sexta-feira, 13 de junho de 2014

A sexta-feira 13 da tamancada holandesa

Damien Mayer / AFP / LanceNet
Holanda das flores, dos diques... e dos seus tradicionais tamancos de madeira. Em campo, a esquadra laranja, que camuflada de azul, deu uma tamancada histórica na campeã Espanha que não será esquecida tão cedo. Ainda mais se tratando de um jogo de sexta-feira 13.

A velha lógica dos torneios: um time que chega com moral de campeão mas que tropeçou nos seus erros. Teve 57% de posse de bola, mas tomou cinco gols, podendo tomar de mais. E a Holanda, que chegou ao Brasil meio desacreditada por não ter mais aquela mesma geração de 2010, acabou virando alvo das atenções. Ah, o futebol. Van Persie e Robben comandaram uma vitória maiúscula, que os espanhóis chamaram de "humilhação mundial". A Espanha tem time para se classificar, mas agora com o risco maior de acabar tendo que enfrentar o Brasil nas oitavas, em BH.

Mas antes eles terão que passar pelo Chile, que tem nomes talentosos como Aránguiz, Vidal, Alexis e Valdívia, mas que passou problemas pra vencer a Austrália. Jogou meia hora, fez o resultado, e não tomou o empate por sorte. Vai pegar a Espanha no Maracanã com torcida a favor. Mas vai ter que jogar muito mais, e durante todos os noventa minutos, se quiser passar.

Também foi uma sexta que o México precisou fazer três gols para valer um contra Camarões. Mais uma pressão pra cima da arbitragem, que é o destoante de uma Copa que, até agora, não teve empates e tem boa média de gols. Mesmo se classificando na bacia das almas, o time mexicano é chato de se marcar e tem atacantes de qualidade. É uma característica bem diferente da Croácia, mas não menos perigosa para o Brasil. Mas é bom ficar de olho.


quinta-feira, 12 de junho de 2014

Venceu, mas há muito pra consertar

Jeferson Bernardes / VipComm
O gol de bico marcado por Oscar no final do jogo de certa forma abafa o pênalti inexistente que o juiz japonês inventou, e que poderia dar aquela "pulga atrás da orelha" do time ter vencido com ajuda da arbitragem. Tipo do jogo em que permite duas versões. Mas vou olhar para o time do Brasil e o que ele tem que fazer lá na frente.

Houve um terceiro gol, o Brasil venceu. Mas há muito para consertar. O time penou para jogar bola, mostrou nervosismo, dependeu de atuações individuais e teve muita dificuldade para lidar com a forte marcação. Que isso seja apenas um sintoma da estreia.

Era visível o nervosismo do time brasileiro. E para complicar, um gol contra no começo do jogo que dói até em jogo amistoso, e que derruba o psicológico construído durante a semana. O time que se emocionou e vibrou na execução do hino não foi vibrante em campo. Sem o time funcionando no coletivo, teve que aparecer um chute rasteiro de Neymar, que poderia muito bem ter sido expulso um pouco antes por deixar o cotovelo no jogador croata, para deixar o jogo de novo no "zero a zero". Era só conversar e organizar o time no vestiário e fazer, emfim, o time funcionar.

Só que a conversa não funcionou, e Felipão teve que colocar Bernard para tentar furar a defesa croata com o talento individual. Eu gostaria de ver a superação em campo para buscar a vitória, mas o juiz resolveu estragar a festa marcando um pênalti inexistente. Isso passou o vírus da destruição psicológica para a Croácia, que mostrou ser um time duro na queda, que vendeu caro a derrota.

No final, com a opção do contra-ataque aberta, Ramires dividiu a bola, Oscar fez um gol à lá futsal e confirmou o troféu de melhor em campo. Vitória conquistada e muito o que ajustar.

Foi o primeiro jogo de uma primeira fase de Copa, com jogadores ansiosos pela primeira vez. Ironia ou não, os setores que menos funcionaram foram os de jogadores veteranos, como as laterais de Daniel e Marcelo e Fred lá na frente.

A melhor notícia foram os três pontos. Agora passou a tensão da estreia. Muita coisa para Felipão acertar até o jogo em Fortaleza. Quero acreditar que foi um aviso inicial. Aviso esse que aconteceu na hora certa. No primeiro jogo pode.



Chegou o dia da festa

A Copa foi mal organizada.
Muitas obras não ficaram prontas.
Muito dinheiro público foi usado.
Tudo isso é verdade.

Mas a bola vai rolar. E queira ou não, é Copa. A cada quatro anos, a maior competição do planeta. Aquele tipo de coisa que você lembra onde estava em momentos especiais.

Hoje tem Brasil. O país vai parar, teremos uma hora do rush na rua lá pelas 3 e meia da tarde. Até gente que odeia o futebol e não sabe nem o que é linha de impedimento vai entrar na festa e dar uma de comentarista.

A conversa e a cobrança sobre os erros na organização vai continuar, tem coisa pra ser explicada. Daqui a dois anos tem Olimpíada e mais discussão vem aí.

Mas nosso espírito futebolístico não pode esquecer que é Copa. Tem jogadores loucos pela taça. E o Brasil está nela. Vamos torcer.

A partir de hoje, a pátria de chuteiras está em campo. Esse título o Brasil não perde.


segunda-feira, 9 de junho de 2014

Sem aquele clima de Copa, ainda

Hoje, saindo de casa pro trabalho, vi o primeiro carro que tinha uma bandeirinha do Brasil pendurada no teto. Faltando três dias para a Copa.

Não sei se é sinal dos tempos, pode ser. Eu via bandeiras esticadas nos para-brisas, aquelas fitinhas nas antenas dos carros. Fazia coleção de tabelinhas. Sem contar ruas pintadas com bandeirinhas, entre outras coisas.

A Copa começa depois de amanhã. A TV tenta "fazer o agito", mas a coisa não pegou. Talvez nas cidades-sede ou que vão receber alguma seleção.

Copa é divertido demais. Jogo todo dia, em que aquela pelada de dois times abaixo dos 100 melhores se torna um jogão.

Mas ainda não vi o espírito de Copa engrenar. Tem mais gente pensando em enforcar o trabalho no meio da tarde de quinta (mesmo aquela pessoa que diz pra você que odeia futebol) do que no evento em si.