sábado, 26 de julho de 2014

O detalhe que colocou o Avaí no G4 dentro da Arena

Carlos Junior / Notícias do Dia
Começando a falar do jogo pelo final: Cléber Santana aproveitou uma bola levantada na área para fazer o que todos os atacantes em campo não estavam conseguindo fazer.

E nesse detalhe, o Avaí leva pra casa três pontos que o colocam no G4 da Série B. É a terceira vitória seguida de Geninho, que colocou fim a uma invencibilidade do JEC em casa que durava desde outubro do ano passado. E de quebra, empatou em pontos na classificação com o rival.

O Joinville não pode reclamar que não teve chances. Jael recebeu um presente na cara do gol e mandou longe. O Avaí deixou bem claro em campo que o espaço a ser explorado era, principalmente, pela esquerda. Hemerson Maria insistiu em um Fabinho apagado em campo e acabou pagando o preço no final. O Avaí chegou com perigo em bolas aéreas, com Ivan fazendo duas boas defesas. Ambos os ataques falharam bastante, o que estava encaminhando o jogo para o empate. Até Cléber aparecer na área e confirmar a segunda vitória consecutiva do Leão dentro da Arena.

Os dois times continuam no G4. O Joinville terá que buscar em Bragança Paulista os pontos perdidos em casa. Precisa ser mais agudo e achar um melhor caminho para chegar ao gol adversário. É um time competitivo que parece que se desacertou. Com Jael bem marcado e sem Edigar Júnio jogando a contento, o ataque tricolor não funciona e parece que carrega essa intranquilidade para todo o time. Há tempo para esse acerto.

O cenário do Avaí é o contrário. Geninho sabe que o time tem carências, admitiu isso na formação em campo e apostou numa forte marcação com saídas rápidas para conquistar pontos. Merece os méritos por ter conseguido as três vitórias que colocaram o time no bolo. Agora é buscar qualificar pra se manter nesse grupo.


quinta-feira, 24 de julho de 2014

Figueira traz o "Benazzi do terceiro milênio". Os dirigentes são muito previsíveis

Rosane Lima / Notícias do Dia
Argel Fucks tem fama de bombeiro, ou como diz o professor Joceli, "entra em avião pegando fogo". Tem amizade com o presidente, é cara de discurso forte e acostumado a pegar times em crise. Foi a escolha mais fácil do Figueirense, e acho que a mais barata, já que Gilmar Dal Pozzo saiu da Chapecoense valorizado.

Sua última passagem no Figueirense foi bem ruim, com apenas uma vitória em dez jogos. Foi tirado do Joinville após a demissão de Branco no vice-campeonato estadual em 2012.

É aquela história que todo mundo conhece: ele vai chegar no clube hoje, apresentar aquele discurso forte e motivador, gritar bastante na beira do campo e tentar fazer limonada com os limões que estão aí. É admitir que o time foi mal montado e agora querer espremer o máximo o que dá. Se não der certo, ele vai ser trocado e a vida segue. Se conseguir tirar o time do buraco, vai somar mais uma salvação no seu currículo, cheio de incêndios apagados e sem títulos conquistados.

Não era a melhor opção, o rumo poderia ser outro para buscar uma solução que não seja a de curtíssimo prazo e na base do berro. Analisar quais foram os erros e quem foram os responsáveis até aqui seria bem melhor e ajudaria bem mais. Mas como os dirigentes do futebol brasileiro são bem previsíveis, essas coisas acontecem.


Guto fora do Figueira. E sem tempo para uma boa arrumação

Flávio Tin / Notícias do Dia
O Figueirense confirmou o que já era esperado. Não foi depois do jogo contra o Bragantino, mas no dia seguinte Guto Ferreira acabou demitido. Seus números: 3 vitórias (Corinthians, Coritiba e Bragantino), um empate e sete derrotas.

O problema não é só ele, mas passou por ele. Teimoso, insistiu em um sistema que não funcionava, e ainda fazia questão de dizer que estava tudo certo. A fome por resultados de um time que continua na zona de rebaixamento custou sua cabeça.

O pior não é a troca de técnico. É saber que o time entrou na parada da Copa mal, teve 40 dias para corrigir os problemas que não foram corrigidos, e agora o Brasileirão vai correr com pouco tempo para uma grande arrumação. Quem vier terá um grande desafio.

O favorito é Gilmar Dal Pozzo, que inclusive já está morando em Floripa. É um bom nome, mas não faz milagres. Em Chapecó conseguiu implantar um trabalho a longo prazo. E prazo é o que nem ele e nem um outro treinador terão.


quarta-feira, 23 de julho de 2014

Quase 100 passes errados no jogo, e o Palmeiras venceu

Um jogo horroroso na Ressacada. De quase cem passes errados, 97 pra ser exato. O desfalcado time do Palmeiras prevaleceu no meio-campo contra um Avaí com a cabeça em outro lugar que não seja o campo. Perdeu e está praticamente eliminado. Se fosse jogo da primeira ou segunda fase, nem teria volta.

Cléber Santana e Marquinhos não jogaram, e o time travou. Sem válvula de escape pelas laterais, o time foi presa fácil para os palmeirenses.

O foco tem que voltar para a Série B. Sábado tem jogo contra o Joinville.

A Copa do Brasil vai encaminhando o seu fim para os catarinenses. A Chapecoense não conseguiu passar pelo Ceará mas tem tudo para fazer sua primeira participação em competição internacional, na Sul-americana. Criciúma e Figueirense também devem estar lá. Tem mais calendário pela frente.


terça-feira, 22 de julho de 2014

Eliminação que doeu no torcedor e no caixa

Luiz Henrique / Figueirense FC
Além da má fase que o Figueirense atravessa, essa eliminação da Copa do Brasil para o Bragantino ainda acabou em prejuízo financeiro, algo em torno de 500 mil reais que vão pro caixa do adversário, entre cotas e renda de um jogo contra o São Paulo.

O time alvinegro foi eliminado simplesmente pelo penúltimo colocado da Série B, que tem apenas duas vitórias em doze jogos. E foi esse Bragantino que fez um a zero e colocou o Figueira em parafuso, trazendo consigo a raiva da torcida. Com o time sem funcionar, as jogadas individuais acabaram na virada que levou o jogo para os penais, onde faltou a tranquilidade para Cleiton e Jean Carlos, que erraram o rumo do gol.

Guto Ferreira poderá cair nas próximas horas. É até irônico dizer, mas se a classificação viesse nos pênaltis, poderia maquiar um pouco a má situação ou dar uma sobrevida ao treinador. Com a eliminação, o processo pode ser acelerado. Foi apenas a terceira vitória sob o seu comando, contra um empate e sete derrotas. Os números falam por si.

O problema não é só técnico. Mas a eliminação somada com prejuízo financeiro doeu fundo na diretoria. Pode vir aí alguma tentativa de mudar a situação do jeito mais rápido, leia-se trocando o treinador.


Nem com discurso manso Dunga e a CBF convencem

Ele chegou mansinho na entrevista coletiva e usou dos mesmos argumentos de anos atrás para justificar sua volta à seleção.

E não convenceu.

Fruto da imaginação de uma gestão infinita da CBF, maquinada por outras gestões infinitas do futebol Brasil afora, o comando do futebol brasileiro perde uma grande chance de fazer uma correção de rota na seleção. Primeiro, traz um Gilmar Rinaldi que era empresário até um dia antes da nomeação (e que por isso mesmo vira uma pessoa com o dobro de pressão e desconfiança), e um treinador que comandou apenas um time nestes quatro anos, ganhando um título estadual. Não arrumou mais emprego depois disso.

Eu sou partidário do Tite. O treinador da seleção tem que mostrar as suas credenciais no clube. Há de se admitir que ele ganhou tudo no Corinthians. Por isso, ganha o posto de candidato e merecia uma chance. Se preparou para isso. Dunga, adepto de volantes à lá Felipe Melo pouco fez, sendo chamado agora com o velho e manjado discurso do "amor a camisa".

Senhores, precisamos de amor a camisa, sim. Isso nem deveria ser objeto de discussão. Espírito de equipe também. Ótimo. Mas antes disso, precisamos de qualidade na ponta da chuteira, um esquema tático que funcione, uma organização geral do futebol brasileiro de cima pra baixo.

Mas partindo de uma Confederação que tem raízes no conservadorismo e no "não vamos mudar nada porque isso não influi nas nossas vidas", isso era esperado.

Depois de tomar duas lambadas de Alemanha e Holanda em casa, a gloriosa CBF aparece com Gilmar e Dunga como a solução dos problemas.

Como diria o Paulo Alceu, a vida segue. Vamos em frente pra ver no que dá, principalmente pra saber se o "Dunguinha paz e amor" mudou ou era só impressão inicial.