quinta-feira, 13 de março de 2014

A lambança de Berkenbrock e a liderança do Figueira

Carlos Berkenbrock, até o final do ano passado, era assistente Fifa. Um cara que já trabalhou em jogos da Libertadores da América. Um árbitro considerado da elite, que cometeu um erro que nem pode ser considerado infantil. Um impedimento fácil, claro, sem interferência, na sua cara, bem na sua frente, que interfere diretamente na classificação do quadrangular final do catarinense.

Mais uma vez, a arbitragem do estado interfere de forma direta na tabela de classificação. O que vai acontecer? Nada. A lambança está feita.

E o time capenga do Criciúma, que não está convencendo, vence um jogo terrível com o Metropolitano, onde o empate seria o mais justo. Pensa na revolta lá em Blumenau.

E em Joinville, o Figueira arrumou mais um importante pontinho. Saiu atrás e conseguiu o empate na bola parada de Marcos Assunção para Nirley. O time da casa não foi forte o suficiente. Hemerson Maria inventou demais, parecia Ricardo Drubscky ao tirar Saci da lateral esquerda e fazer o time funcionar sem equilíbrio. Demorou pra mexer. Nos minutos finais, foram algumas chances perdidas e até bola na trave. Mas o empate não saiu do placar.

Final de primeiro turno e ninguém disparou.  Figueira e Metropolitano terão dois jogos em casa, enquanto Criciúma e JEC terão que buscar pontos fora. Em um quadrangular que, de seis jogos, quatro terminaram empatados, pode ter time se classificando com nove ou até oito pontos. O que deixa a disputa totalmente aberta. Veremos a segunda parte do "Mata-mata" no domingo.




segunda-feira, 10 de março de 2014

Torcida desafia time do Avaí para amistoso

Através de página no Facebook, a torcida Mancha Azul desafiou o time profissional do Avaí para um jogo amistoso.

A mensagem, destinada ao presidente Nilton Machado, traz um recado: se o time perder, os jogadores tem que ser afastados e a base promovida até o final do Estadual.

Claro que um jogo desses não tem cabimento. Mas a torcida foi inteligente em exigir uma reação do time. E aí presidente, vai encarar?

A mensagem:

Sr. Presidente Nilton Macedo Machado,

Sem time, não há torcida.

Para o torcedor avaiano é um absurdo que o clube mais importante de Santa Catarina no século XX tenha um elenco tão medíocre. As tradições e a imponência do Leão da Ilha, o clube que mais vezes foi campeão e com a maior torcida, exigem a montagem de um grupo capaz de disputar todas as competições que participar, com reais condições de ser campeão.

Some-se a isso a contratação de jogadores com graves problemas 
físicos e técnicos, ausência de um treinador com capacidade técnica e profissional a altura do clube e a visão míope do departamento de futebol.

Querem que a torcida compareça ao estádio? Contratem atletas de qualidade. Exigimos um elenco no mesmo padrão dos principais clubes do país, sem loucuras financeiras ou ações que comprometam o importante processo de reestruturação do Avaí Futebol Clube.

Sabemos que as dificuldades financeiras são muitas, principalmente pelo fato de terem havido contratações de jogadores que exigiram grande investimento, que até o momento não teve retorno no campo de jogo. O planejamento técnico-financeiro é imprescindível. Precisamos de contratações de real impacto, de jogadores de qualidade comprovada que irão arrastar multidões aos jogos.

Outros clubes, com situação financeira equivalente ou inferior, tem provado que tais ações são possíveis.

Dito isso, é lançado o desafio ao elenco de jogadores que compõe o time profissional do Avaí Futebol Clube para que enfrentem em partida amistosa a ser disputada em data e local definidos pelo próprio clube, time composto por torcedores componentes da G.R.T.O. Torcida Mancha Azul.

Em caso de vitória do elenco avaiano, a torcida compromete-se a apoiar incondicionalmente a equipe, independente dos resultados e percalços, sem a promoção de qualquer tipo de manifestação, protesto ou vaias aos jogadores e diretoria.

Caso contrario, todos os jogadores que disputarem a partida devem ser afastados imediatamente do grupo que disputa o campeonato catarinense, devendo ser substituídos pelos jogadores da base, até que novo elenco seja formado.


Nós avaianos não temos nenhum orgulho da atual situação vivida pelo clube. O Leão da Ilha precisa estar no mesmo nível dos grandes times do futebol brasileiro, ter competitividade em todos os campeonatos disputados para, enfim, resgatar a credibilidade do clube para com o torcedor avaiano.

Na hipótese em que este manifesto seja ignorado pela diretoria do clube, como de fato já faz recorrentemente com a opinião do torcedor avaiano, os protestos e manifestos irão ter continuidade, aumentando gradativamente, até que o problema seja solucionado.



domingo, 9 de março de 2014

Nada muda no quadrangular. O "mata-mata" pode decidir muita coisa

Com dois empates nos dois jogos do quadrangular, não mudou o cenário da classificação. O Figueirense permanece líder, com Metropolitano e Joinville empatados, e o Criciúma na lanterna. Na quarta-feira começa o que o técnico do JEC, Hemerson Maria, chama de "mata-mata". Serão duas partidas com mandos de campo alternados, que devem eliminar um time da disputa e podem deixar um ou dois muito próximos da final. Sinal de muita emoção por aí.

Estive em Criciúma, onde vi um bom jogo entre Tigre e Joinville. Chances dos dois lados, muitos gols perdidos e jogadas fortes. O árbitro Célio Amorim, conhecido por sua dificuldade em marcar pênaltis, deixou o pau roncar dentro de campo, sem punir com rigor. Assinalou um penal (inexistente) sobre Ezequiel, mas foi salvo pelo árbitro adicional, que dedurou e salvou Celinho do erro.

Aliás, o juiz pode dizer que foi um cara de sorte, pois acertou errando no lance do gol anulado, que posso falar de camarote porque aconteceu na minha frente: o cruzamento parou na cabeça de Lucca que foi para Gustavo, impedido. Na hora, eu vi que o assistente não levantou a bandeira, e Celinho marcou falta, que não aconteceu. Mas como o lance estava irregular, o árbitro errou feio mas acabou se dando bem por outra irregularidade.

Nos quinze minutos finais, o jogo virou pelada. Posições foram abandonadas e tudo podia acontecer. No final, um empate justo pelo o que os times fizeram e desperdiçaram.

Em Blumenau, o Metropolitano saiu na frente e permitiu o empate do Figueirense, que não vence um jogo fora de casa já faz um bom tempo. O resultado obrigará o Metrô a buscar uma vitória fora para se classificar.

Quarta tem JEC x Figueira, na Arena. Se der Joinville, que tem a obrigação de vencer, pode assumir a liderança, e o Figueira tem a chance de disparar, se derrubar o tabu sem vitórias como visitante. Já Criciúma e Metropolitano vão para dois jogos onde fatalmente um cairá fora da briga lá pelo domingo. O primeiro round é quarta, no Heriberto Hulse.

E chama a atenção a flagrante desorganização do Tigre. Caio Junior vai ter muito trabalho, principalmente no ataque, onde Paulo Baier não joga o que se espera e Rodrigo Silva tropeça na bola. Tanto tropeçou que foi substituído no primeiro tempo.