sábado, 5 de abril de 2014

Olha o MP aí outra vez

Depois de todo o rolo que aconteceu depois daquele fatídico Atlético-PR e Vasco, o Ministério Público joinvilense resolveu aparecer de novo.

Os promotores entraram, na noite de sexta, com uma ação pedindo a interdição da Arena Joinville, por causa de um problema antigo. Mas é bom ressaltar que a Arena tem os documentos e recebeu a famosa liberação para o Campeonato Catarinense, através de um TAC assinado com a supervisão do próprio Ministério Público.

O presidente Nereu Martinelli, em entrevista ao Clube da Bola hoje, se mostrou surpreso. Ele afirmou que aconteceu uma reunião na quinta-feira com o MP e que foi surpreendido na noite de sexta com o pedido de interdição.

O mandachuva tricolor garante que o jogo de domingo não está ameaçado por falta de tempo hábil para notificar a Felej, que é a autarquia municipal responsável pelo estádio

Há duas semanas, a Arena recebeu mais de 14 mil pessoas contra o Criciúma e ninguém tentou interditar o estádio. Pergunto: por que apareceu esse pedido de interdição a dois dias da decisão, e não antes de qualquer outro jogo do Estadual?

Melar uma festa bonita não, né!


quinta-feira, 3 de abril de 2014

Figueirense x Joinville, as decisões: parte 2, 1984 e 2006, a única final

JEC x BEC / Foto: site Nasceu Campeão
Continuando a contar um pouco da história dos encontros decisivos entre Joinville e Figueirense, hoje é vez de 84 e 2006. Uso o termo "encontros decisivos" por que decisão mesmo só aconteceu uma, em 2006. Não dá pra considerar uma última rodada em pontos corridos como uma final, até por que existiram outros times envolvidos e não tinha um "jogo de ida" imediatamente antes da decisão propriamente dita.

A máquina tricolor que dominou o futebol em Santa Catarina nos anos 80 continuou seu reinado que vinha desde 1978 e que só acabaria dois anos depois. Novamente um quadrangular que decidiu o caneco, sem decisão.

Regulamento longo, cansativo. O Joinville venceu dois dos três turnos (Taça Governador, contra o Figueira, e J. A. Rebelo, contra o BEC) e teve que jogar o quadrangular final, contra a dupla da Capital e o Blumenau. Classificado com um ponto extra, o JEC chegou à última rodada na mesma situação do ano anterior: precisava de um empate no Scarpelli para levar o caneco. Assim aconteceu. Os momentos finais do jogo, abaixo, onde foi executado pela TV o hino da cidade de Joinville:



Os times só voltariam a se enfrentar em 2006, aí sim, em uma decisão em duas partidas. O Joinville não começou bem o campeonato, classificando-se em quarto lugar na primeira fase, mas encontrando seu rumo entre os oito melhores. Do outro lado, o Figueirense (que mandou algumas partidas da primeira fase em Lages) classificou em primeiro no seu grupo, caindo na mesma chave do JEC na segunda fase. Na outra chave, classificaram-se Atlético de Ibirama e Juventus, duas surpresas.

Nas semifinais, o Joinville bateu o Juventus, e o Figueirense derrotou o Ibirama com duas vitórias cada.

Na primeira final, em 2/4/2006, a primeira acontecida na Arena Joinville, que completa 10 anos em 2014, o Joinville reverteu a vantagem alvinegra, vencendo pelo placar de 2 a 1. Uma semana depois, em um Scarpelli lotado, o Figueirense não só foi atrás no placar como aplicou 3 a 0 no adversário, gols de Cícero, Soares e Fernandes. O terceiro gol, marcado pelo maior artilheiro da história do alvinegro, abaixo:


Então é isso. Considerando apenas as finais em ida e volta, Joinville e Figueirense vão se encontrar pela segunda vez em busca do título estadual.


segunda-feira, 31 de março de 2014

Figueirense x Joinville, as decisões: parte 1, 1979 e 1983

Como todos os anos, o Blog inicia hoje uma série contando a história das decisões de Estadual envolvendo Figueirense e Joinville. Foram três decisões entre os times até hoje, e uma temporada em que o JEC levou o título e o Figueira ficou em segundo.

Por isso, o post de hoje tem duas temporadas. Cabe explicar que em 1979 não houve final. O campeonato daquele ano teve um hexagonal final, em pontos corridos, onde além do JEC (entrou com um ponto extra) e Figueira, também participaram Caçadorense, Chapecoense, Joaçaba e Criciúma.

Na última rodada, o Joinville empatou com a Chapecoense em 1 a 1 e o Figueirense bateu o Joaçaba, 2 a 0. Foi o segundo título seguido de uma série de oito de um time que dominou quase uma década inteira. Mas dessa vez, não teve uma final com confronto direto entre campeão e vice.

Em 1983 também não houve final. Um quadrangular decisivo em pontos corridos definiu o campeão daquela temporada, mas quis a tabela que Figueirense e Joinville se enfrentassem na última rodada, com o tricolor jogando pelo empate para assegurar o caneco.

Durante a fase final, que também teve Criciúma e Avaí, o Joinville venceu quatro jogos e perdeu apenas um, para o Tigre, na segunda rodada. No confronto do primeiro turno, no Ernestão, o JEC venceu por 1 a 0, gol de Zé Augusto. Com campanhas idênticas, o tricolor do norte foi para o jogo decisivo com dois gols a mais no saldo, o que lhe dava a vantagem do empate no Scarpelli.

Assim aconteceu, o Joinville segurou o ataque alvinegro, que tinha o artilheiro Albeneir (24 gols, 13 a mais que Nardela, maior goleador tricolor), manteve o zero a zero e levou o hexacampeonato seguido. Os dois times seguiram dominando o futebol no Estado até o ano seguinte quando, de novo, se encontraram na última rodada. Mas isso é papo para outro post.

A ficha do jogo decisivo, que aconteceu em 18/12/1983:

Joinville: Naresi; Sidnei, Adilson, Léo e Jorge Silva; Palmito e Zé Augusto (João Paulo); Nardela, João Carlos, Vagner e Ademir.

Figueirense: Luiz Carlos; Almir, Levir, Carlos Roberto e Hamilton; Mundinho, Balduíno e Oliveira; Tadeu, Albeneir e William.

Árbitro: Antônio Rogério Osório, auxiliado por Dalmo Bozzano (Mozart Badia) e Alan Giovane Abreu.

Renda: Cr$ 17.358.000,00

Em vídeo: a festa do título tricolor, onde Adilson levanta a taça do hexacampeonato, gravado pelo Marcos Messias, do site Nasceu Campeão:

domingo, 30 de março de 2014

Os melhores e mais competentes na final

O Metropolitano foi o melhor da primeira fase, mas falhou na segunda. O Criciúma se classificou daquele jeito, não teve competência no quadrangular, e também caiu fora. Se é que se pode usar o termo "justiça" no futebol, deu a lógica e o indício de uma decisão quente e equilibrada por aí.

Joinville e Figueirense. Três confrontos no ano, uma vitória para cada lado e um empate.

Decisão definida em uma pelada e um jogão.

Carlos Junior / Notícias do Dia
O Joinville perdeu a chance de decidir em casa, que só cabia a ele. Um jogo contra o eliminado Metrô para seiscentas e poucas testemunhas que parecia pelada de solteiros contra casados. Poucas emoções, ataques que pouco queriam com a bola, e bote aí o desespero do JEC no final do jogo quando soube que precisaria vencer o jogo. Um zero a zero daqueles mais que merecidos pela falta de futebol. Hemerson Maria arrumou mal o time, que abandonou a organização para se transformar num amontoado que ia ao ataque de qualquer forma. Facilitou para o Metrô, que via espaços para contra-atacar. Jogo chato, resultado que deu a deixa para o Figueira carimbar a decisão no Scarpelli e a vantagem dos resultados iguais. Desfalcado de Bruno Aguiar e principalmente de Edigar Júnio, o time terá que provar que foi só uma má tarde.

Eduardo Valente / Notícias do Dia
Pouco vi de Criciúma x Figueirense, mas ir desfalcado para o Heriberto Hulse lotado, suportar a pressão, e fazer três gols, é algo sensacional e que dá moral para a final. A torcida está insandecida para os jogos finais onde os dois times, completos, vão fazer o tira-teima.

Não é questão de ficar em cima do muro. O campeonato está tão nivelado (por baixo), que ninguém se candidatou, em campo, a ser favorito. Pesa a favor do Joinville uma melhor organização (tirando fora o último jogo), enquanto o Figueira tem a vantagem da final em casa, o que não quer dizer muito: os últimos dois campeões estaduais fizeram o segundo jogo fora.

A última partida, que o JEC venceu no Scarpelli, foi quente, com muita briga, expulsos dos dois lados e muita dificuldade para a arbitragem. Dois times que já se enfrentaram três vezes e que não se entendem em campo. A Federação terá que tomar cuidado com as equipes de arbitragem que serão escaladas, se não vai virar confusão, já que nenhum deles passou limpo pelas polêmicas na temporada.

Que venham as finais.