de Argel se recuperar, volta ao preço normal que tira do estádio aquele torcedor que acredita no time, gastou seu tempo, dinheiro e voz para tirar o time do buraco.

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