sábado, 31 de maio de 2014

Jornalismo esportivo tem mais uma perda importante: Maurício Torres

Em um ano em que o jornalismo esportivo já perdeu a voz de Luciano do Valle, mais um importante nome se vai de forma prematura: Maurício Torres, aos 43 anos. Narrador e apresentador da Rede Record, tem Copas e Olimpíadas de experiência.

Quando comecei a ouvir o rádio esportivo, e isso vai um tempinho, acompanhava ele como plantão do "Centro Eletrônico de Informações" da Rádio Globo do Rio. Em 2011, o conheci pessoalmente quando veio a Joinville transmitir a decisão da Série C entre JEC e CRB. Um cara gente boa.

Abaixo, um vídeo do seu trabalho em Santa Catarina. Foi ele que transmitiu o jogo que deu o título estadual à Chapecoense em 2007, dentro do Heriberto Hulse em Criciúma, partida transmitida pela Rede Record:

A autoanálise do JEC depois da derrota em Recife

O Joinville perdeu para o Santa Cruz em Recife de forma absolutamente justa. O jogo até estava equilibrado, mas Tartá resolveu fazer duas lambanças em dois minutos para acabar expulso. Aí o time acabou em campo e foi presa fácil para o adversário.

Sem a dupla de zaga e Jael na frente, algumas constatações precisam ser feitas, principalmente internamente, como uma grande autoanálise. Falta um jogo para a parada da Copa (e só uma hecatombe para o time perder para o péssimo Vila Nova sexta que vem), o time deve ir para a pausa com 20 pontos, o que não é ruim. Mas poderia ser uma campanha melhor, principalmente nos jogos fora de casa.

Há um problema para Hemerson Maria resolver no meio-campo, com Marcelo Costa jogando uma partida boa e quatro ou cinco ruins, um Tartá que corre, corre e não cria absolutamente nada. Sem Wellington Saci, a diretoria foi atrás de Eduardo Ramos e Everton, volante que pode atuar de lateral-esquerdo. O time precisa achar algo novo para evitar essa irregularidade. Há, também, uma dependência do bom volante Naldo, que carrega um peso enorme sob suas costas com a bola rolando. O time não consegue controlar a posse de bola.

Na zaga, Hemerson deve perder Rafael, que vai para o Oriente Médio. No ataque, Schwenck não mostrou muita coisa no lugar de Jael, que vai sofrer forte assédio de clubes da Série A que não tem atacantes de qualidade e precisam de alguém na B que possam ajudar.

O treinador também precisa explicar algumas coisas. Notoriamente ele tem algo contra a turma da base do JEC. Fernando Viana salvou a sua pele contra o América-RN em um jogo que o time não rendeu. Poderia ser titular. Entrou Schwenck, que não joga desde os tempos de Marcílio Dias, e que ainda ganhou a faixa de capitão. Gustavo Sauer é outro que só entrou em campo na última partida em casa, e que tem mais qualidade que Tartá, que todo mundo vê o que anda fazendo.

A campanha não é ruim. Mas tem coisa pra arrumar, ainda mais quando todos os times terão mais de um mês para arrumar a casa até a retomada do campeonato. O JEC não pode perder esse trem.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Tigre se consolida no "patamar Série A". Chapecoense não mostra força no ataque contra o Inter

Aquela goleada sofrida para o Botafogo realmente mudou muita coisa em Criciúma.

Números interessantes. Quatro jogos sem perder e sem tomar gols. Luiz, o novo goleiro vindo de São Caetano, até agora não foi vazado. Agora dá pra dizer: o Criciúma entrou no patamar da Série A, na média dos times que disputam o campeonato. A atitude é outra e a disputa começou.

Enfrentou um Coritiba bem ao estilo Celso Roth, com a missão de fazer o outro time não jogar. Bola aérea como solução, Fábio Ferreira foi pra rede após um senhor cruzamento de Paulo Baier. Antes, o zagueirão salvou uma bola que já tinha passado pelo goleiro.

O time vai para uma cômoda décima colocação e terá um trabalho mais tranquilo no intervalo da Copa. A autoestima voltou, o time começa a render e aquele abismo técnico pós-catarinense parece que terminou. Foi necessário tomar uma barulhenta goleada no Rio para que tudo mudasse.

No outro jogo, o Inter não sofreu tanta pressão assim para vencer a Chapecoense. Venceu por ter lá na frente um camisa 9 que resolve, coisa que o Verdão não tem no seu elenco. Em duas bolas, Wellington Paulista resolveu a parada. Por mais que a Chape tenha aumentado a pressão no segundo tempo, principalmente com Tiago Luiz, não foi o suficiente.

O problema continua o mesmo no ataque e o clube precisa achar urgentemente no mercado alguém que resolva. Ainda que o time venha mostrando uma sensível melhora, a falta de um ataque mais forte vai minando as chances da Chapecoense permanecer na Série A.


segunda-feira, 26 de maio de 2014

Chapecoense evolui e vence a primeira, e entrega a lanterna para o Figueirense

Rodrigo Goulart / Diário do Iguaçu
Assisti Chapecoense x Palmeiras com a esperança de ver algo novo no time do Oeste, depois da saída de Gilmar Dal Pozzo, que foi embora mesmo com o pedido do elenco. Poderia dar tudo errado como o contrário.

Houve avanço, e isso precisa ser considerado. Não sei se isso é efeito da saída de Dal Pozzo e a visão do interino Celso Rodrigues, mas o Verdão começa a achar um caminho. Fechou bem os espaços para o Palmeiras e conseguiu, enfim, se soltar mais para o ataque. Com boas atuações dos laterais o time, finalmente, apresentou alternativas. Uma constatação: mesmo com tantos reforços contratados, os que melhor vem rendendo na Chapecoense são aqueles da turma da Série B do ano passado.

Ainda faltam reforços, como um camisa 9 confiável e um 10 que seja mais agudo nas chances de ataque. Mas dá pra dizer que, finalmente, a Série A começou pra Chapecoense. Agora é esperar uma evolução.

O Criciúma arrancou um empate contra o Galo que tem que ser valorizado. Noite inspirada do goleiro Luiz e um pênalti não marcado em Silvinho. Fora de casa, contra o campeão da América, não tem como não valorizar.

Eduardo Valente / ND
Evolução que o Figueirense não mostrou em casa contra o Goiás. Tomou o gol no começo do jogo e não teve forças para se organizar e chegar ao empate. A entrada de Dudu até deu uma melhorada no segundo tempo, mas muito pouco para mudar o panorama.

Dá a impressão que aquela vitória na inauguração do Itaquerão foi um ato isolado em um evento de repercussão nacional e, logo, que poderia fazer o time render algo a mais. Já contra o Palmeiras, o time se mostrou um pouco mais organizado na sua parte defensiva. Agora, o problema é que o time não faz gol.  Ricardo Bueno não está inspirado, Everton Santos machucado, e o meio-campo não cria como deve. Um problemão que tem que ser resolvido com o bonde andando.


domingo, 25 de maio de 2014

O caminhão de gols perdidos que custou a vitória do JEC

Carlos Junior / Notícias do Dia
O Vasco volta para o Rio de Janeiro muito feliz com o empate conseguido em Joinville. O time da casa perdeu um caminhão de gols, principalmente no primeiro tempo, e patinou perante os mais de 11 mil torcedores presentes.

O JEC continua no G4, mas perdeu a chance de ficar mais perto do líder América-MG. Um zero a zero animado, com bom volume de jogo. Faltou o gol.

Ainda que a situação da classificação não esteja ruim, Hemerson Maria precisa arrumar alguns pontos. O ataque falhou demais na finalização, e Marcelo Costa dá a impressão que as vezes se esconde do jogo. Mesmo assim, o time criou bastante. Naldo e Washington fizeram uma boa partida, fazendo o time controlar o meio-campo. Mas como posse de bola não resulta em gol, o time falhou no tiro final. O Vasco chegou com perigo nos erros de defesa, mas quando não tinha Ivan, contou com um pouco da sorte.

O Joinville tem pela frente três partidas antes da parada para a Copa com chances totais de vencer. O América de Natal, adversário de terça em casa, é o mais difícil deles. Se o time tricolor acertar a pontaria, o time volta a vencer. Afinal, são apenas dois pontos conquistados em três jogos, em dois empates sem gols. Alô Jael e Edigar Júnio, vamos acordar pra vida!