sexta-feira, 10 de outubro de 2014

JEC venceu jogando pro gasto, mas garantiu uma semana de paz

Assessoria JEC
Uma cabeçada de Edigar Junio deu a vitória do JEC sobre o fraquíssimo time do Vila Nova, atingido pelas dificuldades financeiras do clube e de uma motivação quase zero para entrar em campo.

Jogou mal, abaixo do padrão de um time que quer subir. Mas venceu, colocou fim na incômoda sequência sem vitórias e vai dar uma semaninha de paz para Hemerson Maria até o jogo contra o Ceará na semana que vem, onde a parada vai ser muito mais dura.

O tricolor enfrentou um time que se defendia em um amontoado. Nada muito diferente do que o time enfrentou nos útlimos jogos. O que me chamou a atenção foi a forma que o time se postou em campo. Parecia que a vitória viria sem muito esforço. Depois do gol perdido pelo Vila, a bronca comeu solta no intervalo, o JEC ganhou mais vontade e chegou ao gol que lhe garantiu o objetivo. Depois foi fechar lá atrás e garantir a vitória.

Sábado que vem é confronto direto contra o Ceará. Sem Ivan e Naldo, suspensos, mas com a volta de Anselmo. O time vai ter que jogar muito mais do que jogou em Goiânia, principalmente na parte da frente, onde está longe de imprimir o mesmo ritmo da época que Jael estava inteiro.

Mas depois da semana tensa, que teve gente querendo a cabeça do técnico e saída de diretor insatisfeito com decisões internas, a vitória tem um significado especial.

Semana que vem tem jogão na Arena.


9 de outubro de 2014, a noite do "Condaço"

Aguante / Chapecoense
Uma noite que o torcedor de Chapecó nunca vai esquecer. Dos mais novos, aqueles que criaram uma paixão desde o início pelo time, até aqueles que viveram a era Gre-Nal da cidade, quando a Chapecoense mofava lá nas últimas divisões do Brasileiro. Cheguei a ler jornalista colocando que o jogo seria em campo neutro.

Não conhecem Chapecó. Se havia algum resquício de fantasma azul ou vermelho pairando pela Arena Condá, ele foi devidamente exorcizado em 9 de outubro de 2014.

Com dois gols de Leandro Banana, um cara que eu critiquei muito. Jorginho o fez jogar, deixando Bruno Rangel fora dos planos. Outros dois de Diones e Camilo fechando a conta. Um massacre contra um Inter que sentiu a pressão e foi facilmente dominado.

Desnecessário dizer que um resultado desse dá moral para time e torcida. Além dos três pontos importantes, a goleada mostra pra o próprio time que é possível escapar do rebaixamento sem muito sofrimento. Em casa parece que o time está dando conta do recado. Agora é fazer o time render assim fora.

Chapecó não vai dormir essa noite. E o Boca lá do Bar vai ouvir um monte.

9 de outubro, o dia do "Condaço".




domingo, 5 de outubro de 2014

Decepção da dupla da B, briga em Goiânia e o sinal de vida do Criciúma

O sabadão pré-eleitoral trouxe o contraste das derrotas de Avaí e Joinville, que perderam uma ótima chance de ganhar um gás a mais no G4 da Série B, a bela vitória do Criciúma que deu uma grande esperança para o torcedor e a derrota do Figueira em Goiânia, onde o foco maior ficou em mais uma briga de torcidas. Uma coisa de cada vez.

O Avaí em campo contra o Náutico não era o Avaí do Geninho, que não estava lá. Confuso, o time pressionava sem uma certa ordem. O time azul perdeu uma grande oportunidade de disparar na liderança em um momento importante do campeonato. Tropeços fazem parte da campanha, mas é melhor esquecer essa partida e ir pra outra. Quem sabe o problema era mesmo a falta do treinador na beira do gramado.

O mesmo não dá pra dizer do Joinville, no seu primeiro jogo sem Jael e, pra complicar um pouco mais, sem Marcelo Costa. Hemerson Maria inventou o baixinho Harrison, meia pouco utilizado na Série B, como a salvação dos problemas. Ele desapareceu junto com o time que não deu jeito de vencer um adversário fraco, que está na zona de rebaixamento e não vencia há 10 partidas. Ele mexeu, colocou Jean Deretti, e nada mudou, até que conseguiu tomar um gol na reta final. Tomara que ele não repita a experiência na terça contra o Santa Cruz. O caminho que ele tomou para substituir o artilheiro não se mostrou eficiente. Com um centroavante como Fernando Viana no banco, o técnico precisa fazer o seu time pressionar mais e, principalmente, vencer jogos. Depois de um jogo medroso contra o Vasco, em Natal o time mostrou muito pouco. Uma derrota na próxima rodada pode custar o G4. Coragem, Hemerson!

Na turma da A, o Criciúma mostrou um jogo inspirado contra o Atlético, dando uma esperança praquele torcedor já pensando no pior. A verdade é que há um bolo enorme ali na parte de baixo da tabela e há uma oportunidade de sair da degola. O atacante Souza encaixou bem no time e deu a Gilmar Dal Pozzo um caminho a ser seguido. Se lá no final vai acabar em permanência é outra história.

Por fim, o Figueirense, que perdeu para o Goiás por 1 a 0. Partida que o futebol foi ofuscado por mais uma briga de torcida envolvendo a torcida esmeraldina. É incrível, em Goiás as torcidas brigam entre si e ainda arrumam confusão até em jogo de sábado a noite com estádio vazio. Sem dúvida o clube será punido, mas melhor seria se esses irresponsáveis fossem eliminados dos estádios, através de uma ação efetiva das autoridades. Ponto contra o futebol brasileiro. Mais um.