sábado, 8 de março de 2014

Vídeo: As aventuras de Jabá

O atacante Jabá, do Juventus, virou notícia depois de ser preso pela Polícia Militar com visíveis sinais de embriaguez e fazendo desordem no calçãdão de Jaraguá do Sul. O clube resolveu não demitir o jogador.

Mas assistindo a matéria abaixo, do Jornal do Meio-dia da RICTV Joinville, dá pra ver que a situação do jogador é ainda pior: ele admitiu ter ido em um bar antes do treino e fez o seu Porsche abraçar um poste há 20 dias. Tem como um jogador profissional ser assim, ainda mais bebendo antes do treinamento?

Acompanhe a matéria do repórter Paulo Mueller, da RICTV Joinville:


Bem-vindo de volta, Joceli

Não imaginava outra opção para o comando do Brusque em substituição a Pingo, que foi apagar o incêndio no Avaí.

A diretoria do Bruscão agiu rápido e optou por uma solução próxima, experiente e conhecedora do futebol catarinense. Joceli dos Santos está de volta. Será a quarta passagem dele pelo clube.

A torcida gosta dele. Foi campeão da Copa Santa Catarina em 2010, batendo o Joinville em uma tensa final na Arena, levando o Brusque à Copa do Brasil. Topou o desafio de pegar um barco pegando fogo em 2012, fadado ao rebaixamento, mas sem qualidade para uma recuperação. Agora ele volta, em uma situação curiosa. Normalmente, técnicos são trocados em situações ruins. Dessa vez ele pega um time bem armado, em boa fase, e candidato ao primeiro lugar do hexagonal.

Não poderia ser melhor a escolha do Brusque. Joceli conhece do riscado e sabe o que faz. Saberá aproveitar bem do excelente trabalho de Pingo. E o bonde segue.

Bem-vindo de volta, professor.


sexta-feira, 7 de março de 2014

Boa sorte, Pingo

Todo jornalista tem o seu time de coração. Nunca tive vergonha da cidade e do estado que eu nasci, e do time que eu torço. E talvez essa proximidade que eu tenho do Brusque e do contato com o técnico Pingo endossam esse texto.

Ele vai para o Avaí, atrás de um futuro. Se a escolha foi certa ou errada, só ele saberá. O resto só comenta. A vida é feita delas. E ele está feliz.

Pingo é um cara de caráter. Acessível, bom papo, inteligente. Tem o perfil contrário de Paulo Turra, que é fechado e antipático em alguns momentos. Leva junto com ele o fiel escudeiro Bandoch, companheiro dos tempos de base do JEC, que chega a orientar o time ao mesmo tempo na beira do gramado.

O Brusque foi o trampolim. Ele estava desempregado e se ligou oferecendo ao clube. A aposta foi certeira, com jogadores de sua confiança. O time funcionou e quase foi para o quadrangular. O assédio seria natural, e a diretoria levou na boa quando Eduardo Uram comunicou o acerto. Futebol é assim, e não é a primeira vez que o clube perdeu um treinador. O último foi Itamar Schulle, que colocou o time na final da Copinha e foi atrás de um polpudo contrato no Rio Grande.

Três amigos avaianos já me vieram perguntar: ele vai dar jeito no Avaí? Digo com toda a certeza: se derem condições pra ele trabalhar, e isso quer dizer um elenco de qualidade e com salários em dia, ele tem grande chance de fazer história. Isso só saberemos com o andar da carruagem. A chance apareceu, o empresário concordou, e ele vai assumir o avião pegando fogo. O problema vai ser as condições, com jogadores caros que não rendem, combinado com vários de qualidade bem duvidosa.

Boa sorte Pingo. Você vai precisar. Ainda veremos você em um clube top do futebol brasileiro.

Já o Brusque, com um time padronizado, só precisa de um treinador que o leve até o final sem ser estragado. Nomes existem pra isso.


quinta-feira, 6 de março de 2014

A dura realidade do hexagonal

Eduardo Valente / ND
Os seres humanos dotados de inteligência que bolaram o regulamento do Estadual ou o aprovaram criaram o hexagonal da morte sem saber das suas consequências técnicas e econômicas. Campo ruim em Jaraguá e público ultra-reduzido na Ressacada são amostras disso. Aliás, o Avaí sentiu e vai sentir no caixa o prejuízo. Vai pagar (caro) pra jogar em casa. E pra quem não está bem das pernas, a conta dói mais. Os clubes pequenos também, mas em escala menor

E o resultado de Floripa dá o recado de que só o nome não vai segurar time na primeira divisão. Deu pra ver o Marcílio Dias cheio de vontade para derrubar o Ibirama fora de casa e o Juventus jogando com todas as dificuldades pra se salvar, mesmo tendo um jogador preso por embriaguez ao volante.

E o Avaí que se cuide: um time derrubado psicologicamente, tomando gol de jogador que faz fila pra entrar na área. O hexagonal da morte (ou "Taça Santa Catarina", nome chumbrega que a FCF arrumou) não tem nada de glamour. Tem que jogar na raça porque o prejuízo de ser rebaixado é incontável, ainda mais se for um time grande.

Pessoal se reforçou e vai ralar a bunda na grama pra se manter. E vai querer tirar uma casquinha dos primos ricos que cairam juntos pro inferno do hexagonal. A Chapecoense foi penalizada pelo mau início de campeonato, enquanto o Avaí vai pelo conjunto da obra. E é bom ficar de olho e refletir muito no que está errado, antes que seja tarde. O técnico Paulo Turra declarou estar "extremamente tranquilo" com a situação. Enquanto isso, a torcida está apavorada.



Boa arrancada para Figueira e Metrô

Em todos os quadrangulares, a regrinha básica para ficar entre os dois primeiros é: ganhar todos os jogos em casa e beliscar pelo menos um pontinho fora. Com 10 pontos, a chance de classificação é gigante.

Em uma abertura de quadrangular, Figueirense e Metropolitano fizeram sua parte. E jogaram a batata quente na mão de Criciúma e Joinville, que vão se enfrentar domingo no Majestoso.

Eduardo Valente / Notícias do Dia
No Scarpelli, em um jogo que não foi bom, prevaleceu quem foi um pouco mais eficiente. O Figueirense fez o primeiro gol na primeira chance real de ataque na partida, contando com a ajuda do zagueiro. Caio Júnior pode ver, em situação de jogo, o tamanho do pepino que tem pra descascar até o Brasileiro chegar. A primeira missão é organizar o amontoado deixado por Ricardo Drubscky, e isso leva certo tempo, além de dar uma alma ao time, que me parece jogar sem um foco definido. Depois disso, e se sobrar tempo de quadrangular, dá pra imaginar o Tigre brigando por vaga na final. O Figueira nada tem a ver com a história, venceu e lidera o quadrangular.

Carlos Junior / Notícias do Dia
Já na Arena Joinville, a forte marcação armada por Abel Ribeiro conseguiu anular o ataque do Joinville. Um time arrumadinho, fechando os espaços, com força na linha da zaga e que atacava no erro do adversário, e que conquistou um bom empate. O JEC teve oportunidades no primeiro tempo, mas acabou pagando pelos seus erros. Hemerson Maria poderia ter ousado mais. Esperou até os 41 minutos do segundo tempo para colocar mais um atacante em campo. Se isso mudaria o resultado, eu não sei. Mas o torcedor esperava outro resultado. Agora, o time terá que buscar fora de casa o que perdeu na Arena.

Final de semana de jogos que prometem: em Blumenau, a briga pela liderança. E em Criciúma, a luta de quem não quer ficar bem distante da final já na segunda rodada. E pensar que é apenas o décimo jogo de ambos no Estadual, com uma exigência enorme. E daqui a 10 dias, podemos ter alguma situação definida.


terça-feira, 4 de março de 2014

Depois de Pirão, o caldo engrossou para Ciro

Só se falava na sexta em Chapecó do carro do volante Pirão que estava parado na frente da garagem do seu prédio de manhã cedo, com o jogador desmaiado dentro. O clube agiu de forma rápida e tirou ele do clube. No discurso, a diretoria quis dar exemplo.

Pirão não foi o primeiro nem o último jogador a ter um relacionamento sério com o sereno. Como ele apareceu pra todo mundo, e numa cidade do tamanho de Chapecó tudo ganha uma dimensão bem maior, ele pagou o pato.

Agora, a batata do atacante Ciro, do Figueirense, esquentou. Primeiro, chegou a informação de que ele teve atraso para chegar no treino. Se fosse só isso, uma multa resolvia. Não é legal, mas todo clube tem regra prevendo isso. Mas quando começou a pipocar na imprensa lá da capital que isso poderia virar demissão, uma coisa posso garantir: se isso acontecer, não vai ser só por causa do atraso não.

O jogador ainda não vingou no Figueira (e em lugar nenhum depois de estourar no Sport). Vai ser interessante ver o desfecho dessa história.

São os clubes querendo dar um aviso pra quem fugir da cartilha. E se o jogador acabar aprontando e isso respingar no empregador, pior ainda.