sábado, 22 de março de 2014

Pro gasto: Figueira segue em frente para a última rodada e elimina o Metrô

Luiz Henrique / Figueirense FC
Sem fazer um grande jogo e aproveitando a pasmaceira do Metropolitano, o Figueirense venceu por 2 a 1 e vai vivo para a última rodada em Criciúma. Vai para o jogo decisivo com problemas, mas com chances. Vai ter que se superar.

Resultado que eliminou o Metropolitano, time que fica fora da briga pela inoperância do seu ataque, que marcou 17 gols em nove jogos na primeira fase, e apenas dois em cinco partidas no quadrangular. Mesmo tomando um gol de pênalti no começo do jogo, o time não fez nada para mudar o cenário, apenas uma pressãozinha no final da partida, quando conseguiu descontar. Para piorar, João Paulo falhou feio no lance do segundo gol, enterrando qualquer chance. Fim de campeonato.

Não dá pra projetar a última rodada sem o resultado de JEC x Criciúma, no domingo. Certo é que o Figueirense terá que fazer um resultado no Sul pra não depender de outros resultados. E sem Thiago Heleno e Leandro Silva suspensos, mais Assunção sentindo uma fisgada, Vinicius Eutrópio vai ter que se virar e dar qualidade pro time, que vem de dois jogos que não convenceram.

Contra o Joinville, sem vibração, o time perdeu. Contra o Metropolitano, o "jogando pro gasto" funcionou. No jogo decisivo, o time vai ter que mostrar muito mais futebol. Se não vai ficar pelo caminho.


sexta-feira, 21 de março de 2014

Tá ficando bonito

As obras de ampliação da Arena Condá caminham em ritmo acelerado. A meta é deixar tudo pronto para a estreia da Chapecoense na Série A, dia 19 de abril, contra o Coritiba. As fotos mostram como está ficando a nova ala leste, que vai ampliar a capacidade do estádio para 22.600 torcedores. Dá uma olhada:

Fotos: Mário Bertoncini




quinta-feira, 20 de março de 2014

Metade do hexagonal. Só um rebaixamento encaminhado

A Chapecoense resolveu jogar no segundo tempo, e conseguiu bater o Brusque dentro do Augusto Bauer, de virada. Deu a resposta que todos precisavam. O outro grande da turma, o Avaí, bateu o fraco Ibirama e também subiu na tabela. Mas o líder é o Marcílio Dias, que goleou o Juventus.

Nesse torneio que nem transmissão pela TV tem, Chape e Avaí tem a obrigação de mostrar serviço, depois da vexatória eliminação do quadrangular. Responsabilidade maior tem o time do Oeste, que jogará a Série A e não tem vaga garantida na Copa do Brasil, precisando do primeiro lugar para ter lugar no ano que vem. Gilmar Dal Pozzo, criticado que estava, deu uma resposta, vencendo dois jogos seguidos. Em Brusque, fez um péssimo primeiro tempo, tomou um gol e poderia ter tomado mais. Com um pouco de sorte, as mudanças fizeram efeito e o time virou, em uma bomba de Edinei e um gol de cabeça de Roni, jogador que não convenceu. Com a vitória, deu discurso no fim do jogo e agora terá calma para tentar arrumar o time para o Brasileiro. Apesar de que ele precisa fazer muuuuuita coisa para esse time ser competitivo.

O Avaí deu um mais um golpe no Atlético de Ibirama rumo a segundona. Tá pintando o primeiro rebaixado, montado com uma base de terceira divisão que dificilmente daria certo (lembram da manchete que deram para o Brasão na primeira rodada? Cadê ele?)

E começa a se definir o cenário do rebaixamento: com um time já a uma distância considerável, o Juventus, que tem sete pontos e problemas internos, é o candidato maior pra receber o segundo bilhete para a Série B. No final de semana, acontecem os mesmos jogos da quarta, com mandos invertidos. Em se repetindo os resultados, a situação da reta final vai se desenhando.

A briga pela vaga da Copa do Brasil está completamente aberta. Chapecoense, Avaí, Marcílio e Brusque tem, hoje, chances iguais de chegar lá.


terça-feira, 18 de março de 2014

Agora é dinheiro para o Motocross

A Fesporte vai abrir na tarde desta quarta-feira, dia 19, os envelopes da licitação para "contratação de empresa para organizar um evento de motocross, que será realizado no parque Beto Carrero em Penha/SC, nos dias 29 e 30 de março de 2014". Detalhes abaixo. Clique aqui para abrir o Edital na íntegra:



A íntegra do edital está no site da Fesporte. O objeto da licitação é contratar uma empresa (a Fundação é a promotora, segundo o documento) para organizar o evento. Mas essa empresa já existe, e inclusive já tem divulgação e venda de ingressos (o mais barato a R$ 60 a inteira). As peças publicitárias já tem o patrocínio do próprio órgão do governo do Estado e a assinatura da empresa Romagnolli, que assina como promotora do evento. É só ver o site oficial da corrida:



E no anexo do mesmo edital, estão as exigências para a licitação, que encaixam com o evento, que é a etapa brasileira do mundial de Motocross:



A empresa é a mesma que promoveu o Desafio das Estrelas de Kart no parque Beto Carrero, ao custo de R$ 1,6 milhão para os cofres públicos, mediante licitação similar. Vamos ver nesta quarta quem vai ganhar a licitação e quanto vai custar para o contribuinte a prova de motos.

Repito o que escrevi da outra vez: embora não seja ilegal, não acho certo gastar dinheiro público em um evento privado. Grana que poderia muito bem ser investida em algo útil no esporte catarinense.


 

segunda-feira, 17 de março de 2014

Joinville vira o jogo na tabela para ir à final, e Criciúma impõe respeito

O Campeonato Catarinense muito provavelmente terá seu primeiro finalista definido na penúltima rodada. Quem vencer do jogo Joinville x Criciúma lá estará antes do úlitmo jogo. Situação definida em um jogo polêmico no Scarpelli e um massacre em Blumenau. O Joinville virou o jogo. Tinha uma vida complicada antes da partida, onde poderia praticamente ser eliminado, e agora só depende se si para estar lá na decisão.

Flávio Tin / Notícias do Dia
Vamos ao jogo que eu acompanhei, onde o JEC venceu e o Figueira vai reclamar um bom tempo de Célio Amorim. Do árbitro eu falo mais tarde.

Com 4 minutos, já estava 1 a 0 pro tricolor, na manjada jogada de pivô de Jael para Edigar Júnio entrar sozinho na área. Isso já tirou todo o planejamento de Vinicius Eutrópio e de uma torcida que esperava uma vitória para que o time alvinegro disparasse. O tempo passou, o jogo do Figueira não entrou, o Joinville dominou, e o nervosismo chegou (o zagueiro Marquinhos, do Figueira, era uma prova). Celinho se atrapalhou, começou a distribuir cartões a esmo e o jogo descambou. Mas calma aí, que dele eu falo mais tarde.

Provocando um raciocínio: time atrás no placar, com um jogador a menos (depois com número igual, com a expulsão de Hygor), e um campo bem maior, o time tem que pressionar, certo? Errado. O segundo tempo foi de uma pasmaceira futebolística do Figueirense, que tocava a bola de lado sem nenhuma característica de quem queria ir para o abafa. Brilhou a estrela da zaga tricolor e de Hemerson Maria, que levou pro vestiário um time com ânimos a flor da pele e conseguiu tranquilizar. As chances de ataque eram neutralizadas. Só com o gol de Clayton, aos 42, que o Figueira ganhou um gás para tentar abafar. Mas com um time muito mais organizado, o JEC deu as cartas. Marcos Assunção desapareceu em campo, e o time da casa não engrenou. Simples assim. Eutrópio não deu a energia que Maria arrumou no time, que "comeu grama" contra um adversário que não tinha vontade de lutar. Não dá pra dizer que nenhum jogador do Joinville tenha decepcionado.

Agora, o árbitro. Célio Amorim era aspirante à Fifa e perdeu essa condição pelos erros seguidos. É um rapaz que vem numa descendente técnica, está presente nos jogos decisivos pelo nome, e está atrás de vários que pedem espaço, como Rodrigo Dalonso e Bráulio Machado. Hoje, ele deu uma prova de que não consegue controlar os ânimos de uma partida. Deixou o jogo descambar pra confusão e poderia ter agido mais. Em uma temporada em que a arbitragem catarinense vem sendo colocada em xeque a cada rodada, não sei o que poderia acontecer em uma decisão. Que na briga pelo título não aconteçam bizarrices. Se começar o movimento para trazer gente de fora pras finais (o que já aconteceu em outros anos), vai ter gente reclamando. Então melhor esperar que a turma da casa resolva.

No outro jogo, nem tem muito o que comentar. O Metropolitano é um time incrível. Quando vem numa boa fase, faz um trabalho gigante de mobilização e leva o torcedor pro estádio. Com casa cheia, o time decepciona. Já aconteceu isso várias vezes. Melhor pro Tigre, que não quis saber e goleou. Assume a liderança, e mesmo se perder em Joinville, se classifica se vencer o Figueirense, esse sim o maior pressionado, dentro do Heriberto Hulse.

Agora, são três candidatos para as duas vagas. Tá afunilando.