sábado, 22 de fevereiro de 2014

Empate justo no Augusto Bauer

Márcio Costódio / Rádio Cidade
Pelo futebol que mostraram na quente tarde de sábado no Augusto Bauer, Brusque e Joinville mereceram o empate.

Com a polêmica do lance em cima de Ricardo Lobo que poderia resultar para o time da casa (vi o lance várias vezes e não me convenci que aconteceu a falta, logo, o árbitro está isento), não havia resultado mais próprio. E cada um com seus problemas, seguem para a última rodada buscando a classificação.

Senti medo dos dois times. Sabendo que não podiam perder para não se complicar (e isso eliminaria o JEC), os times não partiram pra nenhum tipo de abafa. Enquanto o Joinville se complicava perdendo dois jogadores em vinte minutos, obrigando Hemerson Maria a fazer duas trocas, o Brusque tentava, de uma forma bem mais tímida que a última partida, chegar ao gol de Ivan. Ricardo Lobo, que era destaque, estava apagado. Eydison corria pra todos os lados mas não se encontrava. Do outro lado, Marcelo Costa fez o seu pior jogo com a camisa tricolor em mais de um ano. Não se encontrou em campo, foi presa fácil para a marcação e não fez o meio-campo funcionar.

No segundo tempo, o jogo ganhou mais graça com a arrancada de Edigar Júnio para o gol de Fernando Viana. Na situação que a partida se encontrava, foi um achado. Isso fez o Brusque resolver jogar bola, mas esbarrando na linha de três zagueiros do JEC. Mas o time da casa conseguiu o empate em mais um gol de bola aérea que o tricolor sofre. Bruno Costa não subiu e Cleyton nem precisou pular para cabecear.

Um gol que colocou justiça no jogo. Pelo o que os dois times fizeram, ninguém merecia vencer.

Agora o Brusque terá que carimbar sua vaga em Chapecó, enquanto o JEC vai secar Criciúma e principalmente o Figueirense no domingo, para lutar por alguma coisa na quarta-feira. O tricolor não depende mais de si.


quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Professor Drubscky vai embora sem ensinar nada

No JEC ele era chamado de Professor Pardal e Mister M. Foi para o Criciúma e seguiu o mesmo roteiro do antigo emprego, com um time desorganizado, misturado com invenções malucas e sem manter qualquer tipo de sequência. Some-se aí as más atuações de um time que está no G4, mas não convence em campo. O empate com o Marcílio Dias foi a gota d'água. Ricardo Drubscky acabou demitido.

O Criciúma jogou fora praticamente dois meses de preparação para o Brasileiro com um treinador que assiste um jogo que só ele vê. Pra piorar, ficou ranzinza nas entrevistas coletivas e arrumou briga com meio mundo. Vivia pedindo paciência, algo que não existe nem pra diretoria, muito menos pro torcedor.

Drubscky não foi piloto suficiente para o cargueiro repleto de estrelas do Tigre. O time tem grandes chances de classificação para as finais e um elenco caríssimo e qualificado. Falta agora alguém que saiba conduzir o avião para um voo seguro e sem turbulência.

O Vale lidera, com dois times perto do quadrangular

Márcio Costódio / Rádio Cidade
Os jogos atrasados desta quarta-feira serviram para colocar Brusque e Metropolitano na liderança do Estadual. Ambos estão a uma vitória do quadrangular final, o que significa dizer que três dos cinco grandes vão ter que jogar o deficitário hexagonal. O outro time da região ajudou. O Marcílio segurou o empate em Criciúma e segue vivo. Pode ultrapassar o Figueirense se vencê-lo em casa domingo, em Itajaí.

Estive no Augusto Bauer pra ver a vitória do Brusque contra o Ibirama. E que vitória. Dois a zero que poderiam ser quatro ou cinco, tamanho o volume de jogo do time. Há uma evolução clara: eu mesmo cansei de criticar que o time marcava demais mas não pressionava o adversário. A situação melhorou um pouco contra o Metropolitano e deu um grande salto na vitória sobre o Atlético. Alternativas criadas, passes rápidos e várias opções ofensivas. O trabalho de Pingo me impressiona cada vez mais.

A organização tática do time brusquense enche os olhos. Ela é tão boa que os próprios jogadores se empolgam e acabam errando passes ao sentirem tamanha facilidade. O Atlético foi abafado por quase todo o jogo, sem esboçar reação. O Brusque precisa de uma vitória em dois jogos para chegar no quadrangular para brigar pelo segundo título. Mas terá pela frente o Joinville, com seu time bem montado por Hémerson Maria. O jogo do sábado promete ser bem interessante, até porque o técnico tricolor, que mandou equipe para filmar a partida, terá que tomar cuidado com um time rápido e mais entrosado. Não me espantarei se ele colocar mais um homem de marcação ou prender Naldo como um terceiro zagueiro. Vai ser um jogão.

O Metropolitano goleou o Juventus, como se esperava, e sobe para segundo. Tem pela frente o eliminado Ibirama no Alto Vale e o Avaí, quase fora, em casa. A tabela colabora, e o time parece ter acordado da pancada tomada na goleada sofrida para o Brusque.

Se encaminha uma situação em que três dos cinco grandes devem disputar o hexagonal. E se o Marcílio conseguir vencer o Figueirense em Itajaí, pode ter mais um ficando de fora.

Curioso que ainda não ouvi cartola reclamando do regulamento. Foi avisado que o tiro era curtíssimo, não havia tempo para recuperação e que o hexagonal tem tudo pra ser deficitário. Mas já que aceitaram essas condições, que arquem com elas.

Nota pra encerrar: deixo aqui minha solidariedade ao colega Emerson Luis, da RICTV Blumenau. Ele foi alvo da cabeça quente de dirigentes que acham que podem ir pra cima de repórteres a hora que quiserem. Ele está bem.


quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

MPSC vai abrir inquérito para investigar briga no clássico da capital

O Ministério Público de Santa Catarina resolveu entrar no caso da confusão do clássico do Orlando Scarpelli entre Figueirense e Avaí. O promotor Carlos Alberto Nahas, da 16a. promotoria de justiça do Fórum do Continente, vai abrir inquérito para apurar tudo.

O MP requisitou à 3ª Delegacia de Polícia da Capital a instauração de termo circunstanciado para apurar eventuais crimes como rixa esportiva e agressão (vias de fato, previsto no artigo 21 da Lei de Contravenções Penais) ocorridos durante a partida.

Acompanhe a matéria, que foi ao ar no Jornal do Meio Dia da RICTV Florianópolis, hoje:

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Alô TJD!

Emanuel Galafassi / Figueirense FC
O Tribunal de Justiça Desportiva de Santa Catarina, que vinha tendo uma pauta tranquila neste 2014, vai ter pela frente a sua primeira polêmica, quando a súmula do jogo Figueirense x Avaí chegar por lá.

Com imagens e fotos de todos os tipos e ângulos de diferentes emissoras e jornais, a procuradoria vai ter uma tarefa importante, para colocar ordem na casa: pedir todo o material, analisar minunciosamente e indiciar todo mundo que se meteu na confusão e que o árbitro Paulo Henrique Bezerra não tenha visto. É muita coisa que aconteceu, a súmula dele é muito superficial, pra não dizer mal feita. Tudo precisa ser relatado.

O TJD vai ter que ter pulso pra punir os responsáveis. Tem provas graves.

E se Bezerra errou ao expulsar alguém, ele também precisa ser responsabilizado. Faltou muito pulso pra ele segurar um jogo que era quente, mas absolutamente controlável.


domingo, 16 de fevereiro de 2014

Embolou: clássico louco em Floripa e goleada em Blumenau

Dos jogos deste domingo, destaque para a vitória avaiana no clássico louco e confuso na Capital e a goleada do Brusque contra o até então surpreendente Metropolitano. Em partes:

Clássico com confusão e vitória avaiana

Eduardo Valente / Notícias do Dia
O Avaí, de técnico interino, acreditou que poderia vencer o Figueirense, pela honra, mesmo tendo uma campanha péssima no campeonato. Já o Figueira tinha a obrigação de vencer o lanterna. E como no clássico da capital não existe lógica ou favoritismo, o Leão foi lá e venceu, em um jogo de nove contra nove, para alegria de vários times que brigam pela classificação. Jogo que ia bem, disputado, com Avaí saindo na frente e Figueirense empatando no começo do segundo tempo, até rolar a confusão. Apareceu a figura de Paulo Henrique Bezerra, perdido em campo, que saiu expulsando jogadores a esmo, esquecendo de outros que se meteram no rolo, como Roberto e Marcos Assunção. Nove para cada lado, o jogo virou pelada, sem qualquer tipo de tática. De qualquer forma os times foram para o ataque, e só o Avaí marcou, quando Tiago Volpi falhou, a zaga dormiu, e Paulo Sérgio acreditou para fazer o 2 a 1.

Claro que o clássico não terminou da forma ideal, mas para o torcedor avaiano não tem problema nenhum se Marquinhos e Eduardo Costa foram expulsos. O time venceu, colocou água no chope do adversário e ainda acredita numa pequena chance de classificação. Terá que vencer as duas partidas que faltam e torcer por resultados. Ainda dá, o time vai ter que se agarrar na ponta de esperança que existe.

Agora, fica o recado pra procuradoria do TJD: todas as imagens da confusão precisam ser atenciosamente analisadas para indiciar todo mundo que se meteu na briga e que a arbitragem não conseguiu ver. É necessário para que se coloque ordem na situação.

Márcio Costódio / Rádio Cidade
Em Blumenau, goleada brusquense

O Brusque segue surpreendendo. Pingo deu nó tático gigante em Abel Ribeiro, que fez a melhor defesa patrolar o melhor ataque do campeonato estadual. Desde o gol de falta de Aldair, no começo da partida, o time brusquense foi melhor. Marcou como nunca, não deixou o ataque de Reinaldo e Maurinho jogar, e Juliano Mineiro foi anulado. Os cruzamentos iam nas mãos de Wanderson, e aos poucos, o Bruscão foi achando as brechas para ir ao ataque e matar a partida. E foi assim, ao natural, que os visitantes golearam a então sensação do campeonato.

Abel Ribeiro ficou perdido. Errou nas alterações, assistiu o Brusque deitar e rolar. O time de Pingo termina a rodada no G4, e agora terá dois jogos em casa, contra Ibirama e Joinville, para carimbar uma vaga no quadrangular. O Metrô também não está morto, com três jogos pela frente. Só resta saber como vai ser o impacto do chocolate que o time tomou no Sesi.

Pingo vai se consolidando como um grande treinador, partida após partida. Merece ir para um time grande, depois do Catarinense.