sábado, 1 de fevereiro de 2014

Sábado de polêmica e uma senhora virada

Polêmica é um dos ingredientes mais fortes do futebol, assim como o drama também está presente neste esporte. No sábado do catarinense, as duas palavras apareceram, em Criciúma e Itajaí.

J. Éder / Rádio Eldorado
No Heriberto Hulse, o Brusque voltou a jogar bem contra o Criciúma. Arrumadinho, marcando bem, jogando de igual pra igual contra um time infinitamente mais caro. O Tigre tinha em Paulo Baier a sua válvula de escape, mas sem passar por Vanderson. Ricardo Drubscky deu uma baita de uma mão para o Brusque, tirando Serginho e destruindo o meio-campo do seu time. Eydison perdeu um gol de frente para Galatto, coisa imperdoável para alguém que tem que ser a referência.

E quando o jogo caminhava para o empate... apareceu o árbitro. Baier domina, agarrado na camisa de Eurico, clara falta de ataque. O camisa 10 desaba e... pênalti. Vitória tricolor, ótimo resultado de um time que ainda não me convenceu. Quatro pontos conquistados, um em Joinville e três em casa, em situações duvidosas. Sorte do técnico, que mesmo vaiado, não arrumou motivos pra ser questionado pela diretoria. Já para o Brusque, fica uma lição, que é a mesma do Joinville em outras rodadas: de nada adianta ter a posse de bola, se não chutar. O time não merecia perder no Majestoso, é verdade, mas também não merecia vencer pela inoperância do seu ataque. O Tigre segue em frente encaminhando sua classificação. Mas com um time que não convence. Drubscky fez tudo pra não vencer a partida, mas venceu.

Flávio Tin / Notícias do Dia
Agora, o jogo de Itajaí. Dois a zero para o Avaí no fim do primeiro tempo, domínio tranquilo, sem dificuldades. Mesmo sem Cléber Santana no time, o Marcílio Dias era facilmente dominado. Aí, chegou o pênalti da discórdia. Pode parecer um comentário de obra pronta, mas penso que, numa situação dessas, Marquinhos deveria chamar a responsabilidade e bater. Se ele perdesse, o efeito seria menor que a defesa de Rodolpho na cobrança de Betinho. O erro acendeu o Marcílio Dias, que conseguiu a virada em cima de um Leão perdido.

E aí que a derrota começa a cair na conta de Emerson Nunes. Vamos tentar esquecer o pênalti perdido, ainda que foi o lance decisivo do jogo. Mesmo assim, com dois gols de diferença, o técnico não soube armar o time para segurar o adversário. Fora de casa, final do jogo, é bola pro mato. Some-se aí a escolha de Arlan no time titular no lugar de Bocão, que entrou na seleção da rodada passada e a saída de Tinga, que bagunçou o time. Mostrando nervosismo na coletiva, ele perdeu o jogo na sua inexperiência. Isso tem que ser considerado. Perdeu três pontos importantes, e terá jogos difíceis contra JEC e Criciúma pela frente. Ganhou um peso que poderia ter evitado. O Marcílio Dias também merece todos os méritos por ter acreditado, ido pra cima e ralado o traseiro no chão até o final. Afinal, soube aproveitar uma senhora brecha deixada pelo adversário.


sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Metrô chega à liderança, e joga pressão para o JEC x Chapecoense de domingo

Carlos Junior / Notícias do Dia
Com um gol nos acréscimos, o Metropolitano vai se credenciando para ser o "intruso" no quadrangular final do Campeonato Estadual. Ainda que falte muita bola pra rolar, o time já abre cinco pontos de vantagem para Joinville e Chapecoense que, na teoria, seriam times a brigar pela parte de cima. Só na teoria, porque até agora eles não apareceram na prática.

Em Itajaí, o Metropolitano se aproveitou dos erros do Joinville. Abel Ribeiro soube ler o adversário para achar as brechas e, com um preparo físico bem melhor, conseguiu brigar por um gol que fez muita diferença.

O JEC teve muito mais posse de bola, assim como foi contra o Criciúma. O time cria, tem jogadas, mas tem um defeito sério: não chuta a gol. De nada adianta ter muito mais posse que o adversário se o time não põe a bola na rede. Até que uma recuperação era possível: depois de um primeiro tempo apático onde o Metrô fez um gol de bola cruzada com Elton, o JEC voltou com outra motivação para os segundo, empatando logo no início da segunda etapa com Francis.

Poderia acontecer uma reação tricolor, mas as pernas e as faltas de chutes não deixaram. O Metropolitano aproveitava os contra-ataques e jogava no erro do adversário. Até que Ivan erra na saída de bola, dá a chance pro cruzamento para Juliano Mineiro, que teve toda a tranquilidade para dominar, girar, e chutar. Chutar. Coisa que o JEC não parece gostar muito de fazer.

O Metrô vai para o Scarpelli de consciência tranquila de quem precisa de mais três ou quatro vitórias para estar no quadrangular. É um time compacto que não se expõe, o tipo da casinha bem arrumada. Já as batatas de Joinville e Chapecoense começam a assar. São as duas principais vítimas do turno tiro curto de nove rodadas. A pressão já está forte, Hémerson Maria já foi cobrado. Domingo, na Arena, Coelho e Índio se enfrentam. Quem perder, começa a assinar a passagem pro Hexagonal e entra na primeira crise do ano, em pleno fevereiro. Coisas de um regulamento que não perdoa.



quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Como é complicado fazer futebol em Blumenau

"Teremos o maior campeonato catarinense de todos os tempos", disse aquele dirigente.

Não sei aonde. Toda rodada tem surpresa. Minha lista de micos pro final do ano vai encher rapidinho.

Passei mais de uma hora, junto com outros companheiros de imprensa, seguranças, funcionários e torcedores, tomando sol na cabeça na frente de um portão trancado no Centro Esportivo do Sesi. Ninguém pode entrar pra pegar uma sombra na arquibancada. O trio de arbitragem, quando chegou, foi enxotado do estádio. Uma coisa absurda que estava presenciando.

O motivo é interessante: uma ação civil pública de julho que pedia a interdição do estádio se as melhorias pedidas não fossem feitas até o fim do ano passado. Mas ao mesmo tempo, o Sesi e o Metropolitano seguiram todo o procedimento conforme acordado entre FCF e Ministério Público. Os laudos estavam OK, mas uma ação anterior, do mesmo MP acabou fechando o estádio. Confuso né?

As vezes parece que tem gente que é contra o futebol em Blumenau. Tudo lá é mais complicado. O Brusque sentiu isso na pele. Alugou o estádio com a informação que tudo estava certo, e quando chegou lá, não entrou. Nem imagens do portão trancado eram permitidas.

Pra piorar a situação, a Federação tira o mando de campo de quem nada fez de errado, rasga o regulamento e o estatuto do torcedor e manda o jogo Metropolitano x Joinville pra Itajaí no dia seguinte. As emissoras de rádio que se ferrem pra arrumar linha, os times que se virem pra mudar programação, e o Metrô que vá pro inferno com a vantagem de cinco jogos como mandante obtida no ano passado. Rasgaram tudo, quando há data disponível no calendário pro jogo ser encaixado. Ah, e sem contar que a Polícia Militar itajaiense não sabia da mudança do jogo, que oferece perigo, colocando duas torcidas rivais da do Marcílio dentro de Itajaí em uma noite.

Absurdo, única coisa a dizer. Não me venha com discurso de campeonato exemplar. O Chevetão voltou com tudo na temporada 2014.


terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Quanto custa torcer no Catarinense 2014

Quinze reais é o valor mais barato para um ingresso inteiro no Campeonato Catarinense. Depois de pesquisar nos sites oficiais dos dez clubes da primeira divisão, estão os preços das entradas.

Sem considerar as meias-entradas, o Metropolitano tem o ingresso mais barato do campeonato, custando 15 reais a Geral. O valor mais caro para entrar no estádio pertence ao Figueirense, que cobra 60 reais para uma cadeira descoberta, à mercê do tempo. Pelo mesmo valor, é possível sentar em lugar coberto em outros sete estádios.

Também não são consideradas as promoções, já que elas acontecem esporadicamente. Os preços são para compra no dia do jogo.

Avaí: R$ 30 (Cadeira Descoberta e Visitante) R$ 50 (Setor A e Cadeira Coberta)
Figueirense: R$ 60 (Setores descobertos) e R$ 120 (Setor Coberto)
Criciúma: R$ 60 (Preço Único)
Joinville: R$ 50 (Descoberta), R$ 70 (Cadeira Nível 1) e R$ 90 (Cadeira Nível 2)
Chapecoense: R$ 40 (Arquibancada Geral), R$ 50 ( Arquibancada Coberta) e R$ 70 (Cadeiras)
Metropolitano: R$ 15 (Geral), R$ 35 (Arquibancada e setor visitante), R$ 60 (cadeira central)
Brusque: R$ 20 (Geral e Descoberta), R$ 30 (Coberta) e R$ 50 (Cadeiras)
Atlético de Ibirama: R$ 20 (Arquibancada Antiga) e R$ 30 (Arquibancada Nova)
Marcílio Dias: R$ 40 (Descoberta), R$ 60 (Coberta) e R$ 100 (Cadeira)
Juventus: R$ 25 (Descoberta), R$ 30 (Coberta) e R$ 60 (Cadeira)


domingo, 26 de janeiro de 2014

JEC vacila, e Criciúma acha um empate na Arena

Carlos Junior / Notícias do Dia
Quem viu o primeiro tempo de Joinville x Criciúma na Arena, achava que o JEC não teria dificuldades para vencer a partida, tamanho foi o domínio. Com jogadas pelas duas laterais, muito espaço pelo meio, zaga marcando bem, seria até uma partida tranquila. Seria, se não fosse o detalhe que a bola tem que entrar na rede.

Aí, num vacilo misturado com erro da assistente Neuza Inês Back, o Criciúma leva pra casa um pontinho.

Em uma rodada em que se esperava que os times grandes "travariam" nesse início de campeonato, o JEC mostrou o contrário. Jogou solto, com alternativas, bem armado, sem invenções. Hémerson Maria apostou no simples contra um Criciúma confuso e desentrosado, e deu certo. O problema era o placar: apenas 1 a 0, gol de Fernando Viana.

Maria só mexeu no ataque, colocando sangue novo. Como o Criciúma não oferecia perigo, não tinha porque se preocupar com a turma de trás. Foram muitas chances desperdiçadas, tipo do jogo em que todo mundo ficava ansioso e ver o chamado "gol pra matar a partida".

Aí, aos 39, numa falta pela esquerda, Ricardinho cruza, um desvio de cabeça mata a defesa de Ivan e Ronaldo Alves, totalmente impedido, empatou o jogo. Roubado? Depende do ponto de vista. O gol foi totalmente irregular, é verdade. Mas o Joinville teve todas as chances possíveis de vencer na estreia. Agora vai ter que correr atrás da máquina, tendo apenas mais três partidas em casa. Para o Tigre, que tem ainda cinco jogos no Majestoso, um ótimo resultado.

O grande vencedor da rodada foi o Metropolitano, que venceu fora de casa o Marcílio e ainda terá cinco jogos no Sesi, começando quinta, contra o Joinville. O Avaí perdeu para o Atlético, mas tem a chance de se recuperar em casa, contra o Juventus.