sábado, 25 de janeiro de 2014

Na ressaca da pré-temporada, Figueira vence sofrido e Chape perde em Jaraguá

Eduardo Valente / Notícias do Dia
O principal problema para os times catarinense das Séries A e B quando enfrenta os pequenos é a tal da ressaca da pré-temporada. Contra times com um mês a mais de treinamento pelo menos, a diferença técnica diminui por causa do entrosamento. Neste sábado, aconteceram duas provas disso. O Figueira achou um gol para vencer, e a Chapecoense, com a cabeça em outro mundo, perdeu pro Juventus.

No Scarpelli, o Figueirense pegou um Brusque bem armado por Pingo. Um time organizado na armação, três volantes para fechar os espaços contra um time que ainda procura o seu padrão. O esquema funcionou durante quase todo o jogo. No primeiro tempo, com o vento a favor, o Figueira teve poucas chances de gol. No segundo, quando a ventania beneficiou o Bruscão, o time de Pingo criou, criou, mas não deu perigo. Se tivesse um ataque mais qualificado, o alvinegro correria sério risco de derrota. Mas no final do jogo, em uma falha do volante Eliélton, saiu a deixa para que o Figueirense criasse a jogada para o gol de Lúcio Maranhão, um "ufa" diante de uma situação tão complicada.

Fica desse jogo a boa impressão deixada pelo Brusque, que mostra uma organização interessante, mas ainda tendo muito que evoluir. O Figueirense do sábado não será o mesmo time daqui a uns 20 dias, quando espera-se que haja evolução técnica. Só mais tarde vai dar pra dizer se esse time vai longe. E essa regra vale pra todos os grandes

Henrique Porto / Avante!
Agora, o jogo em Jaraguá do Sul. Desde o primeiro minuto, a Chapecoense se mostrou muito displicente. Parece que a cabeça estava em outro lugar que não o João Marcatto. O Juventus, sem mostrar nenhum grande poder, tratou de marcar certinho, achar espaços no adversário e tentar chegar no gol de Nivaldo. E chegou, nos erros do adversário, em uma bola aérea no primeiro tempo para o gol de Moscatelli e na falha de Fabinho que originou no gol de Jabá. E poderia ter vencido de mais, porque a Chapecoense estava completamente fora de qualquer ambiente próximo de um jogo que valia três pontos. Até teve uma pressão no final do jogo, mas insuficiente já que o prejuízo era grande.

O complicado gramado prejudicou o jogo, mas promete ser até uma arma a favor do Juventus nesse Estadual. Gilmar Dal Pozzo, em certo momento, desistiu de treinar o time à beira do gramado. E tanta displicência tem que ser levada com uma lição: não é porque o time subiu pra Série A do jeito que foi que vai patrolar no Estadual. A humildade e a entrega do time verde são coisas que chamaram a atenção nos últimos anos. Isso faltou em Jaraguá do Sul. Melhor para o Juventus.


sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Baixe o Guia do Campeonato Catarinense do ND Online

Abaixo está o Guia do Campeonato Catarinense, publicado hoje pela competente turma do Notícias do Dia de Florianópolis e Joinville. Também estou nessa, com rápidas palavras sobre o Brusque. Leitura interessante para você ficar por dentro do Estadual que começa neste final de semana:

Se preferir, você pode baixar o Guia em PDF clicando aqui


quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Catarinense 2014: Criciúma

CRICIÚMA ESPORTE CLUBE
Fundação: 13 de maio de 1947 (como Comerciário. O nome mudou em 17 de março de 1978)
Cores: Amarelo, Branco e Preto
Estádio: Heriberto Hulse - 22.000 lugares
Presidente: Antenor Angeloni
Técnico: Ricardo Drubscky
Ranking "BdR" 2013: 1o. Lugar
Catarinense 2013: Campeão

E o milagre aconteceu, nas palavras do presidente. Um time fadado ao rebaixamento, que só se salvaria em um milagre daqueles, permaneceu na Série A e voltou vitaminado para 2014. Campeão catarinense dentro de Chapecó numa tarde inspirada do goleiro Bruno, o Tigre teve que ser remontado no Brasileirão. É que o título estadual não é sinal de time bom. Vadão sentiu isso, o time não rendeu, e no final o presidente Antenor Angeloni apelou para o estilo "vamo lá p...!" de Argel Fucks para salvar o time da degola. No fim, tudo deu certo, mas com tanto sofrimento no final do ano, parece que o presidente resolveu mudar muita coisa dentro do clube. Abriu os cofres, montou um time forte já no início do ano e dá sinais de que não quer sustos em 2014. É, de longe, a maior folha de pagamento do futebol de Santa Catarina: 1 milhão e 200 mil reais por mês.

Com trocas no departamento de futebol e a contratação até de um "técnico científico", o Tigre aposta no trabalho de Ricardo Drubscky na nova temporada. Confesso até agora tentar entender o que se passa em sua cabeça. No Joinville, inventou demais, via outro jogo nas entrevistas coletivas e acabou demitido pela inoperância em momentos que o clube mais precisava de pontos conquistados. De quebra, rifou Eduardo e Ricardinho do time, jogadores que agora estarão sob seu comando em Criciúma. Técnico que subiu o Atlético-PR para a Série A, é conhecido por ser um estudioso. Nas suas entrevistas, pediu a mesma paciência que o Joinville não teve. Terá a oportunidade de se redimir em um campeonato ingrato, onde quatro ou cinco rodadas podem definir uma classificação. Com o melhor elenco do Estadual nas mãos, é só ele não complicar que o quadrangular é uma realidade. Nada de inventar o Eduardo como meia, viu professor?

Na correria do mercado da bola, o Criciúma foi o time mais "metido". Geralmente, clubes poupam dinheiro e esforços para contratar o time para o Brasileirão mais pra frente. Com o Tigre, foi diferente. O time foi às compras e trouxe vários reforços que o credenciam como o principal favorito ao título. A estrela da companhia é o meia Paulo Baier, de 39 anos de idade e futebol de um garoto de 25. Mostrou no Atlético-PR que ainda tem muita lenha para queimar, e chega ao Sul do Estado com toda a condição de fazer a diferença. Outros reforços importantes são o atacante Rodrigo Silva, de boa Série B pelo ABC, o atacante Lulinha, ex-Corinthians, o zagueiro Escudero, ex-Coritiba, o atacante Fernando Karanga, ex-Boa Esporte, além do lateral Rogério, ex-Portuguesa, e a volta do garoto Lucca, depois de uma passagem apagada pelo Cruzeiro. Parece ser um time melhor do que aquele que terminou o Brasileirão.

O Criciúma é o grande favorito ao título pelo elenco que tem para 2014. Tem jogadores experientes, que podem fazer a diferença. Há, porém, duas situações que merecem atenção: primeiro, manter um bom ritmo até o quadrangular, quando os outros times estarão em situação bem melhor do que o início de temporada (sim, estou dizendo que uma vaga é deles). O outro problema é o técnico. Ele cansou de errar em Joinville e perder pontos preciosos de forma incrível. A receita para que o Tigre fature o segundo título seguido é não inventar fórmula mágica em um elenco muito qualifiicado. Não vai ser difícil tirar desse plantel um time que jogue com qualidade. Não complicando, o Criciúma vai para as cabeças com toda a certeza.



terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Catarinense 2014: Chapecoense

ASSOCIAÇÃO CHAPECOENSE DE FUTEBOL
Fundação: 10 de maio de 1973
Cores: Verde e Branco
Estádio: Regional Índio Condá  - 16.000 lugares
Presidente: Sandro Pallaoro
Técnico: Gilmar Dal Pozzo
Ranking "BdR" 2013: 2o. Lugar
Catarinense 2013: Vice-campeão


O time verde que surpreendeu o país chega ao ano mais importante da sua história. Aquele time que, anos atrás, era rebaixado para a segundona catarinense ressurgiu, e subiu todos os degraus para chegar à elite. Com um forte apoio da comunidade da cidade, o clube transpira competência: um conselho formado por pessoas influentes de Chapecó dá segurança para o trabalho do presidente Sandro Pallaoro.  Some-se aí o também o grande apoio da população da região Oeste e a inteligência de um trio que deu uma aula de como se monta um time: Cadú Gaucho, João Carlos Maringá e Mauro Stumpf pegaram alguns jogadores do interior do país, mais alguns que não eram aproveitados em times maiores, e olha no que deu: vice-campeão da Série B, acesso conseguido com antecedência e vaga na elite com autoridade. Para 2014, e um orçamento na base das dezenas de milhões, o clube já avisou: parte do dinheiro será investido na construção de um Centro de Treinamento. Aí você já vê a visão consciente: torrar a grana com salários não é tudo. E pensar que por causa de um milhão de reais o time quase fechou as portas no passado...

E outro que tem muito crédito na guinada verde é o técnico Gilmar Dal Pozzo. Comandou o time em uma arrancada espetacular no início do último Estadual que garantiu o time na fase final. Na decisão, acabou perdendo para um Criciúma que, naquele momento, era mais time. Mesma arrancada aconteceu na Série B. A Chape não ficou fora do G4 em nenhuma rodada, mostrando a superioridade que não tinha um cracaço de bola, mas um elenco motivado, muito bem entrosado e com um camisa 9 numa fase irresistível. Lembrado em outras equipes que precisavam desesperadamente de um novo nome para arrumar a casa, Gilmar preferiu ficar em Chapecó para tentar aumentar ainda mais o seu feito: além de ter colocado o time na Série A, quer fazer bonito lá. E para tentar mais um título estadual, ele terá a sua disposição uma boa base do time que conseguiu o acesso.

Ficaram do time do ano passado muitos titulares, como os zagueiros Rafael Lima e André Paulino, o goleiro Nivaldo, o lateral Fabinho Gaúcho, o volante Vanderson, além do veterano atacante Rodrigo Gral. Com um orçamento para a temporada que nunca passou perto de outros anos, o clube teve a oportunidade de contratar bons jogadores não tão badalados, mas apostando no poder de observação e deteção de reforços que se encaixam no perfil do time. Vieram o volante Dedé, do Santa Cruz, o meia Bergson, pertencente ao Grêmio que estava na Lusa, e o lateral Everton Silva, ex- Flamengo. Será esse o time da Série A? Negativo. Amigos da imprensa do Oeste dizem que já existem nomes na mira e reserva no caixa para trazer sete ou oito jogadores pra não fazer feio no Brasileirão. E em se tratando de Chapecoense, eu não duvido nada. O time vai sentir a falta de Bruno Rangel? Não acredito. Com talento e perspicácia, dá pra achar jogador igual ou melhor que se encaixe no esquema, assim como também foi Aloísio, o boi bandido, no passado.

A Chapecoense, agora time de Série A, sai na frente dos seus rivais por ter mantido grande parte do time do ano passado, diferente dos outros grandes, que reformularam demais os times e podem pagar o preço nas primeiras rodadas. Com um orçamento maior, a competente diretoria tem um leque maior de opções para contratar e qualificar o time. E quem sabe como a Chape trabalha, não pode duvidar do seu potencial. Chega a ser incrível ver como um time contrata jogadores com uma margem de erro tão pequena.


segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Catarinense 2014: Figueirense

FIGUEIRENSE FUTEBOL CLUBE
Fundação: 12 de junho de 1921
Cores: Preto e Branco
Estádio: Orlando Scarpelli - 19.908 pessoas
Presidente:  Wilfredo Brillinger
Técnico: Vinicius Eutrópio
Ranking "BdR" 2013: 3o. Lugar
Catarinense 2013: 3o. Lugar


Caiu do céu o acesso do Figueirense para a Série A. Poucos davam o sonho como possível. Muitos torcedores apenas pediam que o clube vencesse aquele clássico "pela honra". O time não só venceu como entrou em um mês mágico, onde tudo deu certo e aqueles 60 pontos na última rodada serviram para o time voltar para a Série A. Em um ano que não começou bem com as invenções do "Professor Pardal" Adilson Batista, a sorte e os reforços pontuais que fizeram um remendo forte colocaram o time na elite em 2014. Bom para o presidente Wilfredo Brillinger, que assumiu o time no meio de uma tempestade, limpou o elenco das lideranças da gestão anterior, e foi alvo (e ainda é) de muitas críticas pelas atitudes da sua gestão. Seja boa gestão ou ruim, ele conseguiu o acesso, e milhares de torcedores foram às ruas para comemorar. Para 2014, ele declarou ter uma meta: levar o título estadual e ir bem na Série A com um caixa equilibrado. O investimento da televisão, pra ter uma ideia, é bem maior: de 4 milhões no ano passado para 20 milhões em 2014. Brillinger caiu na presidência do clube e ainda comanda a Associação de Clubes.


Nas últimas 14 edições de estaduais, o Figueirense foi campeão em cinco delas. Nos últimos quatro anos, foi vice-campeão em uma (perdeu a final para o Avaí em 2012) e terceiro lugar nas outras três. E para o desafio de reconquistar o título, está mantido Vinicius Eutrópio, de 47 anos, que foi a aposta da diretoria para tentar salvar a temporada. Ele não foi o motivo determinante para o acesso, mas conseguiu dar uma organização bem maior ao time, revirado e bagunçado por Adilson Batista. Chegou ao clube com a figura de "estudioso" e "organizador", e chegou ao seu objetivo, que era a Série A. Agora, o desafio é diferente: terá um orçamento bem maior e a possibilidade de montar um time desde o começo, planejando e montando o elenco do seu modo. E vivendo as benesses da primeira divisão, que tem um mercado bem mais fácil.


O time que deve começar o campeonato estadual está bastante alterado, principalmente do meio para a frente. Giovani Augusto, meia ex-Criciúma, Lúcio Maranhão, do ASA, e Ciro, que teve passagem brilhante pelo Sport mas sem estabelecer uma boa sequência depois, são os principais nomes. Também teve a renovação do contrato com Nirley e Everton Santos, a vinda do zagueiro Raul, do lateral Leandro Silva e do volante Rivaldo. Mas quem aparece para ser a estrela da companhia é o volante Marcos Assunção, de 37 anos, dono de uma das melhores bolas paradas do país. Ele tem talento e isso ninguém duvida. O problema é sua idade e os problemas físicos. Ano passado, jogando no Santos, Assunção fez apenas 15 jogos em toda a temporada. Perdendo mercado nos times grandes, ele vem ao Figueirense para tentar mostrar que está recuperado e, quem sabe, garantir alguma sobrevida em um clube de ponta mais para a frente. Colocá-lo em jogo apenas quando estiver 100% fisicamente é algo obrigatório. E se, quando voltar, ele estiver em condições de jogar em alto nível, o clube ganhará muito. Mas ainda encaro como aposta.

Por ter um dos três maiores orçamentos do campeonato, o Figueirense entra na condição real de levar o título. Ainda que hoje não tenha um elenco tão ajustado como a Chapecoense e robusto com o volume de contratações do Criciúma, os nomes presentes no clube podem resultar em vitórias em um possível quadrangular final, onde o time tem a obrigação de estar lá. É um daqueles times que precisa ver na prática se vai confirmar a teoria.

domingo, 19 de janeiro de 2014

Catarinense 2014: Avaí

AVAÍ FUTEBOL CLUBE
Fundação: 1 de setembro de 1923
Cores: Azul e Branco
Estádio: Aderbal R. da Silva - 18.000 lugares
Presidente: Nilton Macedo Machado
Técnico: Emerson Nunes
Ranking "BdR" 2013:  4o. lugar
Catarinense 2013: 4o. Lugar


Novembro de 2013 ficou marcado como o mês do pesadelo avaiano. Consolidado no G4 da Série B e com grandes chances de acesso até então, tudo mudou depois de uma goleada sofrida para o Figueirense. O time ruiu, os resultados não mais apareceram e o time terá que passar mais um ano na segunda divisão do brasileiro, enquanto que o rival estará na A. Some-se a isso as dificuldades financeiras do clube, com salários atrasados e as dificuldades para contratações. Pela primeira vez, o clube passou por um verdadeiro processo eleitoral, que acabou conduzindo Nilton Machado para o lugar de João Nílson Zunino e, com ele, uma política de austeridade financeira para colocar ordem na casa. E nessa reestruturação, chegou Chico Lins para a coordenação de futebol com um desafio enorme: montar um bom time para tentar o título estadual e o acesso com um orçamento limitado, mantendo os principais jogadores.

Austeridade que passa pelo comando técnico. Para o lugar de Hemerson Maria, que não teve seu contrato renovado ao fim da Série B, Sidney Moraes, de surpreendente campanha com o Icasa no último brasileiro, chegou a ser anunciado. Mas a Ponte Preta acabou indo atrás dele com uma proposta maior, e o clube acabou tomando um balão. Restou a solução caseira: Emerson Nunes, de apenas 31 anos, o mais jovem técnico em mais de 90 anos de história avaiana. Auxiliar-técnico desde a época de Mauro Ovelha, caiu no colo dele o desafio de reestruturar o time dentro de campo, dentro das limitações do orçamento e com uma torcida que cobra. "ma história diferente para um Avaí que nos últimos meses, ou anos, tem passados por alguma dificuldade. Se não me engano, a ultima alegria foi em 2012, com o Estadual. Então espero ter outras alegrias, como foi em 2012", afirmou Emerson.

O elenco teve que ser enxugado. Jogadores foram liberados ou emprestados, e reforços que conseguem se encaixar na nova política financeira do clube vieram. A permanência do trio formado por Eduardo Costa, Marquinhos e Cléber Santana, este último mantido com o apoio de empresários que vão bancar o seu salário, foi muito importante para que o time tenha a qualidade necessária para fazer frente aos quatro principais adversários no catarinense. "Eles são referência. Os mais novos se espalham neles, querem ser como eles. É uma responsabilidade muito grande para eles mostrarem aos meninos que eles estarão sempre ali para ajudar", palavras do treinador. Os principais reforços contratados até agora são o atacante Héber, ex-Figueirense, e o lateral-esquerdo Rafinha, de decepcionante passagem no Joinville. Também chegaram os laterais Bocão e Eduardo Neto. Sem grandes contratações para a temporada 2014, o Avaí aposta nos principais nomes da base de 2013 para fazer a diferença no novo ano.

O Avaí entra no mesmo caso do Joinville. Terá um orçamento bem menor que os três times catarinenses da Série A. Some-se a isso a política de apertar os cintos para equilibrar o caixa e pagar os salários que ainda estão atrasados. Sem dúvida, a atitude de não cometer loucuras e gastar o que pode é uma boa notícia. Mas se o time não render em campo e a pressão da torcida por reforços e resultados aumentar? Emerson Nunes que se vire com o que tem.