sábado, 2 de agosto de 2014

Hemerson Maria precisa transformar o discurso em atitude no JEC. É a terceira derrota seguida

Assessoria JEC
Eu sou fã do Hemerson Maria, pela sua simplicidade e pela forma como lê um jogo de futebol. Ele sabe e já falou várias vezes dos erros que o time do Joinville mostrou contra ABC e Avaí.

O problema é que ele não consegue transformar tudo o que ele fala em atitude em campo. Veio a pior atuação na Série B contra um fraco Bragantino. Por sorte o JEC não vai sair do G4, mas a pressão aumenta. Pela qualidade do elenco contratado e o que se espera dele, é bom o treinador buscar alternativas dentro do elenco que ele tem em mãos, que não é pequeno. Os números falam por si: 13 a 2 em chutes a gol, 61 a 39% em posse de bola e o dobro de passes errados do adversário. Tem coisa errada aí.

Edigar Júnio foi expulso no início do jogo por uma circunstância bem estranha. Dois amarelos bobos de um jogador que não estava com o foco na partida. Estragou o time, que carregou junto o nervosismo. Mesmo assim, contra um adversário que não é essas coisas, não houve calma para organizar o jogo. Pelo contrário, o time bateu demais e jogou de menos.

Vem aí o Sampaio Correa na terça, e uma pressão do tamanho da cidade pra cima de jogadores e, principalmente, do treinador. O time precisa ter um mínimo de organização e cabeça no lugar para chegar aos resultados. Tá faltando tudo isso. É bom ficar de olho que a conversa vai ser grande até a próxima partida.



sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Perdeu boas chances, perdeu o jogo

O impecável gramado da Ressacada suportou por um bom tempo o dilúvio que caiu em Santa Catarina durante Avaí x Luverdense. Daria tempo suficiente para que o jogo rolasse razoavelmente bem, sem a desculpa do "campo impraticável".

O Avaí perdeu e teve lance polêmico no final. Mas jogar o crédito do resultado no pênalti não marcado pelo árbitro é tapar o sol com a peneira. Foram duas chances claras no primeiro tempo e uma total apatia no segundo.

Geninho tentou colocar Willen e Anderson Lopes no ataque. Não deu certo. Quando entrou Roberto, o time melhorou. Experiência que dificilmente será repetida. E mais, o time avaiano só resolveu sufocar o adversário quando tomou o segundo gol. Descontou logo depois, mas não teve competência para empatar. No final do jogo, o campo já não era o mesmo com tanta chuva.

Depois de três vitórias seguidas, incluindo uma em Joinville, o Avaí de Geninho sai do G4 com essa derrota. O técnico precisa ter atenção especial para o ataque, que precisa ganhar um diferencial para não perder pontos importantes como esses em jogos em casa. A fase de Anderson Lopes é algo que não dá pra explicar. Pior é ver que o técnico o mantém como titular. Menos mal que ele está suspenso para o próximo jogo.


quarta-feira, 30 de julho de 2014

Clube em crise, ingresso a um beija-flor

Parece aquela promoção antiga das finadas lojas Disapel, "tudo a um beija-flor de entrada".

É mais ou menos o que o Figueirense fez.

Tá com o time mal das pernas, cobrando ingresso caro? Baixa o preço e chama aquele povo que foi colocado pra escanteio.

O ingresso caro é uma péssima ideia. Copiar o modelo europeu, com a distribuição de renda que existe no Brasil, é algo irreal. São vários os casos Brasil afora, principalmente em estádios da Copa, que o ingresso alto afugenta o torcedor, que pode ver em casa tomando sua cerveja.

O Figueirense já cobrava um preço alto. Aumentou ainda mais, para 100 reais no jogo contra o Grêmio, o que colocou pouca gente. Pensou em fazer mais renda sem pensar no público. Prefiro 12 mil pessoas no estádio pagando 50 do que 6 mil pagando 100. Torcida ajuda a ganhar jogo.

Aí, com o time mal das pernas, a diretoria resolve colocar o ingresso a um real para sócio-torcedor e a 30 (o que acho um preço justo) para os demais torcedores. Aquele rapaz assalariado, que é alvinegro fanático, não tem condição de ser sócio mas nem por isso deixa de ser menos torcedor, ou que mora longe e não podia pagar 100 reais para o jogo contra o Grêmio, terá menos dificuldade para ver a partida contra o Sport. E tem meia-entrada ainda.

Ou seja, na fase boa o pessoal mais simples não serve. Na fase ruim é hora de juntar todo mundo.

Pena que é uma promoção limitada ao desempenho do time. Se ele continuar mal, a promoção segue. Se o time de Argel se recuperar, volta ao preço normal que tira do estádio aquele torcedor que acredita no time, gastou seu tempo, dinheiro e voz para tirar o time do buraco.

domingo, 27 de julho de 2014

Violência que não vai terminar

Reprodução / Notícias do Dia
Mais uma vez a BR-101 foi cenário de uma briga de torcida. Dessa vez, com perseguição em Barra Velha, mais de 30 km distante de Joinville. Segundo relatos, torcedores do JEC esperaram o fim da escolta da Polícia até o pedágio, cercaram o ônibus e rolou de tudo.

Na beira da 101, com um movimento enorme. Poderia ter respingado em alguém que não tivesse nada da história e passava pela rodovia, que estava bem movimentada. Eu passei por ali minutos depois do rolo. Ainda bem que ninguém morreu.

E sabe por que isso não vai terminar?

Porque as autoridades pouco ou nada fazem para RESOLVER de vez o problema. Utilizar o setor de inteligência, ir a fundo na história, agir em cima dos responsáveis. Provocações rolam a todo momento nas redes sociais, e no returno tem jogo de volta em Floripa. Tem que ir fundo no problema, e isso nunca foi feito. Se foi, nunca trouxe resultados efetivos. O caso de Barra Velha deve ter sido todo filmado pelas imagens da AutoPista Litoral Sul. Os carros são fáceis de identificar, pois passaram pelo pedágio. Será que vão pedir as imagens?

Não importa de quem é a culpa. Não foi a primeira e, pelo jeito, não será a última vez que isso vai acontecer. Nesse ano já teve um carro que foi tombado e incendiado por torcedores em Tijucas. Desse tipo de torcedor o futebol não precisa. Acabou o jogo, todo mundo que vá pra casa, e não pra BR fazer perseguição.

Com a falta de vontade para resolver o problema, as coisas vão ficar cada vez piores.

Pasmem, uma rodovia toda monitorada está virando praça de guerra de torcidas.