terça-feira, 22 de julho de 2014

Nem com discurso manso Dunga e a CBF convencem

Ele chegou mansinho na entrevista coletiva e usou dos mesmos argumentos de anos atrás para justificar sua volta à seleção.

E não convenceu.

Fruto da imaginação de uma gestão infinita da CBF, maquinada por outras gestões infinitas do futebol Brasil afora, o comando do futebol brasileiro perde uma grande chance de fazer uma correção de rota na seleção. Primeiro, traz um Gilmar Rinaldi que era empresário até um dia antes da nomeação (e que por isso mesmo vira uma pessoa com o dobro de pressão e desconfiança), e um treinador que comandou apenas um time nestes quatro anos, ganhando um título estadual. Não arrumou mais emprego depois disso.

Eu sou partidário do Tite. O treinador da seleção tem que mostrar as suas credenciais no clube. Há de se admitir que ele ganhou tudo no Corinthians. Por isso, ganha o posto de candidato e merecia uma chance. Se preparou para isso. Dunga, adepto de volantes à lá Felipe Melo pouco fez, sendo chamado agora com o velho e manjado discurso do "amor a camisa".

Senhores, precisamos de amor a camisa, sim. Isso nem deveria ser objeto de discussão. Espírito de equipe também. Ótimo. Mas antes disso, precisamos de qualidade na ponta da chuteira, um esquema tático que funcione, uma organização geral do futebol brasileiro de cima pra baixo.

Mas partindo de uma Confederação que tem raízes no conservadorismo e no "não vamos mudar nada porque isso não influi nas nossas vidas", isso era esperado.

Depois de tomar duas lambadas de Alemanha e Holanda em casa, a gloriosa CBF aparece com Gilmar e Dunga como a solução dos problemas.

Como diria o Paulo Alceu, a vida segue. Vamos em frente pra ver no que dá, principalmente pra saber se o "Dunguinha paz e amor" mudou ou era só impressão inicial.


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