terça-feira, 14 de outubro de 2014

Um jeitinho para mudar a fórmula do Catarinense-2015

Há quase um ano, escrevi nesse blog que ia ter time grande reclamando do regulamento proposto pela Associação de Clubes para o campeonato estadual de 2014. Tava na cara, obrigatoriamente no mínimo um clube "grande" iria ficar de fora, sem holofotes, sem televisão, enquanto que o pau quebrava no quadrangular. Desenharam sem observar o efeito, o Metropolitano foi para o quadrangular e Chapecoense e Avaí foram jogar 10 partidas sem tesão para se manter na primeira divisão.

Vem a discussão do Estadual 2015 e deram um jeitinho: a FCF diz que o Ministério do Esporte concordou e as chaves foram invertidas: agora são seis que buscam a final e quatro vão se matar pra não cair. Não garante, mas diminui o risco de time grande ficar de fora da vitrine até o Brasileirão.

É melhor que o regulamento de 2014, mas não é o ideal. Continua o desbalanço do turno único onde metade dos times farão menos jogos em casa. Com uma data a mais, daria pra fazer turno e returno com todos e classificando quatro. Resolveram não cutucar o estatuto que já teria feito um grande favor de consertar a lambança impensada.

Outra mudança: os três primeiros vão pra Copa do Brasil. Isso o estatuto também deixou? Toca...

E teve mais uma: no final do estadual passado, a FCF chegou a anunciar o Marcílio Dias como dono da segunda vaga catarinense na Série D, pela sua posição no hexagonal. Acontece que teve gente que não leu o regulamento, e o Guarani de Palhoça conquistou sua vaga de direito. O presidente Delfim, então, disse que o Marcílio já conquistaria uma vaga na Série D do ano que vem, mesmo que nenhum regulamento determinasse isso. Ele teve que voltar atrás na decisão, já que não poderia seguir com esse canetaço em frente. Some-se a isso o fato que um novo presidente do Marcílio será eleito nesta semana. E também pode ser um tipo de resposta à agressão que sofreu em Itajaí, naquele jogo estranho contra o Atlético de Ibirama. O time de Itajaí poderia exigir algo garantido por escrito, mas...

No próximo capítulo, vamos ver se algum estádio vai passar liso nas vistorias. Todos lembram o que aconteceu nos últimos dois anos.


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