quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Brusque quebra o tabu e expõe as feridas do Avaí

Jamira Furlani / Avaí FC
30 de maio de 1998, a última vitória do Brusque na Ressacada. Era meu primeiro ano no rádio, estava lá como repórter debaixo de chuva, e assisti aquele 2 a 1. Quase 16 anos depois, no dia que as chuvas resolveram voltar de vez pra Santa Catarina, o time agora treinado por Pingo foi a Florianópolis, mostrou uma organização absurdamente maior, teve uma noite muito feliz e venceu o Avaí, que não vai para o quadrangular e teve o técnico demitido. Feridas expostas de um projeto mal concebido.

O Brusque apenas se organizou melhor no campo. Ainda acho que o time pode render muito mais se tiver um meio-campo mais presente. O Avaí subia na base do tranco, sem um padrão, o que facilitava a tarefa para a zaga brusquense. O pênalti marcado por Ricardo Lobo só aumentou o nervosismo do adversário, que ouvia tudo e mais um pouco dos pouco mais de dois mil torcedores.

Teve pênalti perdido por Cléber Santana (com uma cara meio displicente) e bola na trave. Sorte do Brusque? Um pouco. Com um time em que o salário de um jogador paga a folha toda do adversário, era de se esperar muito mais. Emerson Nunes, o aprendiz, não foi piloto suficiente para esse carro. Acabou demitido, após uma coletiva que não encontrou explicações. Leão eliminado, que vai para o hexagonal da morte.

O Brusque vai a sete pontos, com um jogo a menos, que será contra o Ibirama, em casa. Está vivo na briga pela classificação. Pingo chama a atenção de outros clubes pela maneira como monta o time em campo, sem dar chutão e trabalhando a posse. O ataque ainda não me inspira confiança, mas o resultado veio. O Metropolitano será um grande teste, no domingo.

Enquanto isso, o Avaí terá tempo no hexagonal para fazer uma autoanálise. A crise não é culpa de Emerson Nunes. A culpa é de quem apostou em um nome sem experiência para tocar o projeto e que se esconde dos microfones quando é solicitado. O sonho do título se foi, agora é marcar pontos para não ser rebaixado, esperar o que a LA Sports vai trazer e pensar na Série B. O Estadual já deu pra cabeça. Ah, tem um clássico contra o Figueira no domingo. Mais uma derrota aumentará mais ainda o problema.


De novo, de novo e de novo

Mais uma vez, a BR-101 vira local de confronto de torcedores depois de um jogo. Graças a Deus dessa vez não teve morte, mas a situação ficou complicada.

Imagino eu, que estava na rodovia naquele mesmo momento, assim como outros motoristas, que nada tinham a ver com a perseguição de torcedores do Figueirense aos do JEC, que poderiam ter ficado no meio da "linha de tiro".

Pois é, aconteceu de novo. 1 e pouco da manhã, BR-101, ponte de Tijucas, o que deve dar mais ou menos uns 40km do Estádio Orlando Scarpelli. Longe pra dedéu. Uns malucos atiram pedras em cima de um ônibus e o pau resolve comer ali, na beira da rodovia, onde milhares de pessoas passam durante todo o dia.

Não vou aqui entrar no mérito de quem teve culpa ou não. Mas essa porcaria de perseguição e ameaça um dia vai ter que acabar. Ou vão esperar mais alguém morrer pra resolver de vez? Espero que as câmeras da Autopista tenham flagrado o que aconteceu e os responsáveis sejam punidos.

Ah, não vão ser né... o pessoal do Gol admitiu o que fez, não houve Boletim de Ocorrência e todos foram liberados pela Polícia. Ou seja, acabou em pizza.

Veja o vídeo do que aconteceu, em reportagem do Jornal do Meio-Dia de Joinville:

Bola parada que sobe o Figueira

Eduardo Valente / Notícias do Dia
O Figueirense precisou de três jogadas de bola parada para definir o jogo contra o JEC. Três bolas que saíram dos pés de Marcos Assunção para os zagueiros Nirley e Thiago Heleno mandarem para o gol de Ivan. É uma arma perigosa que o alvinegro arrumou para subir na classificação e carimbar vaga no quadrangular. Uma certeza que o nível do time sobe demais quando o veterano camisa 20 está em campo.

O JEC foi envolvido. O meio não funcionou, o ataque não recebeu bola e o ponto fraco da bola aérea da defesa apareceu. Hémerson Maria gritou, mexeu, fez o que é possível, mas não conseguiu. Vitória totalmente justa do time de Eutrópio, que vai com uma moral enorme para o clássico de domingo. Para o Joinville, não há terra arrasada. O time só depende dele para classificar, nos jogos contra Ibirama, Brusque e Marcílio. De três jogos seguidos fora de casa, o tricolor ganhou dois. Não deixa de ser um bom aproveitamento.

O Figueirense está muito próximo de ser o primeiro time a carimbar vaga no quadrangular. Vencendo o clássico, o time pode chegar ao objetivo com boa antecedência. Mas uma coisa me dá uma pulga na orelha: contra o Joinville, Marcos Assunção foi decisivo, assim como foi em Ibirama e contra o Metropolitano. Estaria o time superdependente dele? E se acontecer alguma lesão, que é algo totalmente possível, ainda mais se falando de um atleta da sua idade? Em uma temporada estafante que vem pela frente, isso precisa ser considerado. Um Plano B precisa estar na manga.


domingo, 9 de fevereiro de 2014

JEC é o grande vencedor da rodada. Chapecoense volta para a briga

Divulgação / JEC
Deu tudo certo para o Joinville na rodada do final de semana. Além de vencer suado o Juventus no sábado, assistiu a derrota do Metropolitano, o pênalti perdido por Lúcio Maranhão em Ibirama e o modorrento zero a zero na Ressacada que lhe assegurou a segunda colocação na classificação.

Duas vitórias em dois jogos fora da Arena fizeram o time não só recuperar o que perdeu em casa, bem como conseguir mais alguma vantagem. Hémerson Maria tem muito desse mérito: ainda que o time tricolor não esteja perfeito, ele já tem um padrão definido e um time titular que só será alterado em caso de suspensão ou lesão. Uma defesa compacta, um meio campo que tem um leão chamado Naldo e um incansável Marcelo Costa, com Tartá e Fernando Viana na frente. Pouco ou nada há o que mexer no time, que vai para o Scarpelli na quarta sem a obrigação de vencer, mas com boas chances de trazer pontos da Capital.

Orlando Pereira / CAHA
Assim como o seu rival Avaí contra o Marcílio Dias, o Figueirense deixou a vitória escapar em Ibirama em um pênalti desperdiçado por Lúcio Maranhão. Era a liderança nas mãos, que virou terceiro lugar. Ainda que não seja um mau negócio trazer um ponto do Alto Vale, o time perdeu uma chance de "tirar pressão" pra semana em que terá Joinville e Avaí pela frente, dentro de casa. Situação parecida do Criciúma, que precisava dar uma resposta depois do baile tomado para o Metropolitano. Contra um time com ambiente superconturbado, o Tigre leva pra casa apenas um ponto em dois jogos fora de casa.

Ainda tem a Chapecoense, que venceu um time misto do Metropolitano e volta a entrar na briga pelo quadrangular. O Metrô usou de um risco calculado para poupar titulares. Aposta em vencer os três jogos em casa para conseguir a classificação. Ainda é líder. Se tal tática vai dar certo ou não, só veremos no final. Gilmar Dal Pozzo perde um bom peso da pressão com a primeira vitória. Agora o time precisa provar a recuperação com uma boa sequência, enfrentando Ibirama e Criciúma na próxima semana.

Também teve o zero a zero de Brusque e Marcílio Dias, que fui assistir. Mas o jogo foi tão feio que não vou gastar linhas aqui. Muito calor, chutões e pouco futebol.