quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Câmara dos Deputados lança proposta para rebaixar clube devedor

Da Assessoria da Câmara:


A Câmara dos Deputados lançou nesta quarta-feira uma enquete para saber a opinião dos brasileiros sobre a proposta que cria regras para os clubes de futebol renegociarem a dívida com o fisco, estimada em R$ 3,7 bilhões.

O texto unifica todas as dívidas - com o INSS, o Imposto de Renda, o FGTS e a Timemania - e abre prazo de 25 anos para o pagamento. Em troca, os clubes devem adotar mecanismos de transparência na gestão e se comprometer a manter as contas em dia, incluindo salários de empregados e jogadores.
Por causa dessas exigências, o Projeto de Lei 5201/13, originalmente denominado de Programa de Fortalecimento dos Esportes Olímpicos (Proforte), passou a ser chamado de Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte. O ponto mais polêmico da proposta - tema da enquete no portal da Câmara - prevê o rebaixamento do clube de futebol que não cumprir o acordo para o refinanciamento de suas dívidas.

Prazo

O valor de R$ 3,7 bilhões das dívidas dos clubes é estimado com base nas ações judiciais e nas dívidas cobradas na esfera administrativa, mas o valor ainda pode ser maior. Pelo projeto, os clubes terão 25 anos para quitar a dívida com o governo, incluindo os valores questionados na Justiça. As parcelas deverão ser de, no mínimo, R$ 1 mil. Poderão ser renegociadas as dívidas com a Receita Federal, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, o Banco Central e o FGTS.

Em troca de ter a dívida renegociada, o clube se compromete a adotar mecanismos de transparência nas contas, pagar em dia os salários, e poderá ser rebaixado no campeonato caso não apresente certidões negativas de débitos. As entidades também terão de comprovar a situação fiscal até um mês antes do início de cada competição, sob pena de serem impedidas de participar do campeonato. O texto propõe que os clubes paguem a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), que é de 5%, enquanto o governo quer aplicar a Taxa Selic, que é de 11%.

O projeto foi aprovado em comissão especial em maio e está pronto para análise do Plenário. Os líderes partidários já apresentaram requerimentos pedindo que o projeto tramite em regime de urgência. Se o pedido for aprovado, o projeto pode ser votado no mesmo dia pelo Plenário. O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, já disse que a renegociação das dívidas dos clubes é um tema polêmico, que será tratado pelos deputados depois das eleições de outubro.


Um a zero é goleada

Luiz Henrique / FFC
Jargão no futebol é o que não falta. "Jogara como time pequeno", "casinha de pobre bem arrumada" e "1 a 0 é goleada" fazem parte do dicionário dos termos futebolísticos. Nesta quarta alguns exemplos apareceram. A briga dura na parte de baixo da tabela continua.

Olha o caso do Figueirense, cujo incêndio o Bombeiro Argel conseguiu apagar. Elevou a autoestima da turma, teve estrela na escalação do jovem Clayton, que está em fase iluminada, e conseguiu fazer o gol da vitória. Conseguiu segurar o Botafogo e botou mais 3 pontos na tabela. Em cima daquela projeção que o Blog levantou dia desses, seriam mais umas 9 vitórias para eliminar o rebaixamento. Algo totalmente possível, com um returno inteiro pela frente. O Figueira pode até cair lá no final, mas Argel conseguiu o mais difícil.

E mais uma curiosidade: depois que Rodrigo Pastana saiu do Figueira, foram 10 pontos conquistados em 12 disputados. Pode ter muita coisa a ver ou absolutamente nada. Apenas um dado interessante.

Em Chapecó, o time do Celsão continua firme no propósito de se defender muito bem e tentar algo lá na frente. O jogo com o Flu ia se arrastando para o final, quando um balão na área terminou na cabeça do Camilo. Mais uma vitória na conta que aumenta a diferença para o G4. Dá pra dizer que Chape e Flamengo estão "liderando" essa disputa pelo rebaixamento, que pode logo logo contar com mais um participante, o Goiás.

Teve também o empate do Criciúma na Bahia. Ponto importante em um jogo feio. Mas Wagner Lopes terá que explicar sobre suas constantes mudanças e invenções, típicas da academia "Ricardodrubsckyana".

Vi também o Flamengo vencer o Galo e penso com meus botões: em um campeonato de nível técnico baixo, jogar fechadinho resolve? Pelo jeito, o expediente tá dando resultado.



domingo, 17 de agosto de 2014

A pobreza do ataque do Tigre e o pontinho suado do Figueira. A luta continua árdua

Fernando Ribeiro / Criciúma EC
A rodada do Brasileirão não mudou em nada a luta contra o rebaixamento. Segue a diferença do décimo segundo colocado (Botafogo) para o lanterna (Coritiba) em apenas quatro pontos. Na semana que vem poderemos ver um time que vai afundar mais ou abrir distância dessa turma. A luta vai continuar dura.

Fazendo aquela projeção dos 43 ou 44 pontos para escapar do rebaixamento, colocaria, por exemplo, o Figueirense na obrigação de vencer mais 10 jogos, enquanto que Criciúma e Chapecoense teriam que vencer mais 9, pelo menos. Tem muita bola pra rolar. O primeiro turno nem acabou.

Enquanto a Chapecoense foi até Salvador e trouxe um pontinho bem vindo contra o Vitória, jogando no mesmo padrão "marca e contra-ataca" de Celso Rodrigues, o Tigre foi um time bem dócil contra o Grêmio. O ataque foi completamente envolvido. O tricolor fez um gol no começo da partida e apenas administrou. Não precisou forçar contra um time que não o forçou. Simples assim.

Eduardo Valente / Notícias do Dia
Já o Figueira arrumou um ponto no finalzinho em uma partida animada contra o Atlético. Brilhou a estrela do garoto Clayton, que estava no lugar certo para conseguir o empate. O time não apresentou novidades em relação aos outros jogos, mas escapou de uma derrota em casa com uma atuação confusa do árbitro e com Argel expulso (não sem antes dar o seu showzinho).

O importante da rodada é que a situação da luta contra o rebaixamento não mudou. Duas vitórias seguidas serão importantes, assim como duas derrotas podem ser altamente preocupantes. O cenário que se desenha é de momentos emocionantes até o final do ano. Qualquer pontinho pode fazer uma enorme diferença.