sábado, 18 de janeiro de 2014

Catarinense 2014: Joinville

JOINVILLE ESPORTE CLUBE
Fundação: 29 de janeiro de 1976
Cores: Vermelho, Branco e Preto
Estádio: Arena Joinville  - 20.000 lugares
Presidente: Nereu Martinelli
Técnico: Hémerson Maria
Ranking "BdR" 2013: 5o. Lugar
Catarinense 2013: 6o. Lugar



Com a preocupante marca de 25 pontos perdidos dentro de casa, o JEC deixou o acesso à Série A escapar por causa de dois pontinhos. O time abusou de errar em toda a Série B, teve ainda chance nas últimas rodadas, mas jogou tudo fora com tropeços contra Oeste e São Caetano. Considerando que o Estadual também foi fraco, a pressão cresceu para cima do presidente Nereu Martinelli, conhecido pelo seu perfil centralizador. Entrevistar ele depois de jogo é sempre sinal que alguma bomba pode sair. Muita coisa errada aconteceu em 2013, desde as trocas de técnicos até a confusão que culminou com o afastamento do atacante Lima. Lições que serviram para serem aprendidas. Nereu percebeu que atrair todos os problemas do clube para si não era o mais correto. E disso, acabou chegando César Sampaio, novo homem forte do futebol, que tem duas missões básicas: evitar problemas dentro do grupo e ir atrás do mercado. A primeira parte aparentemente vai bem, com a adoção de uma cartilha de conduta. Já na segunda, o clube se vira como pode, em um Estadual que três dos principais adversários terão um orçamento infinitamente maior.

Partindo desse princípio que surgiu a opção por Hemerson Maria. Treinador no seu segundo ano como profissional, começou seu caminho no Avaí, conquistando o título estadual. Um cara simples, de fala mansa, e excelente motivador. Foge daquela figura de técnico badalado, marrento ou estudioso, como foram Artur Neto e Ricardo Drubscky na temporada passada. É um nome muito interessante para um clube que não levanta o título catarinense desde o longínquo ano de 2001. É a maior fila de títulos entre os times grandes. Pra ter uma ideia, no último título do JEC o time ainda jogava no Ernestão e a Arena ainda estava longe de virar realidade, sendo inaugurada três anos depois.


A reformulação do elenco depois do insucesso de 2013 era mais do que obrigatório. O clube deu um ponto final em uma turma que tinha Eduardo, Lima e Ricardinho, que seguiram outros caminhos. O clube foi atrás de reforços nos setores mais carentes e foi bastante feliz nas negociações, trazendo jogadores da qualidade de Bruno Aguiar, Tartá e Wellington Saci, lateral-esquerdo ex-Figueirense que vai tentar se firmar na posição mais problemática do clube nos últimos anos. Também chegaram o volante Hygor, que tem enchido os olhos do técnico, o lateral Murilo e o atacante Alex, que tem sua segunda passagem no clube, vindo do Botafogo. Eles se juntam ao pessoal remanescente, que tem como principal referência o meia Marcelo Costa. Também ficaram Ivan, Rafael, Francis, Edgar Júnio, e um meia da base que você vai ouvir muito o que falar. Anote esse nome: Gustavo Sauer. Uma joia que o clube terá que lapidar com muito cuidado. Talento não lhe falta. Vai ser muito útil quando começar a ter  seguidas oportunidades no time de cima.

Até um tempo atrás, o Joinville não empolgava para o Estadual. Mas com a chegada de Saci, Hygor, Alex, Bruno Aguiar e Tartá, o time teve um salto bastante interessante que o coloca em condição total de enfrentar qualquer time. Partindo do princípio do orçamento infinitamente menor que Figueira, Criciúma e Chapecoense, o pessoal do futebol fez um bom trabalho. Deu boas condições para que Hemerson Maria tente acabar com o tabu de títulos estaduais do JEC no ano em que a Arena completa uma década.



sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Catarinense 2014: Marcílio Dias


CLUBE NÁUTICO MARCÍLIO DIAS
Fundação: 17 de março de 1919
Cores: Azul e Vermelho
Estádio: Dr. Hercílio Luz - 10.000 lugares
Presidente: Marlon Bendini
Técnico: Guilherme Macuglia
Ranking "BdR" 2013: 10o. lugar
Catarinense 2013: Campeão da Divisão Especial


Depois de uma campanha desastrosa sob o comando de Jamelli e com o marinheiro Popeye sendo o símbolo de um ano de insucesso, o Marcílio teve que passar pelo martírio da segundona para arrumar a casa e voltar à primeirona um pouco mais organizado. Marlon Bendini reassumiu a barcaça, montou o time que, sob o comando de Paulo Foiani, conquistou o título da Divisão Especial. Mas para reestruturar, não basta apenas conquistar o acesso que tudo fica maravilhoso. Estruturar a casa é mais do que preciso para que o clube não faça o bate-volta. Um dos problemas críticos do Marcílio era o gramado do Estádio Dr. Hercílio Luz. No ano passado, vários times da terceira divisão destruíram o que sobrou do terreno, que já não era bom. Um bom sinal para 2014: depois de muitos anos, todo o gramado foi trocado, e junto a promessa de que os Barras, Navegantes e outros times da vida que aparecerem não vão gastar o campo novinho.

Falando do time: Paulo Foiani acabou não permanecendo no clube mesmo com o título da segundona. Para comandar o projeto 2014, chegou o experientíssimo Guilherme Macuglia, de 52 anos e uma extensa ficha de clubes na carreira. Campeão Brasileiro da Série C em 2006 com o Criciúma, Macuglia volta a Santa Catarina após abandonar o mesmo Tigre em 2011. Nesse intervalo, passou por Caxias, Paraná, Rio Branco-AC e Cerâmica. Treinador acostumado com o Estadual e com grandes desafios, foi um achado do Marcílio Dias, que usou bastante da palavra "experiência" para montar o time. O motivo disso, segundo o técnico, é colocar um time em campo que não tenha medo de jogar fora de casa contra os times grandes.

E experiência não falta para esse time do Marcílio. Vários jogadores rodados estão no elenco, que promete fazer o caminho inverso da tragédia acontecida com Jamelli há dois anos. Dos principais nomes, destaca-se o atacante Schwenk, de 34 anos, ex-Botafogo, Figueirense e Criciúma. Campeão Catarinense em 2006 com o Figueira, vem para ser a referência do ataque do time, que também conta com a experiência de Bruno Octávio, ex-Corinthians, Harison, ex-São Paulo, Márcio Careca, ex-lateral do Vasco e o goleiro Fabiano, ex-Criciúma e JEC, que estava atuando no futebol amador do Sul do Estado e trabalhando em uma mina de carvão, depois de passar dois meses na prisão por falta de pagamento de pensão alimentícia. Outros nomes rodados no futebol catarinense são o lateral Thoni, os volantes Xipote e Fabiano Silva, o meia Clebinho e o atacante Felipe Oliveira. Como dá pra ver, o Marinheiro apostou em gente que conhece muito do campo para tentar ir longe no Estadual. Metade do elenco tem mais de 30 anos.

Nos jogos-treino realizados até agora, o time ainda não convenceu. Falta um bom caminho para que o padrão ideal de jogo apareça, e pouco tempo até a estreia. Macuglia tem falado abertamente que precisa de reforços, já que parece, pelo jeito, que o time experiente ainda não funcionou. O Marcílio Dias é a grande incógnita desse campeonato. Pode dar muito certo, com a turma rodada conseguindo passar pelos adversários com toda a catimba e experiência, como também pode dar muito errado e o time brigar contra o rebaixamento no hexagonal final. É aguardar pra ver.





quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Catarinense 2014: Atlético de Ibirama


CLUBE ATLÉTICO HERMANN AICHINGER

Fundação: 20 de setembro de 1951
Cores: Grená e Branco
Estádio: Hermann Aichinger - 5.000 pessoas
Presidente: Genésio Ayres Marchetti
Técnico: Giovani Nunes
Ranking "BdR" 2013: 7o. Lugar
Catarinense 2013: 7o. Lugar




Doze milhões de reais. E o dinheiro só deve aparecer no final do ano. Depois de sonhar com milhões de euros pousando na conta com a venda de Leandro Damião para o exterior, o Atlético de Ibirama teve "que se contentar" com a ida do atacante para o Santos. Uma boa grana, sem dúvida. Mas a expectativa era de mais que o dobro disso. Mesmo assim, o presidente, patrono e dono do time Ayres Marchetti trabalha com os pés no chão: quer a construção de um Centro de Treinamento, além de melhorias no simpático Estádio da Baixada e a intensificação dos trabalhos com a base de jogadores da região do Alto Vale, para que surjam novos talentos que possam render para o clube. Marchetti tem a meta de colocar o time na Série C do Brasileiro, e promete perseguí-la.

O Atlético nunca entrou em campeonato brigando pelo rebaixamento. Sempre fez campeonatos de razoáveis para bons, chegando ao vice duas vezes, sob o comando de Mauro Ovelha. O time mantém há anos uma estrutura que pouco muda, seja no comando técnico ou no elenco, que volta e meia traz os mesmos jogadores. E mais uma vez, o comando técnico do time está nas mãos de Giovani Nunes, de 43 anos. Técnico que encerrou a carreira no próprio Atlético em 2004, para depois virar auxiliar-técnico de Ovelha por quatro temporadas. Conduziu o time de volta à primeira divisão em 2011, após aquela polêmica licença que salvou a Chapecoense do rebaixamento. À época, ele além de treinar, gerenciava o futebol. E com esse relacionamento estreito que tem com Ayres Marchetti que Nunes tem mais uma temporada a frente do clube, com vários jogadores que ele conhece bem.

No elenco, o Atlético tem um time que não tem estrelas, mas promete ser operário. Muitos jogadores vieram do time do Blumenau, que disputou a terceira divisão do estadual. Entre as contratações, destacam-se os atacantes Brasão, que veio do Internacional de Lages, e Cristian, ex-Avaí, além do zagueiro Thiago Couto, ex-Brusque e Metropolitano e o lateral Capa, vindo do Marcílio Dias. Da "turma antiga" do Ibirama vem o atacante Adriano, com passagem pelo Figueirense, Matosinho e o zagueiro Jajá.

No papel, parece ser um time modesto, mas em se tratando de Atlético de Ibirama, não dá pra duvidar de nada. Os times grandes sabem as dificuldades de jogar na Baixada. Com um time que promete ser armado num 3-5-2, a proposta do time é clara: marcar forte, sair no contra-ataque e fazer a panela de pressão em casa. É assim que o time tem jogado há anos, e não deve ser diferente em 2014.



quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Catarinense 2014: Metropolitano

CLUBE ATLÉTICO METROPOLITANO
Fundação: 22 de janeiro de 2002
Cores: Verde e Branco
Estádio: Bernardo Werner (Sesi) - 6000 pessoas
Presidente: Marcelo Georg
Técnico: Abel Ribeiro
Ranking "BdR" 2013: 6o. Lugar
Catarinense 2013: 5o. Lugar


Faltou apenas um gol para o Metropolitano terminar o ano em festa. Dois empates com o Juventude deixaram o time muito perto da sonhada vaga para a Série C. Vaga perdida no detalhe, com um gol tomado em casa e um erro incrível de Edimar no jogo de volta. O Metrô já está consolidado como a sexta força do futebol catarinense, batendo cartão todos os anos na Série D. Para 2014, a situação é mais cômoda, já que o time já tem vaga garantida no Brasileirão após ficar com o vice na Copa Santa Catarina. Com a certeza de calendário cheio, fica mais fácil para o clube do presidente Marcelo Georg, que assumiu em maio do ano passado no lugar de Erivaldo Caetano, o Vadinho, que foi presidir a Fesporte. Mas sinto já há algum tempo um certo problema envolvendo o clube e a torcida. Ano passado, o Metrô teve uma média de pouco mais de 1600 torcedores como mandante no Estadual. Para uma cidade de mais de 300 mil habitantes, é muito pouco.

Mesmo sem jogar as séries A, B ou C do Brasileiro, o Metrô é um time que fica em atividade o ano todo, sem precisar desmontar tudo, fechar as portas, e só abrir lá no final do ano pensando no Estadual. As participações seguidas na Série D dão a possibilidade do clube se planejar pensando na temporada como um todo. Fora de campo, as máquinas trabalham nas obras do Centro de Treinamento, e o marketing trabalha bem, contando inclusive com uma bonita loja na Avenida Beira Rio. Dentro de campo, o trabalho é com Abel Ribeiro, de 56 anos, prestes a completar um ano à frente do Metropolitano. Treinador com experiência gigantesca no futebol de Santa Catarina, comandou todos os times grandes do Estado, além de passar um bom tempo como coordenador e auxiliar-técnico no Figueirense, onde participou da campanha de dois acessos à Série A.

O time para o Estadual 2014 mantém grande parte dos jogadores que encerraram a temporada passada, com o vice-campeonato da Copinha. Estão presentes no elenco nomes experientes como o lateral Alessandro, ex-Botafogo e o volante Everton Cézar, com passagens por Chapecoense e Criciúma. João Paulo, goleiro que é ídolo local, voltou depois de uma passagem apagada no Joinville. E no ataque, Maurinho terá a companhia da principal contratação do ano: o atacante Reinaldo, de 34 anos, revelado na base do Flamengo, com passagens por Botafogo (onde jogou com Alessandro), São Paulo e Figueirense. Ele estava no Paraná, disputando a Série B, onde ficou fora de muitas partidas devido a uma lesão. Se jogar o que sabe, vai ajudar muito.

Se o Metropolitano conseguir chegar no quadrangular, não me surpreenderei. Ainda que a briga seja complicada, o time verde de Blumenau é o primeiro da lista dos pequenos que tem potencial para surpreender. É um time que se conhece, tem um treinador experiente e trouxe bons reforços pontuais. O ataque melhorou bastante em comparação a 2013. Se ele funcionar, o torcedor blumenauense poderá ter boas notícias.


Premiere FC explica como será a cobertura do Catarinense 2014

Recebi contato do Gabriel Branco, assessor de imprensa do canal Premiere FC, respondendo ao meu questionamento sobre a cobertura do Campeonato Catarinense de 2014. O destaque principal vai para a Chapecoense, que mesmo na Série A, não terá garantia da transmissão de todos os seus jogos. E o Hexagonal da morte, mesmo se tiver presença de um time grande, não terá TV.

A mensagem que recebi, abaixo:


- O Premiere Futebol Clube esclarece que, ao longo da 1ª Fase do Campeonato Catarinense de 2014, transmitirá todas as partidas de Avaí, Criciúma, Figueirense e Joinville, com exceção aos jogos que forem televisionados para todo o Estado de Santa Catarina através do canal aberto RBS TV. 

 - Haverá a transmissão de partidas da Chapecoense. Contudo, o Premiere não garante a transmissão de todos os jogos do clube devido a impossibilidades logísticas em caso de partidas simultâneas. 

 - O Premiere transmitirá, independentemente dos times envolvidos, todas as partidas da 2ª fase (Quadrangular) e Finais do torneio. 

 - Não haverá transmissão do Hexagonal para definição da vaga na Série D e Rebaixados.



terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Catarinense 2014: Brusque

BRUSQUE FUTEBOL CLUBE
Fundação: 12 de outubro de 1987
Cores: Verde, Vermelho, Amarelo e Branco
Estádio: Augusto Bauer - 5.500 lugares
Presidente: Danilo Rezini
Técnico: Pingo
Ranking "BdR" 2013: 13o. lugar
Catarinense 2013: Vice-campeão da Divisão Especial


Voltando à primeira divisão depois do vice-campeonato da segundona no ano passado, o Brusque vai tentando se reerguer. Pagou o preço da má administração de 2012, quando o time merecidamente caiu junto com o Marcílio Dias, times que foram os sacos de pancada daquele campeonato. Hora de começar tudo de novo. Mauricy de Souza, presidente que comandou a derrocada, acabou renunciando o cargo para a volta do ex-vereador Danilo Rezini ao comando do clube, trazendo de volta um grupo que conseguiu, entre outros objetivos, levar o Bruscão para a Copa do Brasil em 2011. A primeira missão foi cumprida em uma confusa Divisão Especial, onde os dois times que são ligados pela Rodovia Antonio Heil não tiveram dificuldade para garantir o acesso. Problemas aconteceram nos confrontos diretos, onde aconteceu de tudo, inclusive a perda de mandos de campo, que o Brusque ainda terá que pagar no Estadual 2014.

A chegada de Pingo ao Brusque foi uma daquelas oportunidades únicas. Rogério Perrô, treinador responsável pelo acesso em 2013, era a primeira opção para o ano seguinte. Acontece que, alegando razões pessoais, Perrô resolveu encerrar a carreira como técnico e Pingo, então desempregado, ligou para o presidente se oferecendo.  O acerto foi rápido, e o novo treinador trouxe consigo o ex-zagueiro Bandoch para auxiliá-lo. Ex-volante do JEC, Flamengo e Corinthians, Pingo surpreendeu a todos ao fazer do desconhecido time do Juventus em uma equipe que deu suadouro em muito time grande. Pingo passou por um susto há alguns meses, quando descobriu um pequeno tumor na sua cabeça. Mas todo o procedimento cirúrgico acabou sendo um sucesso, e ele pode trabalhar no Brusque, a "110%", como ele me disse um dia.

O time para 2014 tem alguns remanescentes da campanha do acesso, mas muita gente nova, seja indicada por Pingo ou resultado de muita busca da diretoria. Do Juventus do ano passado, vieram o goleiro Vanderson e o atacante Kiko, cria da base do Joinville. Aliás, foi do JEC, onde Pingo treinou times da base, de onde originaram vários jogadores, como o lateral-esquerdo Gilton, campeão brasileiro da Série C, o volante Tarcísio e o atacante Aldair (foto) estes últimos vindos por empréstimo. Juntam-se a eles jogadores que passaram pelo Bruscão em outros anos, como o lateral João Neto e o meia Rafael Bittencourt. Sem os chamados "medalhões" neste ano, como foram Viola e Aloisio Chulapa em outros anos, o Brusque montou um time que quer ser operário, apostando muito no faro e na competência do treinador. Repetir o que o treinador fez com o Juventus fez no ano passado é o que o torcedor brusquense espera para 2014.

Tanto Pingo quanto a diretoria falam abertamente que a meta do time é o quadrangular, e não apenas se manter na primeira divisão. Se o Bruscão dará certo como o Juventus foi no ano passado, só o tempo dirá. Com um orçamento bem mais baixo que os cinco times da Série A e B, estar entre os quatro primeiros é um objetivo muito ousado. Mas se é para buscar uma vaga na Série D, o Brusque tá na briga.





segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Catarinense 2014: Juventus

O Blog, como faz todos os anos, publica análises individuais de cada time que participará do Campeonato Catarinense. A Série de 2014 começa hoje. A cada dia, um clube. Espero que gostem. Abrindo os trabalhos, o Juventus de Jaraguá do Sul:


GRÊMIO ESPORTIVO JUVENTUS 
Fundação: 1o. de maio de 1966
Cores: Grená, Preto e Branco
Estádio: João Marcatto (7.000 lugares)
Presidente: Jeferson de Oliveira
Técnico: Milton do Ó
Ranking "BdR" 2013: 11o. Lugar
Catarinense 2013: 8o. Lugar


O Juventus teve um 2013 pra lá de tumultuado. Só não caiu para a segunda divisão por obra do time do técnico Pingo, que montou um time sem muitos nomes conhecidos, alguns vindos até do futebol amador. O grupo respondeu de forma surpreendente e terminou o primeiro turno em quarto lugar, o que acabou sendo suficiente para ganhar uma gordurinha para evitar o rebaixamento lá no final. O clube entrou numa grande crise, com atraso de salários e até ameaça de desistência. No fundo do poço, o então presidente Jerri Luft renunciou, assumindo Jeferson de Oliveira, vereador da cidade, que amarrou uma parceria com o Jaraguá, o outro clube da cidade, segurando a vaga na primeira divisão. O clube ainda passa por sérios problemas financeiros. O Estádio João Marcatto, que teve o gramado destruído no último ano por descuido e mais o aluguel para um time de futebol americano, corre sério risco de não ser liberado por causa dos velhos alambrados. Tudo esbarra em custo, e o Juventus terá, acredito, o menor orçamento dos dez times do catarinense.

Sem Pingo, hoje no Brusque, o Moleque Travesso foi atrás de outra novidade para o comando técnico: Milton do Ó (não é apelido, é o nome real dele), de apenas 34 anos de idade. Como zagueiro, foi campeão paranaense em 96 pelo Paraná e em 2001 pelo Atlético. Tem também em seu currículo uma passagem pelo Fluminense em 2005. Depois foi para Portugal, onde encerrou a carreira. Treinava as divisões de base do Paraná e viu no Juventus a chance de iniciar um voo solo no profissionalismo. No primeiro desafio, o problema de montar um time qualificado com recursos contados: “Não posso garantir a permanência na elite, mas a responsabilidade será totalmente minha se isso não acontecer. É certo que eu trabalharei para cumprir esse objetivo, já que foi posto isso pela diretoria e esse é o nosso foco principal. Vamos qualificar e realizar um bom trabalho”, afirmou na sua apresentação.

E assim como no ano passado, o elenco do time de Jaraguá não tem nenhum chamado figurão, mas possui jogadores com passagem no futebol catarinense, como o volante Anderson Pedra, egresso do time de 2013,  o atacante Rafael Carioca, egresso da base do JEC, o lateral Rodrigo Crasso, ex-Concórdia, e o meia-atacante Marcelo Moscatelli, de 31 anos, revelado no Iraty, com passagens por Brasil de Pelotas, Joinville e Criciúma. O clube tenta botar um pouco de experiência em um time bastante jovem. É a aposta do Juventus para tentar não passar susto nesse estadual.

É com um uma folha enxuta, um técnico novato e muita vontade, que o Juventus entra no campeonato com um objetivo claro: não cair. Pelo menos por agora, não há sinal de uma crise como foi em 2013. E para não voltar para a segunda divisão, vontade não vai bastar. Em um campeonato tão equilibrado, essa mistura vai ter que dar em muito futebol.


domingo, 12 de janeiro de 2014

Quanto custou o Kart das Estrelas em Penha?

Acontecido neste domingo, o Desafio Internacional das Estrelas de Kart, promovido pelo piloto Felipe Massa no kartódromo do Parque Beto Carrero, que mostrou várias placas de patrocínio do Governo do Estado de SC e da Fesporte.

O processo licitatório, que buscava uma empresa para promover o evento foi vencido pela Romagnolli Eventos, que todos os anos é a responsável por organizar a corrida.

A licitação, de numero 50/2013 (leia a íntegra aqui) é do dia 27 de novembro passado.

O contrato foi publicado no dia 13 de dezembro, quase um mês antes do evento.

Quanto custou isso para os cofres públicos? O extrato do contrato abaixo, que recebi do jornalista Carlos Damião, do jornal Notícias do Dia, e repasso aqui no Blog, diz. Não foi pouco.


Publicado na página 35 do Diário Oficial do Estado de SC de 17/12/2013

Vale ressaltar que nada acima é ilegal, mas: é necessário injetar tanto dinheiro público para um evento privado, que tem mais cara de festa de final de ano, sem a participação de nenhum piloto catarinense, e que cobrou ingresso? Por causa de uns minutos em TV Aberta, uma dinheirama.