sábado, 25 de outubro de 2014

Não pode bobear, tem que lutar. Cada ponto é importante

Na história dos pontos corridos, já aconteceram daquelas histórias das recuperações históricas na reta final do Brasileirão. Já teve muito drama, choro e festa daqueles que se salvaram. A comemoração parecia conquista de título.

A torcida fica apreensiva. Mas pra chegar no objetivo tem que ter entrega, vontade, luta, pra brigar por cada ponto. Aquele time que não tem qualidade técnica precisa se superar, correr por dois, terminar o jogo se arrastando em campo. Se jogar em casa, tem a torcida ajudando.

A introdução desse post reflete a rodada desse sábado. Veja o caso do Criciúma, que ameaçou uma reação contra o Vitória mas não teve vontade nem futebol pra isso. Mais uma atuação fraca, que marca de vez a terrível situação do time. Se antes a distância para sair da zona de rebaixamento era razoável e possível de se alcançar em uma rodada, hoje são necessárias pelo menos duas. São quatro pontos para o 16o. lugar e jogos contra São Paulo e Cruzeiro pela frente.

Há uma possibilidade de Gilmar Dal Pozzo ser demitido. Não tenho procuração pra defendê-lo, mas a culpa não é dele. Talvez o grupo possa ver uns VTs de jogos da Chapecoense, exemplo de entrega de um time que sabe que não é galático, mas é motivado até o pescoço. Cada um precisa assumir a sua responsabilidade dos atos. É o time mais caro dos três de Santa Catarina e é o que pior rende.

A Chapecoense tomou gol do Santos numa grande desatenção e ralou muito pra conseguir o empate na Arena Condá, empurrado pela torcida, que merece destaque pela maneira com que dá a resposta ao empenho do time. Poderia ser uma vitória, claro. Mas na situação que está essa briga pelo rebaixamento, não tem como reclamar do ponto. O time está empatado com Palmeiras e Figueirense, com três pontos de vantagem para o primeiro da zona. Pela frente, dois adversários diretos, primeiro o Figueira em Floripa e depois o Vitória, em casa.

Já o Figueirense empatou com o líder. Numa primeira análise, bom resultado. Mas a lambança de tomar um gol em lance de arremesso lateral no primeiro tempo derrubou o plano de tentar algo melhor. O time jogou bem, conseguiu fazer um jogo equilibrado e conseguiu o empate. Pena que lá atrás um erro infantil custou sorte melhor. Mas foi contra o líder. Não dá pra chorar o ponto conquistado.




sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Mais um atropelamento tricolor. A Série A está próxima

Assessoria JEC
Com 10 minutos de jogo, o JEC vencia o Avaí por 2 a 0. Gente que ainda estava no trânsito para chegar na Ressacada deu meia volta.

Mais um atropelamento tricolor, a terceira vitória seguida, e pelo mesmo placar. Um time que eliminou o fantasma da perda de Jael, ganhou corpo, marcou exemplarmente, não se afobou com a pressão avaiana e sacramentou uma vitória importantíssima para garantir o acesso, que está muito próximo.

Time que cresceu pelo acerto de Hemerson Maria, que deu um nó em Geninho, que nada pode fazer se não abusar do chuveirinho. Time que arranca na hora certa com o brilho de jogadores como Anselmo e Rogério, que cresceram individualmente e ajudaram muito o time, que tem gente como Bruno Aguiar, Edigar Junio, Naldo e Fernando Viana, fazendo parte de um esquema bem ajeitado. A receita do jogo: início na pressão, marcação impecável e um jogador rápido e descansado no final para carimbar a vitória.

O técnico tricolor, aliás, que sempre enxergou muito bem os problemas do time. Ele já teve a dificuldade de não conseguir consertar. Demorou, mas ele achou a solução. E o time caminha para garantir o acesso com uma boa antecedência. E é candidato ao título.

Já o Avaí chega à quarta derrota em cinco jogos, com um sinal de alerta. Contra o JEC, não mostrou nenhuma jogada bem desenhada, abusou do chuveirinho e não soube achar um jeito de escapar de uma forte marcação.

Quem quer brigar pela Série A precisa estar voando nesse mês final de campeonato. O Joinville está, com um elenco unido, compacto em campo, competitivo e com espírito de campeão. Acho que ninguém tira uma vaga do tricolor.



quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Agora faltam 8. Menos lamentações e mais futebol

A rodada da quarta trouxe a revolta do torcedor do Figueirense e do Criciúma, e aquela lamentação do pessoal de Chapecó, que esperava sorte melhor do Verdão contra o São Paulo.

Agora faltam oito rodadas. Hora de lamentar menos, virar a página e partir pra outra. Com a zona de rebaixamento tão concorrida (veja o caso do Coritiba, que com uma simples vitória saiu do Z4), não há tempo para ficar remoendo em cima de resultados passados. Final de semana tem jogo, bola pra frente.

O Figueirense teve lances polêmicos que poderiam mudar sua sorte em Porto Alegre. Um pênalti bem duvidoso no final do jogo poderia acabar num empate. Virou derrota em outro lance bem complicado que acabou no pênalti marcado por Barcos. Nirley deu um carrinho forte, e se sabe que existe árbitro que marca falta em jogadas desse tipo. Vem aí o líder Cruzeiro, que penou pra arrancar um empate em casa com o Palmeiras. Dá pra conseguir alguma coisa, mas Argel precisa tomar um chá, se acalmar e passar a borracha na derrota para o Grêmio.

No Criciúma o problema foi maior. Pegou um Atlético bem fechado, abusou da bola aérea e acabou tomando um na falha do goleiro. É o tipo do jogo que irrita o torcedor, ao ver o time perdendo chances precisando muito vencer, e nada dá certo. Tem pela frente um confronto direto contra o Vitória, outro time que perdeu seu futebol em algum lugar. Que Dal Pozzo dê um jeito de buscar essa tão sonhada vitória fora de casa. Para ele, o tempo passa mais rápido. A contagem regressiva de jogos é bem mais cruel com o Tigre.

Já em Chapecó o time do Jorginho fez um jogo muito equilibrado com o São Paulo. Foi melhor no primeiro tempo, mas pecou nas finalizações. No segundo tempo, Muricy conseguiu equilibrar a partida, mas a expulsão de Paulo Miranda deu a letra para que a Chape buscasse algo no final do jogo. Não deu. No final de semana, novo jogo em casa contra o Santos, que perdeu na Vila para o Fluminense. Também é um bom time, mas com a licença poética, é um jogo "mais ganhável" que esse de quarta. Com quatro pontos de frente para o Z4, é dentro de casa que mais uns dias de tranquilidade podem vir.


terça-feira, 21 de outubro de 2014

Deu tudo certo para o JEC. G4 inalterado

Assessoria JEC
A vitória não foi fácil. Edigar Júnio fez o primeiro gol logo no início e o time do JEC parecia não querer marcar o segundo para evitar sustos. Acabou tomando um pouco de sufoco, mas o camisa 11 foi lá mais duas vezes para garantir três pontos importantes para o tricolor, que não pode reclamar da rodada.

Com as derrotas de Ceará, Vasco e Avaí, o time do Hemerson Maria abre uma vantagem de sete pontos para o quinto colocado. Vai para a Ressacada sem a obrigação de vencer, mas com um time que encontrou a forma de jogar sem Jael, o que era o principal desafio do treinador.

Edigar Junio assumiu essa responsabilidade. O time mudou a característica mas precisava de alguém que aparecesse mais para a turma da criação. Ele faz isso. Não tem o porte físico de Jael, mas iguala essa diferença com velocidade. Ganhou confiança e melhorou nas finalizações, um antigo problema que parece ter virado passado. Hoje, teve ao lado um Fernando Viana apagado. Quando Hemerson colocou Fabinho, encontrou mais facilidade. Três pontos garantidos e festa pra quase 12 mil torcedores na Arena.

É uma vantagem confortável que dá ao JEC a condição de garantir o acesso apenas vencendo seus três próximos jogos em casa. Mas se pontos vierem de fora, serão bem-vindos, até numa briga pelo título (há ainda um confronto direto com a Ponte Preta na Arena). Contra o Avaí está a chance de abrir ainda mais a vantagem e antecipar a festa do acesso lá no final.

Avaí que vai pressionado para o confronto regional de sexta. Perdeu o segundo jogo seguido, só não caiu fora do G4 por causa de mais uma derrota do Ceará, e precisará de uma vitória para não correr riscos. Perder em Campinas para a Ponte não é surpresa, já que o time do Guto Ferreira está muito bem arrumado, com 10 pontos conquistados nos últimos quatro jogos.

Começa a ser desenhado um outro cenário, com Ponte, JEC e Vasco conquistando três vagas e Avaí e Ceará numa luta ponto a ponto pelo último acesso. A boa notícia pro torcedor avaiano é que o Vozão vem numa má fase. É um time que já foi melhor, mas hoje não convence.



Contas, contas e mais contas buscando o acesso

A reta final da Série b está aí e a turma já começa a fazer as contas para o acesso.

Caso a Ponte Preta vença o Avaí hoje a noite em Campinas, vai chegar aos mesmos 60 pontos que o Figueirense fez no ano passado para subir (e se fizesse 59 também subiria pelo critério de desempate com o Icasa). Obviamente, pela briga concentrada entre 5 equipes, esses 60 não serão suficientes para carimbar o acesso.

Existem confrontos diretos nessas rodadas finais: o Joinvile vai ainda pegar Avaí e Ponte Preta, o Leão ainda pega o Vasco e o JEC em casa. Segundo o matemático Tristão Garcia, são necessários 66 pontos para um time garantir sem sustos o seu acesso.

Isso aumenta ainda mais a importância dos confrontos diretos como o do Moisés Lucarelli. Com 52 pontos, o Avaí pode ser ultrapassado pelo Ceará caso perca para a líder Macaca e o Ceará vença o Icasa em Juazeiro. Isso colocaria no time de Geninho a pressão de marcar 14 pontos em 21 a serem disputados, sendo que terá outro confronto direto na sexta, contra o Joinville.

Já o JEC pega o ABC hoje para fazer a tarefa de casa. Vencendo, vai a 57 e enfrenta o Avaí sem a obrigação de vencer, para depois receber o Bragantino. O tricolor de Hemerson Maria tem uma missão diferente, que é fazer o serviço em casa, contra ABC, Bragantino, Ponte Preta e Luverdense.

Na teoria até pode parecer fácil, mas tem que jogar muita bola.