sexta-feira, 23 de maio de 2014

O tempo passa, o Avaí não se acerta, e mais uma derrota

Mesmo fora de casa, vencer o Boa Esporte não seria nada impossível. Um time que estava na zona de rebaixamento e jogando um futebol muito ruim. Era pra vencer e ganhar fôlego.

Foi o contrário. A defesa falhou de forma bisonha, o time perdeu e pode sobrar para Pingo. A verdade é que o time avaiano não consegue engatar uma boa série ou dar claros sinais que está evoluindo. O clube pode acabar seguindo o mesmo roteiro da Chapecoense, que precisa de um fato novo para tentar fazer um elenco que não é perfeito render. Nem Cléber Santana anda convencendo. Junte aí a falta de preparo físico no fim do jogo, e o Avaí conhece mais uma derrota, ficando a cinco pontos do G4.

Para o Leão, a parada da Copa vai fazer muito bem. Para tentar arrumar uma situação que caminha para o fracasso. Pingo, que deu uma boa esperança no hexagonal, vê que na Série B o buraco é mais embaixo. E ele pode ser vítima da velha máxima do futebol que é mais fácil trocar o técnico do que o time todo.


O fim do ciclo de Dal Pozzo na Chapecoense

ND Oeste
Gilmar Dal Pozzo comandou a Chapecoense por 18 meses. Foi responsável pela arrancada do time rumo a Série A do Campeonato Brasileiro, com um time que encheu os olhos do Brasil ano passado, na Série B. Acabou demitido nesta sexta.

Renovou o contrato para a Série A com aquela expectativa de saber se ele conseguiria tirar leite de pedra entre os melhores do país. Ele errou em alguns pontos, mas a diretoria precisa assumir seus erros.

O Conselho que dá guarda ao presidente Sandro Pallaoro entendeu que era momento de criar um fato novo. O time de Gilmar não estava funcionando. Chegou ao cúmulo de perder para o Criciúma sem dar sequer um chute certo ao gol. Seu time marcava demais e pouco criava no ataque. E como sem gols não ha vitórias, a lanterna acabou custando o seu cargo.

Aí vem os erros da diretoria, que apostou em nomes como Régis, Leandro Banana e Bergson para ser a solução no ataque. Talvez o clube vá trazer um nome que consiga motivar o time e espremer o máximo que der de um elenco que não está no patamar da Série A. A saída de Gilmar é para dar uma chacoalhada.

Dal Pozzo sai por cima. Construiu o seu nome, entrou para a história da Chapecoense e é um bom nome no mercado. Mas o clube precisava fazer alguma coisa. E ainda precisa trazer reforços de qualidade em um mercado bastante complicado.

(Atualização das 11:30: A Chapecoense já entrou em contato com Argel, o primeiro da lista da diretoria. Encaixa bem no perfil "chacoalhada" da diretoria).


Sinais de melhora

Lancenet / ND
O Figueirense perdeu para o Palmeiras, time que está numa arrancada daquelas no Brasileirão num jogo bem chatinho, decidido na bola aérea para Henrique, o substituto de Alan Kardec que vive uma fase iluminada.

Poderia haver uma melhor sorte na chance que Everaldo perdeu na frente do goleiro.

Ainda que o time alvinegro continue na zona de rebaixamento, há um sinal de melhora. Os erros crassos de defesa começam a desaparecer com um time que já mostra certa organização, o que não quer dizer que o time esteja arrumado de vez. É um início.

São três pontos levados pra casa em duas partidas. Fosse uma campanha com alguns pontos conquistados, seria uma boa notícia. E vem aí a estreia em casa contra o Goiás.

Ainda falta um longo caminho pela frente, mas Guto Ferreira parece ter encontrado uma receita para arrumar a bagunça do time em campo. Tarefa 1, OK. Agora vem a parte 2, que é fazer o time se impor sobre o adversário e vencer partidas. Aí é outro trabalho a ser feito, igual ou mais complicado que o primeiro, em um ataque que sofre de crise de inspiração.


quinta-feira, 22 de maio de 2014

O novo uniforme do JEC

Vazou. Tá aí o novo uniforme do Joinville, feito pela Umbro, que será lançado hoje a noite em um evento na V12:



quarta-feira, 21 de maio de 2014

De bicicleta, Tigre sai da Zona de Rebaixamento

Um belo gol de bicicleta de Silvinho no começo do jogo bastou para que o Criciúma vencesse a Chapecoense e saísse da zona de rebaixamento. Contra um campo encharcado e um adversário que se preocupava mais em marcar do que chutar, o time de Wagner Lopes ganha fôlego.

Não foi uma atuação daquelas de gala. O time da casa buscou o gol e criou alternativas no primeiro tempo. Como a partida estava sob controle, veio o relaxamento tradicional e o desgaste.  A Chapecoense ganhou espaço, com preparo físico melhor.

O problema é que o ataque do time de Chapecó é terrível. Os números falam por si. Foram 8 chutes certos a gol do Tigre, contra nenhum da Chape. E sem chute certo, não tem jeito. Dal Pozzo não consegue soltar seu time ou encontrar um sistema de ataque que funcione. Chegou ao cúmulo de colocar o fraquíssimo Bergson (no lugar de Régis, que tem interesse do Sport. Não fará falta) pra ver se ajudava. Sem jeito.

Enquanto o Criciúma ganha dias de céu azul lá no sul, o tempo no Oeste é sujeito a fortes trovoadas. A torcida está revoltada com a falta de poder ofensivo da Chapecoense, que não acertou um chute a gol sequer no Majestoso.


terça-feira, 20 de maio de 2014

Bola aérea derrota o Joinville em BH

Assessoria JEC
No jogo que tinha os dois melhores times da Série B, o Joinville viveu um flashback. As bolas aéreas que aterrorizaram o torcedor no Campeonato Catarinense apareceram de novo. O tricolor perdeu para um bom time, é verdade. Mas precisa ficar ligado, treinar exaustivamente e arrumar de novo a casa para os dois jogos em casa contra Vasco e América de Natal.

E num confronto contra um time que pinta como adversário direto pelo acesso, aparecem os problemas. O time tem problemas na meia-cancha quando Marcelo Costa resolve desaparecer. Tartá corre muito, ajuda na marcação, mas na sua função principal que é a armação, falha. Jael não conseguiu receber bolas de qualidade e o time travou. Deu a posse para o adversário, comandado por Mancini, que comandou a vitória atleticana.

Nada está perdido e Hemerson pode consertar. O que chama a atenção é que o treinador diz que treina os cruzamentos por inúmeras vezes e o time as vezes entra nesse branco.

Vem aí o Vasco, que estará desfalcado. O JEC terá Naldo de volta e poderá perder Bruno Costa, mais um lateral esquerdo lesionado. Problemas para o treinador pensar como resolver na viagem de volta.


domingo, 18 de maio de 2014

O Jogo especial que pode mudar a história do Figueirense no Brasileiro

Lancenet / ND
Não foi um banho de bola tampouco um nó tático. Mas foi uma vitória especial, em um jogo especial. Era a inauguração daquele que talvez seja o mais polêmico estádio da Copa do Mundo. Uma festa aguardada, que teve um convidado indigesto. O Figueira venceu e pôs seu lugar nos livros de história como o time da primeira vitória de Itaquerão. E Giovanni Augusto vai ser lembrado daqui a décadas como o autor do primeiro gol do local. Não é pouca coisa.

O Figueirense não fez nada de sobrenatural para vencer o jogo, a não ser se organizar. O time entrou arrumadinho em campo, segurou aquele furor dos quinze minutos iniciais. Fechou os espaços, segurou o Corinthians e aproveitou os erros do adversário para atacar. O primeiro mandamento de um time que quer se recuperar é enxergar seus erros e buscar um mínimo de organização, para depois tomar voos mais ousados.

E foi assim que apareceu a chance para Giovanni Augusto colocar seu nome na história.

Uma vitória que não apaga ainda a má fase do time, mas dá esperança. Saiu o primeiro gol, e três pontos garantidos fora de casa. Fosse contra qualquer outro adversário, seria igualmente importante, mas com menos repecussão, talvez seja palavra que melhor achei pra expressar.

Mas vencer o Corinthians na inauguração do seu estádio dá outro patamar para a coisa. A torcida pode voltar a acreditar. Agora, com esses 3 pontos voltando no bagageiro do avião, jogadores e o técnico Guto Ferreira terão mais tranquilidade pra trabalhar. A reviravolta só será provada em uma sequência.

Em uma rodada que Chapecoense e Criciúma não venceram. Os três catarinenses continuam na zona de rebaixamento, e o Tigre recebe o time de Chapecó na quarta-feira, em um jogo onde um vai afundar mais o outro. Que semana que vem boas notícias possam vir na esteira dessa grande vitória do Figueirense no Itaquerão.


Faltou inspiração para o JEC, mas um pontinho está ótimo

Diz a cartilha da Série B: vença em casa e marque pontos fora. Seguindo essa regra, o Joinville fez o dever contra um fraco Atlético-GO. Tá certo que o time de Hemerson Maria tem qualidade bem maior. Mas em um campeonato de 38 rodadas, tem dia que a coisa não vai andar como o esperado.

Foi um jogo sem inspiração. O time marcou muito, mas criou poucas chances de gol. Quando perdeu Naldo expulso, o time se tratou de garantir o pontinho. Fez o certo.

A próxima semana do JEC é importantíssima. Terça, tem o bom time do América-MG no Mineirão. E pra piorar, Naldo, um dos melhores jogadores do time, está suspenso. E tem ainda o Vasco sábado na Arena lotada, jogo que o time não pode perder o ritmo de jeito nenhum.

Dois jogos fora de casa, quatro pontos. Tá ótimo.