sábado, 26 de abril de 2014

Suada vitória tricolor em Curitiba

Fabrício Porto / Notícias do Dia
Na fria noite de Curitiba, o Joinville, enfim, estreou na Série B. Fez o possível pra deixar pra trás o problema da Portuguesa e a dura eliminação na Copa do Brasil. Teve roupa suja lavada, muita conversa, e um adversário cascudo pela frente.

No fim, deu tudo certo, mas teve drama: o JEC mandava completamente no jogo, abriu 2 a 0, entrou em 10 minutos de sonolência, deixou o Paraná empatar, mas a cabeça de Jael no segundo tempo e os nervos no lugar do time garantiram a vitória importante.

Dois pontos a ressaltar: primeiro, a postura do Joinville em campo. Marcando sob pressão (mais um partidaço de Naldo), assustou o Paraná e conseguiu tomar conta do jogo. E segundo, a forma como os gols saíram, com direito a ligação direta e bola parada, logo o grande defeito da defesa tricolor, que desta vez deu certo no ataque.

O jogo também teve Wellington Saci deixando o campo sentindo muito o joelho direito e Tartá expulso, o que aumentou um pouco o drama. Desorganizado, o Paraná tentava chegar na base do abafa, sem sucesso.

Hémerson Maria foi muito consciente na entrevista e isso precisa ser destacado: apesar da vitória, ele manteve a consciência de que muito deve ser melhorado. Claro que a vitória dá outro clima para os dois jogos em casa que vem pela frente. Não perder distância para a turma de cima é a meta.

Moral da noite: a lavação de roupa suja funcionou.


quarta-feira, 23 de abril de 2014

Eliminação indigesta do JEC. E que traz preocupação

Carlos Junior / Notícias do Dia
O Joinville teve que atrasar as suas férias no final do ano passado para conquistar uma vaga na Copa do Brasil. Conseguiu e acabou eliminado na primeira fase. Com o time titular, não conseguiu vencer o Novo Hamburgo de Itamar Schulle em casa. Perdia até os acréscimos.

Vou ser justo aqui: o Joinville não agiu errado em ter escalado time misto no jogo de ida. Era uma semana entre as duas finais e o foco tinha que ser voltado à decisão do catarinense. E olha que o mistão lá no RS jogou bem melhor que os titulares na Arena.

Mais uma vez, o time tomou um gol no primeiro minuto. Outro de bola parada, essa praga que persegue o time. Não conseguiu passar pela boa marcação do Noia e, quando apareciam as chances, ninguém colocava pro gol. O time conseguiu o empate bem tarde, mas acabou tomando mais um, decretando a eliminação. Com a situação já feia, Jael inventou de arrumar confusão com Marcelo Costa e Hemerson Maria. Todos contemporizaram, mas o que aconteceu deixou uma ferida aberta.

O futebol e suas particularidades: há dez dias, antes da final do catarinense, o conceito sobre o time do Joinville era outro. Foi perder o título e a vaga na segunda fase da Copa do Brasil que muita coisa mudou. O time se desmontou psicologicamente e não funciona mais como antes.

A diretoria tricolor disse que não vai mais contratar, que tá tudo bem, em acordo com a comissão técnica. Vai insistir em colocar um zagueiro improvisado na lateral esquerda no lugar de Wellington Saci, o melhor do Estadual, que tinha resolvido o problema histórico da posição. Saci virou oficialmente um meia que joga com a camisa 6, enquanto que um jogador pode ser trazido para arrumar esse absurdo.

No fim essa eliminação vai bem, para que caia a ficha que a Série B começa sexta para o Joinville, em Curitiba. E não é trazendo jogadores pra fazer volume (Guti, Daniel Pereira e Hugo, este de fraca passagem pelo Bahia) que o acesso virá. Se Hemerson Maria concordou, como a diretoria disse, é bom ele rever esses conceitos antes que a bomba estoure na sua mão.

domingo, 20 de abril de 2014

A bola puniu duramente o Criciúma

Fernando Ribeiro / Criciúma EC
Estava fácil demais. Estava.

O Criciúma fazia uma bela estreia. Controlava o Palmeiras, principalmente no segundo tempo, e dependia de um pouco mais de paciência, no passe e no chute a gol, para matar a partida contra um time entregue.

Foi quando tudo deu errado. O gol de empate em um desvio de Escudero desmontou o Tigre de uma forma que o time de caçador passou a virar presa. Uma virada de partida e de atitude incrível. Paulo Baier, com boa atuação, poderia ajudar. Mas ele já não estava mais em campo, substituído por Wellington Bruno.

Houve um pênalti claríssimo não marcado pela arbitragem para o Criciúma. No Brasileirão, os catarinenses são os times pequenos, e vão ser vítimas das "dúvidas" da turma do apito. Mas vamos ser sinceros: o predomínio do time no jogo foi tão grande, tão evidente, que o Palmeiras estava apenas se segurando no desespero para não tomar o segundo. Um pouco mais de tranquilidade, e a vitória estava garantida. Tudo mudou em poucos minutos.

Cochilos que não são perdoados na Série A. O mais incrível é que o Tigre jogava bem, com calma, marcando forte, aparentemente sem sentir a pressão. E se é que existe justiça no futebol, o Criciúma foi injustiçado, mas perdeu muitas oportunidades.

A bola puniu da pior forma, estragando o que seria uma bela vitória de estreia.


STJ cassa liminar pró-Portuguesa e ainda dá bronca

Notícia do site do Superior Tribunal de Justiça informa que a liminar que causou toda a confusão no jogo Joinville x Portuguesa foi cassada. Na matéria abaixo, o ministro Sidnei Beneti ainda aproveita para dizer que a liminar concedida em São Paulo sequer poderia prosperar, pois já havia uma decisão superior, confirmando o que a CBF declarou em nota oficial. Ainda mais, a decisão torna sem efeito qualquer liminar similar que venha a aparecer. A notícia abaixo. Fiz alguns destaques em negrito:

O ministro Sidnei Beneti, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), cancelou a decisão da 3ª Vara Cível do Foro Regional da Penha, em São Paulo, que havia beneficiado a Portuguesa de Desportos em sua tentativa de disputar a série A do Campeonato Brasileiro. Foi com base nessa decisão provisória da 3ª Vara Cível da Penha que a direção da Portuguesa retirou o time de campo na partida contra o Joinville na última sexta-feira (18).

Ao analisar reclamação apresentada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o ministro Beneti constatou que a liminar concedida pelo juízo da Penha contrariou decisão dele próprio em dois conflitos de competência (CC 132.438 e CC 133.244), nos quais ficou estabelecido que caberia à 2ª Vara Cível da Barra da Tijuca, no Rio, julgar todas as ações envolvendo o caso da Portuguesa.

Nos conflitos analisados anteriormente, o ministro havia decidido que caberia ao juízo da Barra da Tijuca o processamento de todas as ações movidas por torcedores, clubes ou entidades em relação à decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) que determinou a perda de pontos da Portuguesa no Brasileirão de 2013.

Apesar da determinação do ministro, o juízo da 3ª Vara Cível da Penha, em ação movida por um torcedor, concedeu liminar para suspender os efeitos da decisão do STJD e restabelecer os quatro pontos que foram tirados da Portuguesa. A liminar ainda mandava a CBF incluir a Lusa na série A do campeonato deste ano.

"Verifica-se a ocorrência de decisão contrária ao julgamento dos conflitos de competência, nos quais ficou estabelecido, inclusive, por aplicação analógica do artigo 543-C do Código de Processo Civil, que todos os processos existentes ou porventura ulteriormente ajuizados fossem também submetidos ao julgamento do juízo competente designado, qual seja, da 2ª Vara Cível da Barra da Tijuca", afirmou o ministro Beneti.

Na liminar concedida à CBF, além de cancelar a decisão do juízo da Penha, o ministro determina ainda, em caráter cautelar, que seja tornada sem efeito "toda e qualquer liminar porventura já concedida ou que venha a ser, por quaisquer juízos, referentemente à matéria, suspendendo-se, em consequência, os processos em andamento ou que venham a ser ajuizados perante qualquer juízo diverso daquele declarado competente"