sexta-feira, 6 de junho de 2014

Um jogo terrível, mas o JEC garantiu a vice-liderança

Carlos Junior / Notícias do Dia

Mesmo com a forte chuva em Joinville, não se esperava outra coisa se não uma vitória tranquila do JEC contra o lanterna do campeonato.

E tudo conspirava a favor. O Vila Nova teve o zagueiro Vitor expulso no primeiro tempo quando o JEC vencia por 1 a 0. Era para passar por cima.

Não aconteceu nada disso. Mesmo com um a menos, o Vila criou jogadas de risco, enquanto o time de Hemerson Maria errava tudo o que podia lá na frente.

Menos mal que o time ganhou. Um a zero, três pontos na conta e a vice-liderança na parada da Copa. Pela frente, logo na primeira terça após a final do Mundial, tem o Ceará em Fortaleza, e na sequência o ABC, em Natal. O time vai ter novidades, como o novo zagueiro (pode ser Anderson Conceição, ex-Figueirense e Criciúma), Everton e Eduardo Ramos. É um novo campeonato para todo mundo, já que o intervalo é grande.

O desafio de Hemerson Maria é fazer o time crescer de rendimento e acompanhar a turma que vai buscar o acesso. Mesmo com a má atuação contra o lanterna, o saldo da campanha é bom. Bola pra frente que tem muito o que arrumar neste mês.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Para um primeiro teste, tá ótimo

Vander Roberto / Vipcomm
Em um primeiro amistoso de preparação como foi esse da seleção em Goiânia, há de se analisar se o time mostra uma boa movimentação, coisa de quem está treinando há apenas uma semana.

Contra um adversário que chegou junto com jogadas fortes, dá pra dizer que o teste valeu. O time ainda tem muito o que se soltar até a estreia, e isso é normal. Sexta o time vai mostrar uma evolução, e na semana final tudo vai ser aprimorado. Como o time já carrega uma característica e motivação da Copa das Confederações do ano passado, não é bem uma montagem de time. É uma manutenção, com observações e possíveis mudanças.

Penso que o jogo, que teve uma vitória tranquila brasileira, trouxe um único pensamento que pode ser tratado como novidade: não tem como desprezar o futebol que William anda jogando. Chegou à seleção em uma fase estupenda e apresentou o cartão de visitas que tem lugar nesse time. É melhor Oscar ficar atento.

O time tem uma estrutura montada, mas não conta com 11 titulares insubstituíveis. Assim como Kléberson cavou seu lugar no time titular campeão em 2002, William pode aparecer como novidade neste ano. A dúvida começa a aparecer para Felipão.




segunda-feira, 2 de junho de 2014

Figueirense contrata atacante argentino

Em coletiva de imprensa na sede do Chacarita Juniors, o atacante Ramón Lentini, de 25 anos, confirmou que está chegando ao Figueirense. Revelado no Estudiantes, o argentino marcou 18 gols e foi artilheiro na Primera B Metropolitana, considerada a terceira divisão daquele país.

 Veja a coletiva em que ele confirma sua ida para o Figueira:

domingo, 1 de junho de 2014

Campeonato parou: um mês de crise para o Figueira e de reestruturação para Tigre e Chape

Marco Santiago / Notícias do Dia
Com o Campeonato Brasileiro oficialmente interrompido para a Copa, chega aquela hora que dá pra tentar arrumar a situação de quem não está bem na tabela.

Dá tempo para trocar técnico, recuperar jogador e ir ao mercado. O problema é que, até lá, as posições não mudam. 

Ou seja, o Figueirense vai para essa intertemporada mergulhado numa panela de pressão que vai demorar para terminar de cozinhar. Time ruim, treinador que não comanda, pior ataque e defesa do campeonato. As vaias do torcedor, muitos desesperados, refletem uma situação que não dá sinais de uma reviravolta. A derrota para o Atlético-PR foi mais um exemplo do time que não conseguiu se impor. O que acontece lá dentro ninguém de fora sabe, mas internamente é algo bem grave. O reflexo se vê no campo.

O que pode acontecer: dizem que pode aparecer Gilmar Dal Pozzo. Ou seja, Guto Ferreira está trabalhando sabendo que sua cabeça já está rolando. O time precisa ganhar qualidade, mas não vai ser fácil pra ninguém. A conta é simples: ou você tira jogador de outro time da Série A que não está sendo aproveitado, ou vai para o mercado do exterior ou busca alguém na Série B. Remendar o time no meio do campeonato pode dar certo. Mas a chance de dar errado é maior.

No Criciúma e em Chapecó, a situação é parecida, mas sem aquele aperto de saber que está na zona de rebaixamento. Isso dá outro ambiente. O Criciúma (segundo pior ataque do Brasileirão, 4 gols) perdeu para o Santos em duas entregadas bisonhas do seu meio-campo. Já a Chapecoense venceu o Bahia mostrando que, finalmente, entrou no Campeonato Brasileiro. Foi rápido nos contra-ataques, marcou bem e venceu com justiça. Nesse caso, o time verde conseguiu consertar o péssimo início. Com os pés no chão e passado o choque da estreia, hora de trabalhar e reforçar, porque está precisando.


O cuidado com o oba-oba e a superexposição

Alexandre Loureiro / VipComm
Quem trabalha ou já trabalhou com coberturas de times de futebol sabe como é: as vezes tem o treino fechado, tem aqueles com uma pequena janela para as imagens e tem o treinamento aberto, onde geralmente não há muitos segredos para serem revelados.

Hoje eu ligo a TV e dou de cara com a transmissão ao vivo de um treino coletivo. Com placar na tela e tudo.

Fico aqui me perguntando se nas outras seleções, as emissoras tem tanto acesso assim aos treinos, com direito de até transmitir ao vivo o coletivo (dando todas as imagens possíveis aos adversários) e conversinha ao pé do ouvido para ouvir o técnico.

Uma coisa é o oba-oba da torcida, o que é absolutamente normal, e os veículos de comunicação vão junto com suas campanhas e a dos patrocinadores. Se dentro do campo isso não se transformar em salto alto, ótimo.

Agora, a superexposição dos treinamentos da seleção, com direito a coletivo transmitido ao vivo em todos os detalhes, preocupa bastante. Enquanto outras seleções trabalham forte com a cobertura tradicional, os adversários poderão até ter um DVD com o trabalho coletivo de Felipão. Em 2006 a seleção foi duramente criticada por isso. Que se corrija a tempo.