domingo, 7 de dezembro de 2014

As lições que o quase-rebaixado Palmeiras deu

O Palmeiras se salvou do rebaixamento daquele jeito: 40 pontos (fato inédito para um time que escapou nos pontos corridos), a pior defesa do campeonato (59 gols) e um time horrível. Se salvou pela incompetência dos outros. Bahia e Vitória tropeçaram nas suas pernas, o Botafogo sentiu a crise financeira e o Criciúma se planejou mal no ano todo.

E ano que vem a Série B vai ser bem mais dura que esse ano, com essa turma forte que cai. Três deles entrarão com orçamento de Série A e a obrigação de voltar.

Volto aqui à questão do orçamento: o Palmeiras recebe uma das melhores cotas, beeeeem maior que a dos três catarinenses. Escapou pela ajuda do Santos, que foi profissional até o final e bateu o Vitória, deixando de lado a rivalidade. Sorte, muita sorte.

Existem casos de sucesso que servem como objetivo de estudo para algum tipo de melhora na situação de suas finanças ou empresas. O "case" Palmeiras é um exemplo de como não se faz. Dinheiro torrado de forma inconsequente, de um time que não aprendeu a lição da Série B e estava louquinho pra voltar.

A boa notícia é que parece que disso a turma aqui de Santa Catarina tá vacinada. Como o dinheiro é menor, o pessoal faz melhor as contas. As vezes eu penso que quando um time ganha um caminhão de dinheiro, os dirigentes acham que dá pra gastar a vontade.

E não adianta o Valdivia dizer que o time é uma vergonha e que a equipe é ruim. Jogar pra torcida nessa hora não cola em ninguém.



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