quinta-feira, 19 de junho de 2014

Sem medo de ser feliz, Uruguai mudou e venceu

Um jogão no Itaquerão. Alternativas dos dois lados, erros e jogadas de todos os tipos. No balanço final da batalha entre Uruguai e Inglaterra, prevaleceu o time que tem a estrela de um atacante sensacional e a de um treinador que não hesitou em mudar o time depois de uma derrota para a Costa Rica que acaba derrubando qualquer tipo de motivação.

Tabarez viu que estava ameaçado e conseguiu implantar mais movimentação no time uruguaio. Entraram Lodeiro, Gonzalez, Alvaro Pereira para dar mais apoio e Suárez na frente, com a sua excelente fase, no lugar de Forlán. Deu certo. A Copa traz dessas histórias: Suárez, até semanas atrás, passou por cirurgia e era dúvida para vir ao Brasil. No jogo em que o time mais precisava dele, uma atuação de gala. Sensacional.

Um dos grandes jogos da Copa, se não o maior até agora, pelo equilíbrio, oportunidades, e pela história da recuperação de Luisito, de quase descartado a heroi. Uma partida de uma grande entrega do time uruguaio, que fez jus à sua tradição, contra uma Inglaterra que tem um bom time, mas cuja frieza não o permitiu superar o adversário. Reação histórica.

E fica o recado para o técnico da Seleção Brasileira. O Uruguai mexeu em cinco lugares, ganhou qualidade e, agora sim, aparece como um time que pode brigar lá frente na Copa. As vezes é bom se espelhar nestes exemplos, viu Felipão?


quarta-feira, 18 de junho de 2014

Mais difícil que chegar no topo é se manter nele. Caiu o campeão

Eles ganharam quase tudo nos últimos anos, com dois títulos europeus e um mundial. Mais difícil do que chegar ao topo, é se manter nele.

A Espanha esbarrou neste desafio e acabou caindo fora da Copa ainda no início. A derrota para o Chile foi justa. O time de Sampaoli tem um quadrado de ataque muito bom, que conseguiu encaixar o seu jogo e encurralar o time espanhol no seu campo de defesa, o que não expôs aquele que talvez seja o seu ponto mais fraco, a baixa estatura da zaga.

Não quer dizer que a Espanha seja um time ruim. O problema é que todos aprenderam a jogar contra eles. Quem deu a letra foi o Brasil no ano passado, na final da Copa das Confederações. Sem apresentar algo novo (o grande erro de Del Bosque) e sem aquela motivação de um time que joga a Copa do Mundo, foram goleados pela Holanda e chegaram com a moral arrebentada para pegar um Chile empolgado e empurrado pela maioria do público no Maracanã.

Dias melancólicos vem aí para os espanhois. Tem pela frente ainda um jogo contra a Austrália em Curitiba que não vale nada antes de pegar o voo de volta pra casa. É a Copa.

E pensando no Brasil, não sei se há um "time melhor" pra se enfrentar nas oitavas-de-final. Tanto Chile quanto Holanda estão em ótima fase, com um jogo coletivo bem superior ao do Brasil. Serão carne de pescoço. Que Felipão dê jeito de arrumar o time até lá.


terça-feira, 17 de junho de 2014

Sem ajuda da arbitragem, as feridas da seleção apareceram

Jeferson Bernardes / VipComm
O Brasil ficou em festa com a vitória sobre a Croácia, mesmo do jeito que ela aconteceu, com a ajuda do juiz japonês.

Contra o México, o time não apresentou evolução alguma e Felipão acusou o golpe. Tentou repetir uma estratégia bem duvidosa, concordando mais uma vez que o time não funcionava no coletivo, e colocando Bernard tentando uma válvula de escape na jogada individual. Mexeu no meio-campo aos 38 minutos do segundo tempo, tirando o insosso Oscar para colocar Willian. Poderia ter tentado esse fato novo bem antes. Perdeu tempo.

Houve uma mudança no time que poderia dar uma maior agilidade no time pelo meio. Não deu e, em alguns momentos, mudou para pior. Tá certo que Ochoa fez grandes defesas na partida, mas o volume de jogo e a organização tática em campo deixaram muito a desejar. É um recado que fica para a segunda fase.

Felipão terá seis dias até a partida contra Camarões, teoricamente o pior time do grupo. É tempo mais do que suficiente para rever conceitos do time do meio para a frente. A defesa mostrou-se até bastante estável, diante de uma situação que a bola fazia um constante "bate-volta" em um meio que deixava um grande buraco no campo.

Questões a serem respondidas: qual é a real de Oscar, de grande atuação em São Paulo e desaparecido em Fortaleza? Willian não pode ser testado no próximo jogo? E qual a situação de Fred, que apenas cavou um pênalti em duas partidas? Ele até tentou alguma coisa com Jô no fim do jogo, bem naquela do "pior que tá não fica". E ainda tem a situação da ausência de Hulk.

A seleção não preocupa no que diz respeito à classificação. Camarões é um time muito limitado, que o Brasil tem tudo para vencer, e até bem. O problema é depois. Você vê times que chegaram à Copa na ponta dos cascos, acertadinhos e voando em campo. A seleção brasileira ainda tem dilemas a serem resolvidos.

Seis dias até o próximo jogo. Tempo mais do que suficiente para uma grande análise e possível reformulação. Hora de menos auê e mais trabalho para tirar o atraso. Na hora do "mata-mata" essa "lenga-lenga" não pode aparecer.


segunda-feira, 16 de junho de 2014

No fim, os de sempre aparecem na frente

O Brasil faz nesta terça o seu segundo jogo na Copa e ainda um grupo para estrear, o H, o da Bélgica, o time que pode ser a grande surpresa.

E se for a grande surpresa, será a única, porque não apareceu ninguém que possa tirar a briga do grupo dos que já tem título mais a Holanda, que já bateu na trave na final mais de uma vez.

Mais uma Copa em que a camisa vai pesar. Com um nível técnico bem legal, gols acontecendo em profusão e jogadores a fim de brigar pela bola. Tecnicamente, a Copa no Brasil está um espetáculo.

E isso aumenta a dificuldade para o Brasil, que não vai poder ficar longe desse patamar, se não quiser correr risco de decepcionar a torcida que só aceita um resultado. E deu pra ver que principalmente Itália, Holanda e Alemanha não estão aí pra brincadeira.