sábado, 26 de dezembro de 2015

Top 10 dos micos do futebol catarinense em 2015

Terminou um ano conturbado no futebol de Santa Catarina. Trapalhadas mil, muitas ações do tapetão e, claro, troféu de campeão roubado. No fim, deu pra separar os dez principais. Lista pronta, vamos lá.

Eis o tradicional Top 10 dos micos do futebol de Santa Catarina em 2015!

1 - Pepinão 2015: O número 1 da lista foi o mais fácil de todos. O campeonato bradado pelo presidente da FCF como "o melhor de todos os tempos" teve três times escalando jogador irregular, decisão acontecendo mesmo sabendo que poderia dar problema e, fechando com chave de ouro, a "taça" mais feia já entregue nesse Estado roubada da Toca do Coelho. A tampa de pepino sumiu, e não se sabe se está na casa de alguém ou repousando no fundo do rio Cachoeira. O final todos sabem: a volta olímpica (que eu e muitos outros narraram) não valeu em nada e o campeonato ficou sob júdice durante meses até a decisão do STJD. Culpa dividida entre o Joinville, que não deveria ter escalado André Krobel em um jogo que não valia absolutamente nada, e a FCF, que poderia ter adiado a decisão até que o tapetão resolvesse a questão. No fim das contas, o presidente nunca mais vai poder dizer que "todos os seus títulos foram decididos dentro de campo".


2 - Os irregulares: Nada menos que três times foram punidos pelo TJD no Estadual pela escalação irregular de jogadores. De dez times, três! Algo inconcebível no futebol profissional. JEC e Marcílio Dias caíram na regra do atleta que precisa ter contrato profissional aos 20 anos, mas o Avaí foi além: escalou Antônio Carlos sem contrato vigente! A entrevista coletiva do presidente avaiano foi de um total constrangimento, porque não havia absolutamente nada a fazer. E virou até perfil fake do "Paulo dos Contratos" no twitter.

3 - Não me conhece? Procura no Google: A entrevista mais cômica do esporte catarinense coube ao colega Emerson Luis, da RICTV Blumenau. Foi com essa frase que Leonardo ficou famoso após o seu show de humildade. Contratado pelo Metropolitano e anunciado pelo clube como de "currículo invejável"e "o jogador que colocou Van Persie no banco do Ajax" (detalhe: o holandês jogou no Feyenoord), foi apresentado com pompas no Sesi após a derrota para o Guarani. Perguntado pelo repórter, sobre a sua carreira, ele pediu que o pesquisasse no Google, como se todo mundo o conhecesse. Pra piorar, deu entrevista à ESPN dizendo que o Metrô não era do seu nível. Acabou não ficando por estar totalmente fora de forma. Número 3.

4 - Presidente do Avaí toma intimada da esposa, via Facebook: não bastasse o rebaixamento, o presidente avaiano poderia ter ficado sem essa. Sua esposa usou da rede social para exigir que ele deixasse o comando do clube, sob pena receber um "ai dele se não me escutar!!!". No fim das contas, ele teve que explicar a "prova de amor" da esposa e ganha lugar aqui na lista.






5 - O twitter maluco do JEC: após a vitória sobre o Figueirense, em outubro, alguém usou da conta do twitter do Joinville para disparar tudo que é tipo de provocação e gozação, que na sequência era deletado. Durante uma hora, todos se divertiram com o fato, que expôs a falta de cuidado do clube com as suas redes sociais, que declarou que a conta foi supostamente invadida. Eu mesmo tomei xingamento do então assessor de imprensa por ter criticado isso (e não reproduzirei aqui). Se tivesse mais cuidado, isso não aconteceria, né?



6 - Guindaste para transmitir som de torcida: talvez uma das ideias mais curiosas e sem noção já vistas no futebol nacional: punido com a perda do mando de campo, a partida do JEC contra o Palmeiras aconteceu com portões fechados. Alguma mente brilhante teve a ideia de transmitir o som da torcida para o estádio através de um guindaste colocado do lado de fora do estádio. Tava na cara que a ideia não ia colar: o delegado do jogo mandou suspender a iniciativa, que iria fazer o som da torcida chegar no estádio com 5 ou 6 segundos de diferença. E o clube pagou o aluguel de guindaste, que não é barato, pra nada.



7 - Blumenau Esporte Clube: o maior exemplo de desorganização do futebol catarinense em décadas. O time colocou jogadores irregulares na segundona em quase todas as partidas. E não eram um ou dois não. Eram nove, dez, quatorze jogadores sem registro entrando em campo. O TJD sacou os pontos e condenou o clube, que teve que pagar multas. Ah, tem mais uma coisa: mesmo condenado ao rebaixamento com tanta bagunça, houve um senhor disposto a assumir a presidência do clube no meio do caminho. Não deu em nada, e o BEC teve mais uma vez seu nome achincalhado.



8 - Dagoberto, contratado pelo Whatsapp: Amigo jornalista deu o furo numa bela manhã, colocando nas redes sociais uma suposta conversa do então atacante do Vasco com Carlos Arini, e ainda bancando como verdadeira a contratação dele pelo Avaí. Não adiantou apagar. Virou alvo de gozação e fica entre os dez do ranking ao fim do ano. E não foi obra do @migueldebate.













9) Demissão pelo sistema de som: Essa aconteceu na querida Ibirama, onde o time do Atlético não fez boa temporada e dependeu de um empate amigo com o Avaí para permanecer na primeira divisão.  No final do ano, acabou desistindo do campeonato e fechando as portas, para talvez nunca mais voltar. No dia 25 de fevereiro, o time recebia em casa o Metropolitano e, em mais uma terrível atuação acabou perdendo por 3 a 1. O jogo estava na reta final quando algo inédito aconteceu: pelo sistema de som do estádio veio o recado: "Atenção gerente de futebol (Giovane Nunes), favor comparecer na sala da presidência". Não precisava falar mais nada. Era o presidente chamando o gerente para demitir o técnico Silvio Criciúma, que ouviu tudo na beira do gramado.

10 - Coletes fedorentos para a imprensa:  Nesse ano, a FCF arrumou duas cotas de patrocínio com a TIM e a Multisom e obrigou os repórteres de campo a usarem um colete verde e vermelho que causava sufoco aos mais gordinhos. Só que, apesar da Federação faturar um com essa iniciativa, faltou gastar com a lavação dos coletes. Pessoal da imprensa que foi transmitir Inter de Lages x Figueirense sofreu: a rodada anterior aconteceu debaixo de chuva, e os coletes foram guardados com muito carinho, sem um amaciante sequer. Chegou o domingo e a turma da reportagem sofreu com o mau cheiro. E se tentassem tirar o dito cujo, tinham que se retirar de campo.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

O Ranking "BdR" do Futebol Catarinense em 2015

Com o ano terminando, o Blog traz dois dos seus tradicionais posts: além dos micos do ano, que serão divulgados na próxima semana, é a vez do nosso ranking.

O Blog do Rodrigo apresenta o seu ranking de clubes pelo sétimo ano consecutivo. O Ranking "Blog do Rodrigo do Futebol Catarinense 2015" traz, com base nos resultados de cada clube na temporada, a classificação dos melhores do Estado.

Tem uma diferença básica para o ranking da CBF, que conta apenas competições nacionais, enquanto este também conta o Estadual e eventuais participações em competições internacionais. Este exercício serve para ver o andamento dos clubes dentro do cenário doméstico, somando suas atuações a nível nacional e internacional com o torneio do primeiro semestre. Também mostra todos os times que estão em atividade em Santa Catarina ou estiveram até 2013 em qualquer divisão.

Quem não passou pelo Blog antes, o ranqueamento do ano passado está aqui, e os critérios de cálculo estão no post anterior a este.

 Cálculos feitos, vamos à classificação. Algumas explicações vão junto, e em parênteses vão a pontuação e a colocação no ano anterior. Casas decimais definiram as mudanças na classificação. O sexto lugar, por exemplo, está a apenas 0,08 ponto do oitavo colocado. Um ponto no Estadual fez a diferença.


RANKING "BLOG DO RODRIGO" DO FUTEBOL CATARINENSE 2015

1) Chapecoense: 46,59 pontos (2014: 2o. com 43,27): A Chapecoense ficou atrás do Figueira no ano passado por apenas 0,04 ponto, o que transformaria a disputa neste ano em algo ponto a ponto. Embora tenha feito 7 pontos a menos que o Figueira (e dois jogos a menos) no último Estadual, pesou a favor os quatro pontos a mais na Série A, que tem peso maior, somando a boa participação na Copa Sul-americana (nove pontos em seis partidas). Abriu pouco mais de um ponto do alvinegro da capital, mas pode voltar a cair caso faça uma má temporada em 2016.

2) Figueirense: 45,16 pontos (2014: 1o. com 43,31): Campeão catarinense com 42 pontos conquistados em 21 jogos, o Figueira acaba perdendo a primeira colocação após uma campanha bem parecida com a da Chape. Pesaram contra a campanha na Série A e a participação do Verdão na Sul-americana, que tem peso maior por ser competição internacional. A boa campanha na Copa do Brasil (15 pontos em 10 jogos) colaborou para acirrar a disputa pela liderança.

3) Avaí : 38,26 pontos (2014: 5o. com 39,69): O Avaí chega ao fim de 2015 com pontuação menor que no ano anterior, mas ganha duas posições graças aos tropeços dos adversários: o JEC, além de perder quatro pontos no Estadual, fez campanha pífia no segundo semestre. A diferença é pequena, mas o Leão subiu duas posições empurrado por Tigre e Joinville. E olha que a pobríssima campanha no Estadual era sinal de derrocada no ranking.

4) Joinville: 38,11 pontos (2014: 3o. com 42,68): Líder em 2013, o JEC caiu para terceiro em 2014 e, por 0,15 ponto, é quarto em 2015. Os números falam por si: perdeu quatro pontos por escalação irregular no Estadual, fez três pontos na Copa do Brasil, zero na sul-americana e apenas 31 na Série A. Perdeu quatro pontos de um ano para outro. Seguraria o terceiro lugar caso não tivesse perdido o título no tapetão ou tropeçado tanto no segundo semestre.

5) Criciúma: 36,07 pontos (2014: 4o. com 40,10): O Tigre perdeu quatro pontos na sua média, graças a pobre campanha na Série B, que tem peso menor. O Estadual não foi nenhuma maravilha (classificou mas foi figurante no hexagonal, conquistando 18 pontos em 19 partidas), e cai para a quinta colocação, a última entre os chamados grandes. Uma campanha de acesso pode colocá-lo em situação de subida na tabela.

6) Internacional de Lages: 24,25 pontos (2014: 9o. com 21,99): Por exato 0,04 ponto, o Inter de Lages é a nova sexta força do futebol catarinense no ranking. A excelente campanha no Estadual (fez quatro pontos a mais que o Metropolitano, que fez apenas um ponto a mais na Série D) foram suficientes para esse quase empate técnico. Chegam praticamente iguais em 2016.

7) Metropolitano:  24,21 pontos (2014: 6o. com 27,49): Mais uma vez, o Metrô diminui sua média anual. Mesmo classificando para o hexagonal do estadual, não fez mais que cinco pontos na fase decisiva. Não passou para a segunda fase na Série D e viu cair os pontos de 2012 e perder o peso da excelente campanha de 2013, quando bateu na trave no Brasileirão. A diferença é muito pequena para o Inter, que teve campanha melhor no Catarinense.

8) Brusque: 24,17 pontos 
(2014: 10o. com 21,45): O Brusque ganha três pontos de média depois da avassaladora campanha na Série B do Estadual, onde perdeu apenas um jogo e conquistou 39 pontos nas 18 partidas da fase de classificação, além de duas vitórias nas finais. Subiu duas posições e terá a chance de subir ainda mais em 2016. Mas se acabar rebaixado de novo, tem a tendência de despencar, já que há uma diferença muito pequena nessa região do ranking.

9) Atlético Tubarão: 21,82 pontos (2014: 12o. com 19,26): 
O Tubarão vive batendo na trave na segundona. Sempre faz boas campanhas mas acaba escorregando no final. Por isso que sempre aparece bem no ranking, já que é um bom pontuador na Série B. Fez exatamente o mesmo número de pontos na temporada que o Camboriú, que acabou subindo. A diferença veio no saldo de gols.

10) Guarani de Palhoça: 21,29 pontos (2014: 11o. com 21,09): O Guarani ganhou apenas 0,2 ponto na sua média, já que fez campanha pobre no Estadual e acabou rebaixado. Ganhou de presente um bilhete para jogar a primeira divisão novamente, e terá a chance de aumentar a média ou até se manter nessa região.

11) Camboriú: 21,16 pontos (2014: 14o. com 17,54): O Cambura volta a passar os vinte pontos de média depois de temporadas não muito convincentes. A boa pontuação na Série B (36 pontos em 18 partidas) colocou o time em 12o. Poderia até subir mais, mas acabou derrotado nos dois jogos finais do campeonato da Série B pelo Brusque.

12) Atlético de Ibirama: 19,29 pontos (2014: 7o. com 22,74): O Atlético segue caindo no ranking, já que fez péssima campanha no Estadual, se segurando no quadrangular do rebaixamento. E como acabou se licenciando, irá cair no próximo ano até desaparecer por completo da lista. A não ser que resolva voltar na terceira divisão, com peso muito menor.

A seguir, o restante da classificação:

13) Concórdia: 17,80 pontos (2014: 13o. com 18,70)
14) Marcílio Dias: 16,54 pontos (2014: 8o. com 22,06)
15) Juventus / Jaraguá do Sul: 16,29 pontos (2014: 15o. com 17,23)
16) Juventus / Seara: 15,87 pontos (2014: 22o. com 10,29)
17) Barra: 15,32 pontos (2014: 26o. com 6,08)
18) Jaraguá: 14,62 pontos (2014: 16o. com 14,98)
19) Hercílio Luz: 14,18 pontos (2014: 19o. com 12,68)
20) Porto: 9,95 pontos (2014: 21o. com 11,53)
21) Fluminense / Joinville 9,73 pontos (2014: 27o. com 5,83)
22) Navegantes / Litoral: 8,70 pontos (2014: 30o. com 3,61)
23) Blumenau: 8,28 pontos (2014: 17o. com 13,63)
24) Curitibanos: 7,58 pontos (2014: 23o. com 8,45)
25) Operário de Mafra: 6,32 pontos (2014: NR)
26) Santa Catarina: 5,85 pontos (2014: NR)
27) Caçador / Caçadorense: 5,79 pontos (2014: 18o. com 13,60)
28) Canoinhas: 5,30 pontos (2014: 20o. com 11,55)
29) Oeste: 3,76 pontos (2014: 24o. com 7,61)
30) Pinheiros: 2,19 pontos (2014: 28o. com 4,38)
31) Maga: 1,84 ponto (2014: 31o. com 1,65)

Deixam o Ranking: Imbituba e XV de Outubro

* Para efeitos de ranking, Caçador e Caçadorense (apenas troca de nome) e Navegantes  e Litoral (clube foi comprado, mas não mudou nome perante a FCF) são considerados o mesmo clube.

domingo, 20 de dezembro de 2015

Vem aí o "Ranking BdR" 2015

O ano de 2015 está terminando, e pela sétima vez o Blog está já fazendo os cálculos para a divulgação do Ranking "BdR" do Futebol Catarinense 2015, onde são analisados apenas os resultados em campo das equipes, dando peso maior àquelas competições mais importantes. A nova classificação será divulgada nos próximos dias. Aqui neste link está o Ranking do Ano passado.


Os critérios para definição do ranking, assim como no ano passado, são os seguintes:

Serão considerados os resultados dos clubes nas últimas TRÊS temporadas (2013, 2014 e 2015). Os pontos conquistados por cada equipe serão considerados, e não os títulos.

O cálculo para se chegar aos pontos ganhos em cada jogo é feito da seguinte forma:

Para jogos de campeonatos estaduais, pega-se os pontos ganhos no jogo (1 ou 3) x 1 x (valor do campeonato)

Campeonato Catarinense Divisão Principal (Série A)- 10
Campeonato Catarinense Divisão Especial (Série B)- 6
Campeonato Catarinense Divisão de Acesso (Série C)- 4
Copa Santa Catarina (e no caso do Estadual 2014, o Hexagonal da Morte) - 8

Para jogos de campeonatos nacionais, pega-se os pontos ganhos no jogo (1 ou 3) x 2 x (valor do campeonato)

Campeonato Brasileiro Série A - 10
Campeonato Brasileiro Série B - 7
Campeonato Brasileiro Série C - 6
Campeonato Brasileiro Série D - 4
Copa do Brasil - 8
Recopa Sul-Brasileira - 5

Para jogos de campeonatos internacionais, pega-se os pontos ganhos no jogo (1 ou 3) x 3 x (valor do campeonato)
Mundial de Clubes - 10
Taça Libertadores - 8
Copa Sul-Americana - 7
Recopa Sul-Americana - 5

(importante notar: Catarinense tem peso 1, Brasileiro 2 e Internacionais 3)

Para a pontuação geral, soma-se os pontos de todos os jogos nos últimos 36 meses (2013 + 2014 + 2015) e se divide pelo número de jogos disputados a cada ano, aplicando-se a desvalorização do ano anterior. Os pontos serão a soma das médias dos três anos.

O Ranking também usará o critério FIFA de desvalorização. Ou seja: os pontos conquistados na penúltima temporada serão multiplicados por 0,7. Traduzindo: os resultados de 2015 levam peso 1, os de 2014, vale 70%, e os de 2013 valem metade de 2011.

Obs.: 1) No caso de empate entre dois ou mais clubes, a ordem apresentada no Ranking é meramente alfabética, não sendo levados em conta os campeonatos disputados pelas agremiações.

2) Para efeito de "punição estatística" e equiparação aos clubes que disputaram mais de um torneio no ano, clubes da primeira divisão que só jogaram o Estadual, sem disputar outra competição, seja nacional ou a Copa Santa Catarina, terá computado zero ponto em uma partida na segunda competição.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

A menos de dois meses do campeonato, sai Ibirama, entra Guarani

A desistência do Atlético de Ibirama pela segunda vez mostra aquele lado sombrio do futebol catarinense, onde nem tudo são flores fora das séries A e B.

Uma irreponsabilidade sem tamanho. O time vai, participa da reunião, decide sobre o campeonato, sai na tabela e resolve cair fora, jogando a bomba em outro clube, que vai ter que se virar para montar time, arrumar o estádio e achar dinheiro.

Na minha opinião, a FCF errou. Deveria ter subido o Tubarão, e eu explico o porque. Quando aconteceu aquele problema com a Chapecoense em 2010, o campeonato não havia encerrado. A licença do Ibirama veio antes da decisão e, alegando isso, a FCF jogou o Atlético para a lanterna e segurou a Chape na primeira divisão. No mesmo ano, o Próspera desistiu de participar da segunda divisão. A Federação chamou o Guarani, vice-campeão da terceira do ano anterior. Que coincidência.

Em 2014, outro caso semelhante na segundona. Alegando falta de recursos, o Imbituba anunciou desistência. A FCF, então, chamou o Blumenau, vice da terceira do ano anterior. Como se vê, o pessoal lá mudou de ideia.

Enfim, será o Guarani e está decidido. Terá que correr contra o tempo para se preparar para o campeonato. Sinceramente, não sei se esse acesso relâmpago é tão bom negócio assim. Penso que não foi tão ruim para o Tubarão, que perde um concorrente forte na segundona (deverá subir o novato NEC Litoral, de Itajaí) e poderá se planejar tranquilamente para subir em boa condição em 2017, onde entra como um dos favoritos.

Essas coisas que eu não consigo entender. Os clubes possuem uma associação, onde deveriam resolver todas as questões inerentes ao campeonato e até buscar estabelecer padrões de qualidade. Não se acertam e aí acontece uma coisa dessas que, mais uma vez, vai pro noticiário nacional para manchar o coitado do campeonato estadual, que foi decidido no segundo semestre depois de uma novela no tribunal.

Agora, espero que o Atlético de Ibirama seja severamente punido pelo que fez. Pela segunda vez, resolve bagunçar o campeonato.



A carta do Delfim

Como em uma campanha política, o presidente da FCF soltou uma carta à imprensa ontem bradando aos quatro ventos que é a solução para o futebol nacional. Falou em formalizar a Liga, não fixar o seu próprio salário, enfim.... vendeu a sua proposta.

Aqui temos uma briga de pessoas que se eternizam no comando do futebol e não dão brechas pra outras pessoas. Delfim, e quem é catarinense sabe, não representa solução nem modernidade. Está brigado com Del Nero, ajudou a formalizar a Primeira Liga (que pode nem sair no ano que vem) e, na condição de dissidente, faz o discurso da mudança, coisa que não praticou nas três décadas à frente da Federação Catarinense. Tudo o que o Estado construiu nesses anos é mérito dos clubes, esses sim guerreiros que lidam com as dificuldades para serem grandes no futebol nacional.

Mas, mesmo assim, quero que ele assuma a CBF. Aí ele terá que renunciar ao comando da FCF e assumirá um homem ligado aos clubes, que é Rubens Angelotti, por um bom tempo braço-direito de Antenor Angeloni no Criciúma. Foi indicado pelos clubes, e é a chance de fazer a Federação funcionar fazendo uma grande mudança por lá. Quem sabe, constituindo uma Liga Catarinense para gerir o produto local.

Por outro lado, o clubes do Brasil tem mais uma oportunidade de mostrar quem manda, apesar de que o indicativo é de subordinação. Ontem, os clubes paulistas já soltaram o discurso de apoio a Del Nero, o que dá sinal que eles não vão se rebelar.

E o futebol vai seguir do mesmo jeito.

Com essa composição atual do futebol nacional, não vai mudar absolutamente nada.


segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Festa de um, tristeza de outro

* Publicado no "Notícias do Dia" de 07/12/2015

Coube a Marcão, o talismã, sair do banco de reservas para fazer o gol que manteve o Figueirense na Série A. Teve festa, mas não é um gol de título. O time passou raspando, teve muitos problemas durante o campeonato e uma escolha equivocada de treinador depois da saída de Argel. Tudo ficou para a última rodada. O alvinegro teve dificuldades, mas fez a sua parte contra um Fluminense misto, mas que não amoleceu a partida.

Contou com o insucesso do Avaí, que não mostrou em São Paulo nada muito diferente das últimas partidas. Chegou a estar na frente, mas esbarrou na maior qualidade do adversário. Acabou rebaixado nos pontos desperdiçados pelo caminho. 2016 promete ser um ano muito duro para o Leão, já que o orçamento é bem menor na Série B e o clube tem as sérias dificuldades financeiras. Fosse no meio do campeonato, o empate em Itaquera seria até bom. Mas pela circustância da rodada final do campeonato, acabou sendo fatal.

O torcedor alvinegro festeja a manutenção na elite e a desgraça do rival, mas amanhã a vida continua e as dificuldades continuarão grandes, como desabafou o presidente Wilfredo Brillinger diante das dificuldades financeiras. Ficam as lições para a próxima temporada. O Figueira terá que mostrar competência para fazer melhores escolhas dentro do seu orçamento, agora como único representante do futebol de Florianópolis na elite. Já o Avaí deverá usar de muita sabedoria nesse momento complicado nos seus bastidores para reconstruir o seu caminho.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Férias

O blogueiro está em férias, e retorna no dia 7.

domingo, 22 de novembro de 2015

Figueira e Avai tiveram atuações pífias. JEC teve um triste capítulo com o rebaixamento consumado

Se no meio de semana a rodada foi altamente favorável para a dupla da capital, o mesmo não dá pra dizer do domingo, onde o Figueira empatou com uma Chapecoense em férias, o Avaí tomou um banho de bola do Fluminense e o Joinville oficializou o que já era certo, sendo rebaixado com total merecimento após sua 19a. derrota no campeonato.

Assessoria JEC
JEC que entrou em campo contra o Vasco com aquele velho discurso de "jogar com dignidade", uma das máximas mais furadas do futebol. Depois da derrota para o Avaí e o iminente rebaixamento, o time entrou em campo sem interesse, apenas para cumprir tabela. Tomou 2 a 0 no começo do jogo sem esboçar reação. Conseguiu uma pequena reação quando o time vascaíno morreu fisicamente. Nada de novo. Mesmo time ruim, com um que de falta de vontade. Não teve entregada não, faltou qualidade mesmo. Para piorar o que já estava ruim, vieram as desculpas pós-jogo. O presidente Nereu Martinelli foi infeliz ao criticar torcida e empresariado local, e o técnico PC Gusmão voltou a dar desculpas. Já passou da hora de iniciar a limpa e planejar o ano que vem, com um retorno, agora certo, para a Série B.

A vitória do Vasco e do Coritiba mudou a guerra contra o rebaixamento. O Goiás já perdeu muito terreno e deve ser o segundo a voltar para a Série B. Restam duas vagas para quatro times, com o Coxa e o Figueirense a dois pontos do Avaí e três do Vasco.

Assessoria Figueirense FC
O Figueirense não jogou absolutamente nada contra a Chapecoense, que entrou em campo mais preocupada com as férias, já que a sua missão já estava cumprida. O alvinegro não teve competência para aproveitar a displiscência do adversário, e poderia ter ficado a uma vitória da permanência. Agora, irá pegar um São Paulo mordido no Morumbi para depois decidir tudo em casa contra o Fluminense.

E não espere moleza, já que o tricolor carioca jogou "à vera" com o Avaí, que entrou em campo para não perder e acabou facilmente envolvido. Raul Cabral não conseguiu dar nenhuma novidade ao time (que venceu o JEC naquela circunstância que já falamos). Pior: muito provavelmente, em cima dos números, não bastará ao Leão apenas vencer a Ponte Preta no sábado que vem. O time terá que buscar resultado em Itaquera na festa de encerramento de ano do Corinthians, onde o time reserva meteu seis no São Paulo. Não é preciso falar muita coisa. Vai precisar de competência em casa e sorte para não cair.

Na próxima rodada, Vasco e Coritiba enfrentam Santos e Palmeiras, que escalarão times reservas por causa da final da Copa do Brasil. Como joga em casa, o time vascaíno tem chance maior de vitória, indo a 40 pontos e deixando tudo aberto para a última rodada.

Nessa hora, você começa a considerar aqueles pontos perdidos em todo o campeonato. Estão fazendo uma falta danada num momento desses.






sábado, 21 de novembro de 2015

Fórmula do estadual: fácil de entender e bom para todos

Assessoria FCF
Nem parece verdade, mas a fórmula do campeonato catarinense 2016 é simples, e agrada aqueles que querem uma final.

Sou fã dos pontos corridos, mas nesse caso, com dez times, acho que cabe a final. No Brasileirão tem disputa por G4, Sul-americana, 4 vagas de rebaixamento. Aqui é um campeão e dois rebaixados. Quem não for pra Copa do Brasil pode acabar entrando via ranking.

O regulamento é simples e já foi usado em 2007 e 2008, quando o campeonato tinha doze clubes. Foi observada a possibilidade de título para o campeão dos dois turnos, o que é mais do que justo. Os clubes pequenos ganham calendário, os grandes não terão a exigência de dar tudo de si em nove datas para escapar do quadrangular da morte e a final acontecerá com os ganhadores de cada etapa. Há uma segunda chance no returno para quem teve problemas na arrancada.

Só fica a dúvida se haverá uma ou duas finais, por causa das datas no calendário. Mas dá pra encaixar, até porque a primeira fase da Copa do Brasil usa mais que dois meios de semana.

Eu gostei da escolha e ainda vou além: o formato estimula o produto campeonato, desde que bem utilizado. Tá certo que o catarinense entra no novo ano manchado com a novela do tapetão e a taça roubada. Mas se for feito um bom trabalho de imagem e, principalmente, a valorização disso tudo, dá pra transformar isso em algo rentável. Se bem que os valores arrecadados pelas negociações ultimamente alcançaram valores ridículos.

Enfim, o turno e returno é beem melhor que a fórmula dos últimos dois anos. Para todo mundo.


quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Quando ninguém esperava, Avaí vence e manda o JEC de vez para a Série B

Jamira Furlani / Avaí FC
Acompanhando as estatísticas de Avaí x Joinville, notei que, aos 30 minutos do segundo tempo, o tricolor tinha 70% de posse de bola. Mandou no segundo tempo, via o adversário correr atrás. Como o futebol tem das suas coisas, a incompetência foi punida com uma jogada avaiana pela direita que acabou no gol de Everton Silva. Vitória importante do Leão que se mantém fora do Z4, assim como o Figueirense, que contou com a ajuda do péssimo árbitro Francisco Carlos Nascimento para bater o bom time da Ponte e também conquistar três pontos importantes.

A partida traz reflexos. No Joinville, não se viu nada muito diferente, por exemplo, dos jogos fora de casa contra Inter e Ponte, só pra citar dois. Mesmo com os adversários dando espaços e chances, o ataque era tão incompetente que acabava deixando o outro time acreditar e conseguir o gol sempre em jogadas pela direita do ataque. E por onde saiu o gol do Avaí? Erros de marcação a parte o tricolor, que contratou um caminhão de atacantes, nunca se encontrou na frente. O rebaixamento, agora consumado, não prolonga o sofrimento do torcedor, que ainda se agarrava nas muitas possibilidades dadas pelos adversários. A hora é de ver onde o clube errou (bastante coisa) e seguir em frente em uma temporada que teve título catarinense perdido num erro de registro, uma Copa do Brasil e Sul-americana pífias e, agora, um rebaixamento mais do que merecido.

Passando para o lado do Avaí, não é necessário dizer que a vitória é importante sim, mas engana quem não viu o jogo. O time teve um lampejo no primeiro tempo, fez o primeiro gol, poderia ter feito o segundo não fosse um impedimento mal marcado. Passou isso, e foi só. O segundo tempo foi de um time atacando e outro correndo atrás. Veio o gol da vitória que deve ser comemorada, mas em um jogo que precisa ser lembrado como sendo de um futebol fraquíssimo.

Tem que ver o que o Vasco vai aprontar contra o Coritnthians. Mas caso o campeão brasileiro vença, a disputa contra o descenso vira de três times para apenas uma vaga, hoje do Coritiba, que bateu o Goiás fora de casa. Há boas possibilidades sim, mas é necessário jogar muito mais bola.




quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Brasil venceu em cima dos talentos individuais

Rafael Ribeiro / CBF
A seleção do Dunga venceu o Peru sem brilhantismo. Serviu para se manter no grupo de classificação e prorrogar a esperança de dias melhores para o time nas próximas rodadas, em 2016.

Veja bem: o Brasil não é um time. Enfrentou o Peru, que é um time. Limitado tecnicamente, mas é um time que, diga-se de passagem, ficou bem a frente na última Copa América. Ricardo Gareca errou na armação do time peruano, montando duas linhas de quatro, algo bem diferente da vitória sobre o Paraguai. Aceitou a pressão.

E como a seleção venceu? Com seus talentos individuais. Willian e Douglas Costa jogaram uma bola redondinha e abriram o caminho para a vitória.  A torcida baiana, que historicamente não é tão crítica quanto a do sul, foi embora feliz e extasiada.

Eu não vi nada de mais. Poucas linhas de passe, falhas de posicionamento, enfim, faltou um melhor espírito de coletividade.

Vem aí o Uruguai, que terá a volta de Suárez, e o Paraguai, que já foi um time perigoso e que atravessa a pior fase da sua história. Aguardemos novidades.



terça-feira, 17 de novembro de 2015

Os pontos corridos no Estadual

Os clubes decidiram pela fórmula de pontos corridos no próximo campeonato catarinense, o que eu entendo ser uma escolha corajosa, mas que tem suas vantagens. É um tipo de campeonato fácil do torcedor entender, com garantia de número de jogos para todos.

Pode ser que tenha final, se a FCF der um jeito com a CBF para arrumar mais uma data que faça possível a realização das decisões. Espero que, para o ano que vem, os clubes não se esqueçam de colocar no regulamento a possibilidade de título direto para quem levar os dois turnos, para evitar a piada nacional que aconteceu no passado.

O cenário mais provável é o de turno e returno sem decisão, igual ao campeonato brasileiro. É necessário avaliar os prós e contras. Por um lado, o time mais regular será premiado com o título e os piores acabarão rebaixados. Em outro aspecto, há a possibilidade de partidas serem esvaziadas no segundo turno caso os times já não tenham mais chances. De repente, um time que joga a Copa do Brasil pode botar um reservão no Estadual, e aí o público será pequeno.

É uma análise um pouco diferente do Brasileiro, onde tem vagas da Libertadores e sul-americana em disputa, o que vale muito, e quatro rebaixamentos. Aqui teremos um campeão, dois rebaixados, e vagas na Copa do Brasil, que não são tão obrigatórias assim já que os clubes das séries A e B tem a saída do ranking caso não consigam a vaga pelo catarinense. Para Brusque, Camboriú, Inter, Metropolitano e Ibirama, é prato cheio.


sábado, 14 de novembro de 2015

Brasil achou o empate em Núñez. Para ser um time falta muito

Rafael Ribeiro / CBF
A Argentina dominou o primeiro tempo e vencia o jogo com a máxima justiça. O time do Brasil tentou se organizar minimamente e conseguiu um gol fruto de um passe estranho de Daniel Alves (daqueles que tem 90% de chance de dar errado) e o rebote de Lucas Lima.

Pior para os argentinos, claro. Não venceram ainda nas eliminatórias e terão pedreita na Colômbia na próxima rodada. Mas pelo menos, ele são um time. Jogaram como um time. O Brasil não é time, e vai levar um longo tempo para se transformar em um. Neymar não apareceu, e como era até esperado, o time sumiu. Douglas Costa deu um pouco de brilho e participou do lance do gol.

O time pode e deve jogar mais, até para não correr riscos de uma classificação certa. Vencendo o Peru, não vai haver desespero na tabela.

Mas definitivamente, e sem julgar se a geração é boa ou ruim (esse debate será eterno), não temos um time. Coisa que a Argentina tem há tempos.




sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Metropolitano vai de Jaraguá e, surpresa, Paulo Pelaipe

O Metropolitano acertou com o Juventus uma parceria para mandar seus jogos no Estadual no João Marcatto, em Jaraguá. O estádio lá está legal. Passou por umas reformas esse ano para a segundona e só precisa de uma manutenção no gramado. De resto está OK. Pesa contra, claro, a distância para o torcedor ir pra lá, seja por Massaranduba ou Pomerode. Mas é o que o clube pôde fazer, depois de tomar uma rasteira do Sesi que, segundo matéria publicada hoje no UOL, recebeu R$ 1,4 milhão do governo federal para uma obra que não tem garantia de ficar pronta até as Olimpíadas, e sem nenhuma delegação ter mostrado interesse em fazer seus treinamentos por lá.

O Metrô não teve um bom ano no campo e sofreu com problemas financeiros. Na contramão disso, anunciou a contratação do executivo Paulo Pelaipe, ex-Grêmio e que, não faz muito tempo, estava no Flamengo.

Não entendi muito essa conta, até porque o clube não nada em rios de dinheiro. Será interessante acompanhar esse trabalho de um dirigente de padrão série A em um clube de orçamento bem limitado e bem longe da realidade que ele trabalhou.



quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Saída de Kleina, o "fato novo" do Avaí a quatro rodadas do final

André Palma Ribeiro / Notícias do Dia
Gilson Kleina teve sua saída confirmada do Avaí com doze pontos ainda a serem disputados na Série A.

Em linhas rápidas, ele perdeu a mão na montagem do time há algum tempo, encontrando soluções mas sem dar continuidade a elas nos jogos seguintes. Perdeu o prazo de validade. Claro que o time não está na posição de ameaça só por causa dele. Há um componente importante chamado limitação do grupo, que precisa de Marquinhos para ter um diferencial. Como ele não está inteiro, o time inteiro sente.

Penso que, se a diretoria quisesse trocá-lo, teria que ter feito antes, talvez depois da derrota para o Palmeiras. Tinha a questão da multa. Houve, também, o interesse da Ponte Preta. O presidente bancou e mandou ficar.

Tarde demais? Só o resultado final vai dar a resposta. Pressionado contra a parede por torcida, imprensa local e porque não dizer pelo caixa, já que estourou o problema de salários atrasados, a diretoria avaiana apelou pra velha tática do fato novo, que nem é tão novo assim, já que Raul Cabral, funcionário da casa, vai assumir o time respaldado pelo elenco. Aí que vem o ponto principal: se o plantel colaborou para a troca de comando técnico, vai ter que dar a resposta em campo.

Kleina teve suas falhas, mas também paga por um elenco que não tem o calibre de uma Série A. Só alguns jogadores não resolvem. A troca de treinador em um momento tão decisivo (e com um confronto direto contra o JEC pela frente) é um risco assumido. Pior que está não tem como ficar. Se der certo, ótimo para o Avaí.


domingo, 8 de novembro de 2015

Figueira e JEC perderam mais uma oportunidade. Vasco se aproxima e põe mais drama na briga contra o rebaixamento

Luiz Henrique / Figueirense FC
E segue a novela daquela briga ingrata contra o rebaixamento, onde todo mundo patina e, com o final chegando, aumenta a dramaticidade da disputa nestas quatro rodadas finais.

O Figueirense acabou parando em Victor e foi punido por isso, tomando uma dolorida derrota no finalzinho. Faltou calma e pontaria, já que o time enfrentava um adversário desesperado para vencer e adiar a festa do título do Corinthians. Quando a chance apareceu, ela não foi aproveitada. Aí, faltou atenção na recomposição da defesa. Dátolo aproveitou a bagunça na área para marcar o gol.

Se tivesse vencido, o alvinegro abriria cinco confortáveis pontos do primeiro time do Z4. Agora está a apenas dois, com o Vasco vencendo mais uma, e uma pedreira fora de casa contra o bom time da Ponte Preta. Considerando que também há um confronto direto de Goiás e Coritiba, uma nova derrota pode custar a perda de uma posição ou até de duas, já que o Avaí vai receber o Joinville na Ressacada.

Assessoria JEC
O JEC poderia encostar nessa briga aí. A lama na Arena Joinville não pode servir de desculpa, já que o ataque tricolor falta em qualidade já há um bom tempo. Agenor segurou as pontas lá atrás, mas faltou articular mais, jogar mais a bola na área e mostrar uma entrega semelhante àquela da Chapecoense ontem contra o Fluminense. Agora, com 31 pontos, o tricolor vai à Ressacada para tentar se aproximar do Avaí, em uma partida sem favorito por causa do fraco futebol de ambos. É a partida que pode selar o rebaixamento, já que uma derrota colocaria o time de PC Gusmão a sete pontos do Leão. Aí pode ensacar a viola.

Uma coisa pode ser dita: o Joinville teve todas as chances possíveis de sair do Z4 mesmo após o fim da era Adilson Batista. O time não aproveitou e está vendo a Série B mais próxima.


Feliz 2016, Chapecoense

Assessoria ACF
Nervos no lugar, aplicação e confiança no seu potencial. Esse foi o tripé que comandou a arrancada final da Chapecoense que garantiu a permanência na Série A. E o jogo contra o Fluminense foi bem um reflexo disso. Contra um time pressionado e campo molhado, o Verdão saiu atrás, conseguiu o empate num belo cruzamento de três dedos de Maranhão, virou, tomou o empate e conseguiu a virada numa jogada de qualidade.

A Chape já pode planejar 2016, com uma temporada que teve uma atuação regular no Estadual, participação histórica na Sul-americana e um Brasileirão que teve um início sensacional, com uma queda que causou preocupação, até a reorganização da casa com Guto Ferreira. Missão cumprida e final de ano tranquilo.

Agora vem aí todo aquele processo de remontagem. Muita gente vai embora e, mais uma vez, o bom faro da diretoria será desafiado. Agora, com muito mais experiência.

Nervoso é apelido

Iniciei esse texto com nervos no lugar, algo que falta e muito para o Avaí. Muitos times, quando sentem a água entrando na casa quando chega o final do campeonato, perde o senso de orientação. O Atlético-PR foi pra cima de uma confusão vestida de azul e branco. A pior defesa do campeonato apareceu com tudo, facilitando o trabalho de Walter, que fez o que quis.

O Z4 só vai mudar se o Goiás vencer ou empatar com o Flamengo no Maracanã. Mas o Avaí não mostra reação neste momento crucial.

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Mais uma vez: como é difícil fazer futebol em Blumenau

Portões trancados do Sesi no Catarinense 2014
Pela terceira vez na sua história, o Metropolitano vai ter que achar um lugar para jogar no campeonato catarinense. Em outras temporadas, o clube já teve que mandar partidas em Timbó e Brusque.

Parece que o Sesi não quis ser parceiro e deixou o clube mais uma vez sem pai nem mãe, com as opções de mandar os seus jogos em Jaraguá do Sul ou em Itajaí. Um óbvio prejuízo financeiro quando as contas do Metrô já não vão nada bem. E se os públicos dos jogos no Sesi já não são aquela maravilha, ficam ainda mais prejudicados com o deslocamento até o João Marcatto ou o Dr. Hercílio Luz.

Enquanto isso, a classe política de lá fica enrolando quando se fala na concepção de um estádio que atenda os interesses do futebol da cidade sem todos os entraves que o Sesi bota no caminho.

Ser dirigente de futebol em Blumenau é coisa pra heroi. Tudo conspira contra e o pessoal não desiste.



domingo, 1 de novembro de 2015

Chape perdeu a chance de carimbar sua permanência. Na luta contra o Z4, Goiás foi o vencedor da rodada

Francieli Constante / Assessoria ACF
A Chapecoense tinha a chance de abrir oito pontos de Coritiba e Goiás e ficar muito mais tranquilo na briga para permanecer na Série A. Seria uma distância muito confortável. Acontece que o time não conseguiu bater o Atlético-PR com um jogador a mais em campo por um bom tempo. Weverton foi o nome do jogo, sem dúvida. Mas faltou aplicação e pontaria. Comparando com a épica vitória sobre o River Plate, faltou futebol.

A luta contra o rebaixamento vem se caracterizando por poucas vitórias de quem está no desespero. Nos confrontos diretos, caso de Coritiba x Figueira, deu empate. Voltando a bater numa tecla que já falei por aqui, uma vitória faz muita diferença, em um cenário cheio de empates e derrotas. Em cima disso, o grande vencedor da rodada foi o Goiás, que ao bater o Inter chegou aos 34, passou o Coritiba e ficou a um ponto do Avaí (3 pontos nos últimos cinco jogos) e Figueira (com uma campanha recente melhor, oito pontos nos últimos 15 disputados).

Resumindo: uma derrota na próxima rodada pode custar uma entrada no Z4 ou uma boa distanciada. Na próxima rodada não haverão confrontos diretos, mas na seguinte terão dois (Avaí x JEC e Goiás x Coxa) que podem trazer um outro cenário.

Lá atrás, tem JEC e Vasco, que de certa forma podem comemorar o que aconteceu na rodada, já que ninguém disparou. Muita gente faz contas e contas, mas precisa ter futebol pra isso. Semana que vem, o tricolor enfrentará o bom time do Santos com os desfalques de Kadu e Naldo, enquanto o Vasco vai a São Paulo pegar o Palmeiras. Não são favoritos, portanto. Com as derrotas do final de semna, é uma rodada a menos para buscar reação.



Ninguém arranca, e o JEC para na sua falta de qualidade

E segue a novela. Aqueles times da parte de baixo não vencem uma partida para dar um passo enorme na classificação. Vão empatando, e as rodadas passando. Abriu-se aí um canal para que a Chapecoense aumente sua arrancada. Se bater o Atlético-PR neste domingo, serão oito pontos de frente para o Coritiba, primeiro da zona de rebaixamento. Já pode começar a preparar o ano novo.

O empate do Figueirense pode até ser considerado positivo. Era confronto direto e não permitiu que o Coxa o ultrapassasse. O Avaí enfrentou campo pesado e perdeu a chance de vencer em casa um Cruzeiro que já planeja o próximo ano. Sem muitos detalhes, já que trabalhei em Ponte Preta x Joinville. Desse jogo, posso falar um pouco.

Depois de empolgar a torcida com as vitórias sobre Coritiba e Figueira, o JEC perdeu para o Inter jogando bem, sem competência pra concluir a gol. Deixou o adversário, em uma péssima noite, "achar" um gol e vencer a partida. Contra a Ponte foi absolutamente igual. O tricolor criou, segurou o time da casa, mas parou por aí. 

PC Gusmão montou um ataque onde Marcelinho Paraíba corria feito um louco e a dupla Silvinho-Edigar se escondia atrás da marcação. É a história do time que cria, mas não conclui. Acabou punido numa jogada de Rodinei no segundo tempo que Guti mandou contra.

É muita conta para que o time escape. Ou melhor, nem é conta, são vitórias que precisam vir, com um ataque que tem um jogador (Kempes) que mostra algum tipo de brilho. O resto não funciona e vem aí o Santos, onde o tricolor não terá Naldo e Kadu, suspensos. Tá fácil, né?

Dói para o torcedor, mas é a verdade. Faltou qualidade na montagem do time, e os resultados estão aí. O rebaixamento virá sem muita dor, sem lágrimas na arquibancada. Porque nesse tempo todo o time preparou a torcida para isso.




quinta-feira, 29 de outubro de 2015

A vitória que foi pra história. Por muito pouco, Chape não eliminou o campeão da América

Lancepress / Divulgação / Notícias do Dia
Torcedores de todo o Brasil sofreram junto com os fanáticos da Chapecoense. Erro de arbitragem, defesa do goleiro, bola no travessão... Teve de tudo. Não faltou entrega, sangue frio e aplicação para esse time. Venceu o River campeão da América e só não levou por um desses detalhes que o futebol tem. Faltou um gol que estava ali, tão perto... ficou no quase.

Mesmo com todo o clima de euforia que cercava o jogo, o Verdão precisou de 15 minutos, se muito, pra espantar a ansiedade. Botou a bola no chão e pressionou o River que, acuado, não conseguia encaixar o seu jogo. O canal para a vitória estava em cima do inseguro defensor Balanta, a bola queimava nos seus pés. Me impressionou o sangue frio do time. Não perdeu o foco depois do erro de arbitragem na falta não marcada em Ananias, e nem depois do gol de Sánchez. Entrou para o segundo tempo sabendo o que fazer. Conseguiu marcar e fez um senhor abafa. Venceu, mas não seguiu em frente. Uma pena.

O torcedor de Chapecó sai triste por ver que a vaga estava ali, tão perto. Mas ao mesmo tempo vai feliz porque o time foi grande contra um adversário que ganhou tudo na América do Sul no último ano. De quebra, vai para a reta final da Série A com uma grande moral para garantir a sua permanência na elite o quanto antes. O grupo é bom, e Guto Ferreira conseguiu dar ordem na casa.

Chapecoense foi gigante, representando com louvor o futebol de Santa Catarina. Não foi adiante por uma dessas coisas do futebol. Mas poderá dizer que bateu o melhor time do continente, jogando muito mais bola.

Aplausos de pé.






terça-feira, 27 de outubro de 2015

Buscando o equilíbrio

* Publicado no "Notícias do Dia" de 27/10/2015
Parece que os times da parte debaixo da tabela do Brasileirão não querem engatar uma arrancada e preferem deixar tudo para o finalzinho. Com a rodada do final de semana, a situação da luta contra o descenso praticamente não mudou, com a Chapecoense muito perto de garantir sua permanência e os lanternas Vasco e JEC ficando a quatro pontos de uma possível escapada. 
O medo de perder tem feito os times atuarem com uma precaução muito grande. Diferentemente do que se espera nessa situação, você não vê aquela agressividade típica de quem precisa de resultado. A arbitragem, sempre ela, novamente apareceu em grande estilo, não marcando um pênalti claro no Scarpelli e vendo uma falta de Rômulo na Arena Condá que simplesmente não existiu. Seriam possíveis dois pontos que, na situação que o campeonato anda, podem fazer uma falta tremenda.
Duas vitórias seguidas podem significar para Figueirense e Avaí uma tranquilidade quase permanente para as rodadas finais. É necessário equilíbrio. O alvinegro terá um confronto direto, pegando um Coritiba desesperado, que não vence há um bom tempo e onde o clima com a torcida é o pior possível. O Leão terá em casa o inverso: o Cruzeiro vem de uma sequência invicta, com um time arrumado por Mano Menezes, que busca terminar a temporada de forma tranquila. Pedreiras e muita pressão, com o campeonato chegando ao seu final.
E pelo jeito, a CBF também enxergou falta no lance de Rômulo em Chapecó. Tanto que Anderson Daronco foi escalado para Palmeiras x Fluminense, amanhã, pela Copa do Brasil.
A tabela
Faltando ainda definir o terceiro participante catarinense, a Primeira Liga divulgou a sua logomarca (bem estranha, por sinal) e a tabela no primeiro formato, quando ainda tinha a bênção da CBF, com cinco datas encaixadas no que é possível dentro do calendário nacional de 2016. Não dá pra levar, num primeiro momento, o novo torneio como um grande atrativo para o torcedor, já que a primeira fase terá apenas uma rodada por mês, sendo que metade dos times mandará apenas um jogo em casa. Se for pensar em um aperitivo para as próximas temporadas, quando existe chance de algo maior, até pode ser uma boa. Tecnicamente, é complicado aceitar que será um torneio competitivo e com bons atrativos. É curto demais.

domingo, 25 de outubro de 2015

Novamente, o JEC perde a chance quando ela aparece

Assessoria Internacional
O Joinville foi para Porto Alegre de certa forma motivado depois das duas vitórias em casa. A tabela colaborou e o time tinha a chance de, efetivamente, encostar na briga contra o rebaixamento.

Mas acabou se repetindo uma antiga novela: quando as portas se abrem, o time não quer entrar.

O Inter não jogou absolutamente nada. Ficou tocando a bola e não criou perigo para Agenor. O tricolor que teve as duas melhores oportunidades nos pés de Anselmo: no primeiro tempo, faltou calma para passar, no segundo, boa defesa de Alisson.

Aí o Joinville não pensou em pressionar. Acabou punido numa falha absurda de defesa ao deixar o baixinho Vitinho cabecear sozinho no meio da área.

Sem vontade, não tem gol. Sem pressionar, não tem chance. Aí Ricardo Bueno, um zero a esquerda no jogo, sai mais uma vez machucado. Entrou Edigar Junio, que se escondeu atrás da marcação. Aí fica difícil.

Tem mais uma oportunidade fora de casa para o JEC fazer o crime, que é sábado que vem em Campinas, contra a Ponte. Dá pra fazer? Dá. O problema é que a Ponte é mais time que o Inter. Tarefa mais complicada para executar, ainda mais sem Kempes, suspenso.


terça-feira, 20 de outubro de 2015

Seis times, quatro caem

* Publicado no jornal "Notícias do Dia" de 20/10/2015
A rodada do final de semana do Brasileiro teve importância extrema na luta contra o rebaixamento. Apenas dois times venceram, o que criou duas novas situações. A Chapecoense, depois da vitória espetacular em Porto Alegre, abre distância para os outros e pode, se vencer os dois jogos que terá em casa contra Avaí e Atlético-PR, chegar aos 44 pontos para sacramentar sua permanência na Série A. Já a vitória do JEC juntou o bolo daqueles que brigam contra a degola. Apenas cinco pontos separam o Figueirense, 15º, do lanterna Vasco. Virou um campeonato a parte de seis times onde dois escapam, com alguns confrontos diretos no meio.
O final de semana trouxe alertas para a dupla. A defesa do Avaí não mostra solução, com uma coleção de erros que tira a confiança no time. Irá a Chapecó enfrentar um adversário embalado e que voltou ao bom ritmo do primeiro turno nas mãos de Guto Ferreira. Já o Figueira, que em Joinville passou bem longe do time rápido que bateu Goiás e Flamengo, vai pegar um Santos em ótima fase, mas que poderá poupar jogadores em prol do confronto da Copa do Brasil.
A disputa afunilou demais, o que poderá aumentar o número de pontos necessários para a permanência. O Joinville terá dois jogos fora de casa e se pontuar, juntando com uma possível reação do Vasco, o drama aumentará nas rodadas finais.
CBF voltou atrás. Hora de enfrentar
Não me surpreende o recuo da CBF no que diz respeito à competição da Primeira Liga no ano que vem. Cresceu a pressão das federações estaduais, que a confederação achou que iria ser fácil convencê-las. Com rompimento declarado pelo CEO da Liga, Alexandre Kalil, a ideia é que o torneio use todas as 19 datas destinadas aos campeonato estaduais e - veja só! - usando arbitragem estrangeira e da Federação Catarinense. Cria-se um outro panorama de calendário no ano que vem, com os estaduais oficialmente relegados a segundo plano. Agora que o divórcio foi oficializado, a nova Liga não poderá mais voltar atrás. Tem que encarar a situação de frente. Isso, Kalil já mostrou que não terá medo de fazer.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

O empate e o factoide

Sobrou polêmica no Maracanã. Mais uma vez, a confusa arbitragem que está complicando o Brasileiro apareceu com tudo em Vasco x Chapecoense. Teve de tudo, pênalti mal marcado, não marcado, falta. No fim das contas a Chape voltou pra casa com um ponto importante, em um jogo que teve que segurar uma pressão forte do adversário. Para o Vasco, sobrou muita reclamação.

Sabe o que é factoide? É quando você diz algo que é inverídico ou que não tem comprovação na imprensa pra agitar. Também é conhecido por "jogar para a torcida". Eurico Miranda fez isso. Seu time, que demorou muito para arrancar no campeonato, perdeu dois pontos e ele precisava descarregar em alguém. Centrou fogo no Delfim e num suposto favorecimento ao futebol catarinense, que rala lá na parte de baixo da tabela para não cair para a segunda divisão.

Uai, se houvesse tanto favorecimento assim, os quatro não estariam mal na fita, correto? Não sou daqueles que nutrem admiração pelo Delfim, mas dessa vez ele virou alvo do dirigente fanfarrão que teve que encontrar alguém para jogar a culpa no seu fracasso. O pior é que tem gente que, em pleno 2015, ainda acredita em discurso de gente folclórica.

Segue o bonde que final de semana tem rodada, e os "favorecidos" precisam brigar contra uma arbitragem cada vez mais problemática para não ir pra série B.


quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Bons e maus momentos

Assessoria Figueirense FC
A parada de dez dias para as eliminatórias da copa foi um período precioso para todos os clubes do Brasileirão. Tempo importante para aprimorar o que está dando certo e ajustar o que não funciona. Enquanto o Figueirense retornou a campo e conseguiu bater o Flamengo mantendo um bom volume de jogo e o JEC conseguiu uma importante vitória sobre o Coxa, o Avaí voltou a apresentar os erros de sempre, morreu no segundo tempo e acabou sendo presa fácil para o Sport.

O Figueira, depois de vencer o Goiás com muita aplicação e vontade de vencer, repetiu a receita contra o Flamengo. Foi rápido, confundiu o adversário que dava espaços e tinha problemas para se organizar, e acabou vencendo com autoridade. Apostou em uma pressão forte no início do jogo para marcar território. Conseguiu segurar a tentativa de reação rubro-negra no início da etapa final e voltou a pressionar, principalmente na velocidade de seus atacantes. Não perdeu o foco em momento algum e acabou premiado com a saída da zona de rebaixamento. O time alvinegro vive um bom momento no campeonato, que precisa ser bem aproveitado. Terá no jogo de sábado em Joinville a oportunidade de abrir distância, contra um adversário empolgado e empurrado pela necessidade de vitória.

Assessoria JEC
O JEC bateu o Coritiba jogando na base da disposição, mesmo com as suas limitações técnicas. Teve em Agenor um importante nome, pegando pênalti batido com displicência por Kleber. Na sequência veio o lance do penal para o tricolor, abrindo o caminho para a vitória. Para a partida contra o alvinegro não terá Marcelinho Paraíba, hoje uma das suas principais peças, suspenso pelo terceiro amarelo.

Em Recife, o Avaí voltou a mostrar os mesmos deslizes do seu sistema defensivo, principalmente no segundo tempo. Passaram-se dez dias e Gilson Kleina não deu conta de arrumar o setor. O time tem suas limitações e isso ninguém nega. Daria para compensar com aplicação, objetividade e vontade de vencer, coisa que não se viu na Ilha do Retiro. No final de semana tem jogo contra o Palmeiras em casa, e mais uma vez o Leão jogará com as costas contra a parede. Precisa encontrar o caminho de uma reação com a máxima urgência, já que o time não mostrou ter acordado depois de um período de preparação tão importante, que parece não ter sido aproveitado.




quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Vitória apenas protocolar

A seleção brasileira cumpriu a sua obrigação. Não dá pra dizer que há um clima tão decisivo assim num jogo contra a Venezuela, até porque a obrigação de vitória transcende toda e qualquer situação nas eliminatórias.

Foi até fácil, facilitado pelo gol no primeiro minuto. Aí foi só administrar daquele jeito, com falta de padrão tático e qualidade bastante duvidosa. Tipo do jogo que não dá pra se tirar conclusão alguma de melhora. Passou, venceu, fez a obrigação, segue o bonde.

Dunga fez alterações que podem ser consideradas interessantes, mas impossíveis de dizer se realmente surtiram efeito e se derão um bom volume de jogo contra a Argentina. Gostei da saída de Jefferson para a entrada de Alisson e a colocação de Ricardo Oliveira, artilheiro do brasileiro e que está numa ótima fase, no comando do ataque.

As eliminatórias apenas começaram e a seleção jogará assim, pressionada até o final, depois do vexame na Copa. Vem por aí dois jogos complicados.


terça-feira, 6 de outubro de 2015

A luta pela viabilidade da "Primeira Liga"

Os dirigentes da Liga Sul-Minas-Rio pressionam e tentam viabilizar o seu campeonato. Foram para a CBF, onde teoricamente foram bem recebidos. Teoricamente, pois existem federações que não aceitam bem a ideia.

Mas me parece evidente que esses cartolas diminuíram a pedida. Não vai ser mais um campeonato para se sobressair aos estaduais. Tem mais cara de um pequeno torneio de verão. Claro que, com o menor número de datas, a pedida financeira diminui. É o tal do semear agora para colher depois.

A proposta da agora denominada Primeira Liga, um nome que me agrada por ser um possível início de uma "Premier League" brasileira, é tentar se encaixar no já apertado campeonato nacional. São seis datas de fevereiro a abril. Imagino que seriam retiradas da primeira e segunda fases da Copa do Brasil, quando elas se desdobram em mais que dois dias para ida e volta. Não haveria folga para os clubes, já preocupados com Estadual, Copa do Brasil ou Libertadores. Mas é o que dá.

Nesse esquema proposto, não há motivo aparente para largar o Estadual, que é bom lembrar que ainda é classificatório para a Copa do Brasil, principalmente pra quem não tem ranqueamento pra pleitear uma das dez vagas do ranking. A Primeira Liga será um torneio a ser disputado em paralelo, o que resolve dois problemas: abre uma brecha para que as Federações não torçam tanto assim o nariz e não cria dividida com televisão, que já paga para as transmissões do Estadual. Se dão ou não audiência, não importa. Está pago e a TV quer receber produto.

Surgiu a informação da intenção da Record em transmitir esse torneio. A sacada é interessante: abre espaço em uma competição nova que pode ficar maior. Eu acredito que se a Rede Globo quiser, ao menos igualando a proposta, leva, até porque nossos clubes não confiam no seu taco e são reféns de interesses televisivos, vide o que os nossos dirigentes de Santa Catarina fazem com os direitos do Estadual. Aqui não se ouve falar em divisão de direitos em pacotes. Num futuro distante, talvez a gente veja isso funcionar.

A Liga vai tentar vender os naming rights desse torneio, aqueles que a TV vai inventar outro para não falar da marca (e os clubes vão aceitar isso).

Basicamente, a questão é essa: fazer algo pequeno que possa ser grande lá na frente.

Mas até que tudo se estabeleça, há coisas a resolver como a arbitragem, atrelada ao mau comando da CBF, e os critérios de classificação. Usar ranking da CBF é eternizar os participantes, até porque esse critério não leva em consideração os resultados do Estadual. É necessário um critério técnico, assim como na Copa do Nordeste. Mas como estamos falando em uma "competição piloto", espero que possa ser consertado.

Ainda existem alguns desafios para que a Liga vingue. Mas há uma grande vontade para que a coisa aconteça.




domingo, 4 de outubro de 2015

As vitórias incríveis de Chape e Figueira e o "quase" avaiano

Lancenet / Notícias do Dia
As torcidas de Chapecoense e Figueirense vão levar as histórias desse final de semana adiante por um bom tempo. Enquanto o alvinegro passou por cima do Goiás e da arbitragem para conseguir uma virada importantíssima, a Chape deu mais um sacode em time grande. Depois do Inter no ano passado, agora o Palmeiras vai carregar o rótulo de ser vítima do Verdão do Oeste em Chapecó.

O Avaí poderia ter se juntado a esse clube, tendo tudo para vencer o Vasco. A triste exceção é o JEC, uma caricatura de time que entrou em campo para não perder do Flamengo.

A Chapecoense triturou o Palmeiras jogando bem, algo que preocupava tanto depois de um bom primeiro turno. Foi aplicado, teve sangue nos olhos, apertou o adversário, mostrou uma outra vibe em campo. Até William Barbio, jogador que nunca teve destaque, jogou muito! O resultado foi consequência da retomada dessa força, em muito conquistada depois da classificação para a próxima fase da sul-americana. A moral está elevada, o time saiu da zona de rebaixamento e a auto-estima de time e torcida ganharam novos ares. Que continue assim.

Aliás, a vitória veio em uma partida que teve até jogador chamado de volta do vestiário depois de expulsão. Quem sabe, se fossem 11 contra 10, a vitória poderia ser maior. E tem mais: a Chape mostrou que pode enfrentar o River Plate de igual pra igual, com chance real de classificação.


Carlos Costa / Lance / Notícias do Dia
Em Goiânia, o Figueira passou por cima da arbitragem e venceu o Goiás com um espírito de Argel. Foi uma espécie de volta ao tempo, quando o time apertou o time da casa, conseguiu a virada, tomou o empate numa infelicidade de Leandro Silva e buscou a vitória. Esse é o espírito. Não deu pra sair da zona de rebaixamento, mas a saída está próxima. Terá pela frente um jogo em casa contra o Flamengo e fora contra o JEC para conseguir isso. Não dá pra dizer que o time mudou pra melhor por causa de uma partida. Mas é um indício, um sinal que há um caminho. A vitória em Goiânia diz muito.


Na Ressacada, o Avaí foi mais time que o Vasco. Mais uma vez teve interferência da arbitragem, mas o Leão teve tudo para fazer mais, incluindo um pênalti perdido. No fim o time continua fora do Z4 e segurou um concorrente lá atrás. Que esses dois pontos não façam falta no final.

E no Maracanã, o Joinville começa seu tour de despedida da Série A. Um time de alta mediocridade em campo, que entrou em campo apenas e tão somente para se defender. Muitos erros de passe e domínio total da posse de bola do Flamengo, que não fez nenhum partidaço: precisou de uma bola parada para chegar ao gol e um toque no braço de Gabriel para ampliar. Aí vem a pergunta: o tricolor fez algo pra ter um final diferente na partida? Não. Então não tem motivo pra reclamar. Faltou futebol e a confirmação matemática do rebaixamento é questão de tempo. O clube que trouxe um caminhão de jogadores para o ataque não consegue montar um em campo que preste. Aí tem que cair mesmo.




sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Chapecoense faz história ao enfrentar o River

A Chapecoense contou com a torcida de muitos Brasil afora em uma disputa de pênaltis pra lá de tensa contra o Libertad. Com bola rolando, o time saiu atrás no começo da partida, empatou logo depois, teve Vanderson expulso e segurou apostando na sua competência nos penais.

Deu certo, com 100% de aproveitamento. Quem diria que aquele time que disputava Série D até uns anos atrás iria enfrentar o poderoso River Plate, o campeão de tudo no continente, com a volta em Chapecó. Com certeza, um feito que ficará para a história, não importa o resultado.

Agora, o foco volta para o Brasileirão e o jogo complicado contra o Palmeiras no final de semana. Aí vem uma situação bem curiosa. Inegavelmente que a conquista contra o Libertad eleva a moral do grupo para a Série A. O time ganha confiança em um momento importante. Diferente do Figueirense, que desistiu completamente da Copa do Brasil e colocou um time 100% reserva em campo, depois de ter eliminado Avaí, Botafogo e Atlético para chegar à semifinal. Saiu do Pacaembu sem nada a ser aproveitado para o futuro.


quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Brigando com as dificuldades

*Publicado no jornal "Notícias do Dia" de 01/10/15
O ano passado terminou com o futebol catarinense causando certo espanto no país. Afinal, seriam quatro times do Estado na Série A, mesmo com capacidade financeira limitada e torcidas com números bem aquém dos chamados grandes. 
Chegou 2015 e hoje, faltando dez rodadas para o fim do campeonato, a situação é crítica para os quatro, em grande parte causada pelos problemas na montagem de elencos com baixo orçamento. Remendar um time no meio do campeonato quando o início não dá certo é caro, e tem uma grande chance de dar errado. O Joinville, por exemplo, contratou mais que um time inteiro com o Brasileirão em andamento, e hoje é o lanterna.
Não é fácil ser dirigente em Santa Catarina. Pra se ter uma ideia, três times que hoje estão na Série B (Botafogo, Bahia e Vitória) recebem muito mais de cota da televisão, e isso ajuda no desquilíbrio. Ambos os quatro não conseguiram engatar uma arrancada capaz de mantê-los longe da zona de rebaixamento. Para chegar a esse ponto, seria necessária uma competência extrema com um pouco de sorte para lidar com as dificuldades. Chegamos na reta final do Brasileirão e ninguem escapou da parte de baixo. O negócio é buscar tirar o máximo dos elencos, buscar pontos na superação e torcer contra os adversários para evitar um rebaixamento que traz efeitos graves para os clubes, que faturam muito menos ao encarar uma Série B. Mas isso não significa o fim dos tempos. Afinal, quem cai num ano pode retornar no outro.
Diferentes impressões
O jogo de hoje contra o Santos não vale apenas uma classificação para o Figueirense na Copa do Brasil. A vaga na semifinal também vale uma gorda cota de um milhão de reais, que é quase o valor que o clube recusou para mandar o jogo contra o Flamengo em Brasília. A decisão de não escalar força máxima foi tomada, principalmente depois de todo o rebu causado pela derrota para o Corinthians. O objetivo é poupar titulares para a partida do final de semana em Goiânia. Enquanto isso a Chapecoense, em situação tão desesperadora quanto a do alvinegro no Brasileirão, vai de time completo hoje contra o Libertad com o discurso de dar confiança ao grupo principal para o restante da Série A. Visões diferentes em confrontos eliminatórios importantes.

domingo, 27 de setembro de 2015

O alerta para os quatro catarinenses está cada vez mais forte

De 12 pontos disputados, só o Joinville conseguiu somar um, que não muda muito sua crítica situação no Brasileiro. 

Os confrontos eram complicados e a situação voltou a se agravar, não no número de pontos, mas por causa da vitória do Vasco sobre o Flamengo, que fez o time de Jorginho encostar no Figueirense, que pode cair para a penúltima posição caso perca para o Goiás e os cariocas baterem o Avaí na Ressacada, além de ganhar uma moral maior nessa luta na parte de baixo com sua quarta vitória em cinco partidas.

Avaí e Figueirense foram presas fáceis para Grêmio e Corinthians. Em Porto Alegre, o tricolor gaúcho aproveitou a tradicional inconstância da zaga avaiana e construiu um 2 a 0 com apenas 23 minutos. Daí pra frente foi só administrar. No Scarpelli, o Figueira pegou o melhor time do campeonato, o que por si só já é algo forte. O problema é que o time não mostrou combate algum, fraquejou no ataque e com pouca (ou nenhuma) articulação pelas laterais.

Mesmo sem ser chamado, o presidente Wilfredo Brillinger foi para a coletiva, o que já é um indicativo de grave crise. O time não vem respondendo e a situação vai se complicando.

Em Recife, a Chapecoense continua com sua crise de identidade, principalmente fora de casa. Tomou um gol numa falha de escanteio e o golpe final no segundo tempo. Poderia ter saído do Z4, mas vai pegar o Palmeiras em casa no domingo com pressão ainda maior, tendo o jogo contra o Libertad no meio da preparação. A maratona é dura, com partidas contra Vasco e Grêmio na sequência.

O JEC voi valente e empatou um jogo que até poderia empatar, se tivesse feito a tarefa de casa contra adversários diretos em outras rodadas. No fim, o resultado não ajudou em nada. O rebaixamento parece ser questão de tempo. Vai ao Maracanã domingo de manhã enfrentar o Flamengo.

No próximo final de semana, dois jogos importantíssimos: o Avaí pegando o emergente Vasco em casa e o Figueira indo a Goiânia enfrentar um Goiás ainda irregular.

Torcedores começam a levantar a temida possibilidade dos quatro catarinenses caírem. Ela existe e é bem considerável, principalmente com a subida do Vasco. Cada qual tem os seus problemas, não cabe aqui ficar comentando os quatro coletivamente. Mas ambos precisam de uma arrancada para ontem. Falta futebol.