quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

As armadilhas do catarinense

* Publicado no jornal Notícias do Dia de 11/12/2014
O Campeonato Catarinense só começa em fevereiro e já tem gente trabalhando. A metade dos clubes, os que não disputam o Brasileirão, está em atividade, com comissões técnicas formadas e jogadores se apresentando para os treinamentos. O objetivo é surpreender no novo regulamento, em que os clubes deram um jeitinho para correr menos risco de ficar de fora da briga pelo título. Eram quatro, agora serão seis classificados. Mesmo assim, quem bobear não se classifica. O Avaí do ano passado foi um exemplo: terminou a 1ª fase em 8º lugar e teve que jogar o Hexagonal da Morte, sem interesse do público, na sombra da turma que decidia as vagas na final. Nem com as novas regras se classificaria.
Há quem diga que o Catarinense não importa, que é apenas uma preparação para o Brasileiro. Conversa para boi dormir. Muitos profissionais já sentiram na pele a máxima que diz: "Estadual é para derrubar técnico." Não tem projeto que sobreviva à pressão dos torcedores vendo o seu time mal na disputa regional. Se perder clássico então, é indício de crise. Como os dirigentes, no calor da rivalidade, são muito passionais, a paciência é pouca.
Mesmo alterado para este ano, o regulamento do Estadual é muito ingrato, fazendo com que a classificação para a segunda fase se defina em apenas nove rodadas. Aí há o confronto de times que já estão treinando há mais tempo e vêm com preparo melhor, contra aqueles que estão saindo da pré-temporada e já têm que entrar com tudo, correndo risco de ficar fora da briga pelo título em menos de um mês. Tem que ficar esperto.
Ainda não
O movimento Transparência Alvinegra adiou o tão esperado anúncio do seu candidato, em oposição a Wilfredo Brillinger, alegando "inconsistências graves" encontradas no balanço do atual presidente. Faltando menos de uma semana para a assembleia eleitoral no Figueirense, fico curioso para saber quando esse candidato vai aparecer, se é que realmente concorrerá. Não se faz uma boa campanha em tão pouco tempo. Melhor para Brillinger, que trabalha firme para continuar no comando do clube e executar seu audacioso planejamento.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Nota do Movimento Transparência Alvinegra

Recebi nota do Movimento Transparência Alvinegra, de oposição ao atual presidente Wilfredo Brillinger. Reproduzo aqui no Blog:

Inconsistências de Wilfredo adiam apresentação do projeto do Movimento Transparência Alvinegra 

O Movimento Transparência Alvinegra comunica que, por inconsistências graves encontradas no balanço apresentado por Wilfredo Brillinger e inviabilidade de locação na data prevista, o evento de apresentação do nosso projeto e candidato foi adiado. Assim que remarcado, o MTA retorna com todas as informações.

Sobre o futuro do Figueirense e o projeto do atual presidente, segue nosso posicionamento oficial:

Clube de aluguel não!

Nós, do Movimento Transparência Alvinegra, acreditamos no Figueirense. Acreditamos na nossa capacidade de decidir o melhor para o clube que amamos. Acreditamos na transparência administrativa e financeira como a melhor forma de respeitar e valorizar a relação entre diretoria e torcida, nosso maior patrimônio. 

É possível, sim, ser competitivo, ganhar títulos, ter base forte, honrar contratos e recuperar a credibilidade perdida. É possível, sim, fazer tudo isso sem produzir dívidas impagáveis e com as receitas geradas tendo como destino exclusivo os cofres do próprio Figueirense, não contas particulares. 

É possível, sim, que tudo isso seja executado e decidido por nós, sócios e torcedores que amamos o Figueirense, sem esconder contratos nem decisões de ninguém. Não somos contra parcerias com empresários ou outros clubes. Somos contra deixar nosso futuro nas mãos de pessoas e interesses estranhos ao clube. Queremos alvinegros à frente dos processos, zelando acima de tudo pelos interesses do Figueirense. 

O Figueirense Futebol Clube não precisa de "canetas cheias" que só servem para assinar empréstimos. Não precisa de falsos grandes gestores que não são capazes de cuidar de simples processos trabalhistas. Não precisa de investidores aventureiros sem nenhuma relação com o clube tomando decisões em seu nome. Não precisa de dirigentes com discursos bem intencionados que da noite pro dia viram donos de jogadores da base, do nosso patrimônio. Não precisa que seus rumos sejam decididos nas sombras.


Nossos símbolos, nossas cores, nossa torcida e nosso patrimônio não estão à venda nem podem ser alugados. Eles são nossos e a decisão sobre eles deve ser nossa e de mais ninguém. Nós, torcedores fieis, não podemos ser confundidos com aventureiros. Os forasteiros não somos nós, são os que querem nos transformar em clube de aluguel, são os que querem ditar nosso futuro sem a participação e fiscalização do Conselho Deliberativo. Não podemos deixar isso acontecer. É nossa responsabilidade e missão com o Figueirense Futebol Clube.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

A decisiva semana alvinegra

* Publicado no Jornal Notícias do Dia de 09/12/14

Começa nesta terça-feira (9) o processo eleitoral no Figueirense, com a assembleia que elege os membros do Conselho Deliberativo. O presidente Wilfredo Brillinger mostrou os seus planos no caso de ser reconduzido ao poder. Ele propôs um modelo de gestão bem similar ao que o Criciúma tem hoje, mas sem indicar quem seriam os tais parceiros, alegando questões estratégicas. Argumentou ainda que o modelo dos clubes seria falho e que não tem como se sustentar no cenário atual.

Discordo desse ponto, até porque a Chapecoense está aí para desmentir. A pura e simples organização do conselho gestor do clube do Oeste serviu para que as contas fossem pagas e a estrutura fosse montada. Passado um ano do acesso à Série A, o Verdão é um time saneado e bem administrado, que entra mais forte na próxima temporada. Já a parceria de administração da empresa G.A. no Criciúma, com duração de dez anos, tem nome e sobrenome: o presidente Antenor Angeloni, que colocou dinheiro do seu bolso para salvar o clube que assumiu na Série C sob risco sério de quebrar de vez.

Existem vários pontos que precisam ser verificados com muita atenção, para que não haja risco de arrependimento depois. Já aconteceram casos em que parcerias deram certo. Mas, em muitos outros, deram errado. O movimento "Transparência Alvinegra", que aparece como uma voz de oposição forte na internet, ainda não veio para o enfrentamento cara a cara. Garantem que apresentarão o seu nome à presidência nesta quarta-feira, quando inicia a reta final até a escolha do presidente, no dia 16. Segundo um dos integrantes, aí vai começar a campanha para valer.

Por isso, diante do cenário apresentado por Brillinger, o processo que começa nesta terça-feira ganha uma importância ainda maior. Não vai ser uma mera eleição para um mandato determinado. A meta do atual presidente é virar o clube de ponta-cabeça e estabelecer um novo modelo, que durará um longo período. Se a oposição quer realmente apresentar um fato novo para dizer a que veio, tem que ser agora. Todos aqueles com direito a voto precisam se envolver diretamente em um momento tão decisivo da história do clube.

A semana promete ser quente.


domingo, 7 de dezembro de 2014

As lições que o quase-rebaixado Palmeiras deu

O Palmeiras se salvou do rebaixamento daquele jeito: 40 pontos (fato inédito para um time que escapou nos pontos corridos), a pior defesa do campeonato (59 gols) e um time horrível. Se salvou pela incompetência dos outros. Bahia e Vitória tropeçaram nas suas pernas, o Botafogo sentiu a crise financeira e o Criciúma se planejou mal no ano todo.

E ano que vem a Série B vai ser bem mais dura que esse ano, com essa turma forte que cai. Três deles entrarão com orçamento de Série A e a obrigação de voltar.

Volto aqui à questão do orçamento: o Palmeiras recebe uma das melhores cotas, beeeeem maior que a dos três catarinenses. Escapou pela ajuda do Santos, que foi profissional até o final e bateu o Vitória, deixando de lado a rivalidade. Sorte, muita sorte.

Existem casos de sucesso que servem como objetivo de estudo para algum tipo de melhora na situação de suas finanças ou empresas. O "case" Palmeiras é um exemplo de como não se faz. Dinheiro torrado de forma inconsequente, de um time que não aprendeu a lição da Série B e estava louquinho pra voltar.

A boa notícia é que parece que disso a turma aqui de Santa Catarina tá vacinada. Como o dinheiro é menor, o pessoal faz melhor as contas. As vezes eu penso que quando um time ganha um caminhão de dinheiro, os dirigentes acham que dá pra gastar a vontade.

E não adianta o Valdivia dizer que o time é uma vergonha e que a equipe é ruim. Jogar pra torcida nessa hora não cola em ninguém.