quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

O Catarinense tem novo líder. Olho no Metrô!

Fernando Ribeiro / Criciúma EC
O Metropolitano assume a liderança do Campeonato com uma atuação irrepreensível contra o Criciúma. Foi melhor durante quase toda a partida, soube ler as fraquezas do adversário (incluindo a "Avenida Eduardo") e venceu com toda a justiça por acachapantes 3 a 0 no seu retorno pra casa, que parece ter sido sabotada pelo Sesi, por causa da péssima qualidade do gramado, que passou por um corte irresponsável que pode ter sido feito por qualquer pessoa, menos um profissional.

Olho neles: o Metrô já enfrentou três grandes, venceu Joinville e Criciúma, e perdeu para o Figueirense em um jogo equilibrado. O time terá ainda três jogos dentro do Sesi. Dá até pra se classificar com antecipação.

Abel Ribeiro montou muito bem o time. Marcou forte lá atrás, teve boas saídas com Alessandro, um experiente Éverton Cézar para organizar o meio, a segurança do goleiro João Paulo e Reinaldo como referência na frente, com direito a gol com drible da vaca em cima de Escudero. Também tem que contar as excelentes atuações de Maurinho e Juliano Mineiro, operários de um time bem organizado e pronto para conseguir a classificação. O Tigre mostrou muitos problemas. Era um amontoado de jogadores que não conseguia trocar quatro passes seguidos. Foram envolvidos de tal forma que em nenhum momento mostraram reação. É só ver o que Paulo Baier não fez no jogo.

Cada vez mais o Metropolitano se consolida como favorito a uma das quatro vagas. O que garante que mais um grande vai pro hexagonal.



Ressacada de recuperação e protesto

Eduardo Valente / Notícias do Dia
Hémerson Maria volta para Joinville com um bom peso a menos. Precisava dessa vitória fora de casa para ter um pouco mais de tranquilidade e manter vivas as chances de classificação. Conseguiu, jogando melhor que o Avaí dentro da Ressacada durante todo o jogo. Venceu por 2 a 0 e volta para a briga do quadrangular. Já o Avaí viveu mais um capítulo triste da crise financeira. Vi cenas lamentáveis. Mas disso, vou escrever mais embaixo.

No jogo, o goleiro Ivan não fez defesa alguma. O Avaí até chegava ao ataque, mas esbarrava na bem postada defesa tricolor. Os laterais tiveram dificuldades, e o JEC foi construindo seu jogo. Apostando na confusa zaga do time da casa, o time tentou muitas bolas pelo meio. As laterais, com Saci e Murilo, também foram acionadas, tentando furar uma marcação que era bem falha. Depois de um primeiro tempo morno, o Joinville fez 1 a 0 com o criticado Alex, que dominou dentro da área pra fazer. E ainda chegou ao segundo, em outra lambança da zaga avaiana, que deu a oportunidade para Edigar Júnio fechar a conta. Vitória e recuperação. E se o tricolor bater o Juventus em Jaraguá no sábado, corre sério risco de fechar a rodada no G4.

Depois do jogo, ouvi gritos de torcedores e depois, gritos estridentes que pareciam ser de mulheres. Bombas de efeito moral eram detonadas. Corri pra trás das cabines, e vi esses torcedores (se é que dá pra chamar por esse nome) invadirem o setor das sociais, tentando chegar nos vestiários. Momentos tensos que acabaram ferindo um segurança e que abre mais a ferida dentro do Avaí. O clube deve várias folhas de pagamento para atletas e funcionários, o time dentro de campo é uma bagunça, o treinador não sabe o que fazer e, agora, ninguém mais fala. Culpa de Emerson Nunes? Não. Como cobrar um time que não recebe a contrapartida do clube, ou seja, o salário em dia? Emerson está lá porque o clube não tem condição de pagar mais por um profissional mais capacitado. E a diretoria, que assumiu o clube sabendo do passivo que tinha pra resolver, não deu jeito na situação. É aquela história: "você finge que eu pago que eu finjo que jogo". Aí, o Avaí não fez porcaria nenhuma contra o JEC, e caminha a passos largos para o hexagonal. Sem compromissos em dia, não tem jeito. E a situação tende a piorar, pois as rendas na segunda fase serão bem menores, sem transmissões pela TV... Enfim, menos dinheiro entrará no caixa.

A rodada também teve o empate em Chapecó que não é ruim para o Figueira, mas é péssimo para a Chapecoense, que ainda não venceu e é outro grande que deve ir pro hexagonal da morte. O Brusque venceu a primeira, contra o Juventus, e o Ibirama bateu o Marcílio em casa. A situação caminha para dois ou três dos chamados grandes no quadrangular final. Ou seja, tem espaço de sobra pra turma dos pequenos aproveitar.


domingo, 2 de fevereiro de 2014

Empate na Arena, ruim para os dois

Pressionados e cada um com os seus problemas, Joinville e Chapecoense vieram para um jogo decisivo na Arena. Tipo do jogo que quem perdesse se complicava de vez, e o empate era ruim pros dois. Aconteceu a segunda opção, em uma partida decepcionante.

O Joinville foi um pouco melhor pelas bolas na trave que colocou, e só. Aquele "futebol total" de Hemerson Maria dos outros dois jogos não apareceu, por causa da forte marcação do time de Gilmar Dal Pozzo. Três volantes caçaram os meias do JEC, que tiveram muitas dificuldades para criar chances de gol. Chances que apareceram, mas em número bem menor. Mais uma vez, o time tricolor não resolveu seu relacionamento com o gol. Mais uma rodada que o velho problema não se resolveu. Edigar Junio e Alex apagados. Melhor para a zaga verde.

Chapecoense que veio para jogar no contra-ataque. Dal Pozzo resolveu arrumar a cozinha para depois ir pra frente. Acabou funcionando, e o time terá mais 4 jogos em casa para tentar engatar uma recuperação, ainda que falte muita coisa para o time ser confiável e os times da parte de cima começam a se distanciar.

Para o JEC a tarefa é bem pior. Serão três jogos seguidos fora de casa, contra Avaí, Juventus e Figueirense, com a obrigação de jogar muito mais, principalmente no ataque. E como os jogadores disponíveis não dão resposta e Fernando Viana, o que tem rendido melhor, vai ficar mais um tempo fora de combate, a missão complica mais.