terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Catarinense 2015: Atlético de Ibirama

CLUBE ATLÉTICO HERMANN AICHINGER
Fundação: 20 de setembro de 1951
Cores: Grená e Branco
Estádio: Hermann Aichinger - 5.000 pessoas
Presidente: Genésio Ayres Marchetti
Técnico: Sílvio Criciúma
Ranking "BdR" 2014: 7o. Lugar
Catarinense 2014: 8o. Lugar



Faltou muito pouco para o Atlético ser rebaixado para a segunda divisão no ano passado. Graças a uma vitória em Itajaí que causa polêmica até hoje, o time do Alto Vale empatou em número de pontos com o Brusque no hexagonal da morte, mas salvou-se pelo número de vitórias. Aquela história do "time que vai faturar um monte e ir pra Série A" com o dinheiro da venda de Leandro Damião ficou no passado. O eterno presidente (e agora suplente do senador Dario Berger) Ayres Marchetti parece não querer mais saber em investir pesado na formação do time como em outras temporadas. E mais um ano será assim, com um elenco barato e raçudo, que vai tentar fazer a diferença jogando no caldeirão do Estádio da Baixada.

E mais uma vez o time vai na solução de continuidade. Giovane Nunes foi o técnico no ano passado, mas acabou caindo pelos maus resultados do time. Quer dizer, caiu mas não foi demitido, já que ele ainda é o superintendente do clube e responsável pela administração do futebol. No final da primeira fase do último estadual chegou Silvio Criciúma, 43 anos, com duas passagens pelo profissional do Tigre e uma experiência como comentarista de televisão. Ele não fez um trabalho brilhante, sequer chegou perto do título da Copa do Brasil, mas ao menos deu jeito de não deixar o time cair. Aliás, o Atlético tinha a característica de ser um time que sempre incomodava os grandes. Não é mais nem sombra daquele time que foi vice-campeão dois anos seguidos, sob o comando de Mauro Ovelha

O time de 2015 tem apenas 5 remanescentes do ano passado, como o meia Rodrigo Couto, o atacante Adriano e o promissor lateral Capa. O zagueiro Alemão retornou de empréstimo da Chapecoense, e o clube contratou alguns conhecidos no estado, como o lateral Aelson, ex-Chapecoense e Avaí, e o atacante Jean Carlos, vindo do Figueirense. A diretoria privilegiou a montagem de um plantel com experiência no futebol do sul, tentando buscar na vontade e na raça algo que pode não aparecer em campo na técnica ou na qualidade.

No papel, o time de Ibirama está bem atrás dos concorrentes ao título e não tem um elenco tão qualificado como o do Marcílio Dias, por exemplo. Num primeiro momento, é um time que vai lutar para permanecer na primeira divisão, assim como no ano passado. A não ser que Silvio Criciúma ache a combinação perfeita que faça o time disparar no rendimento. Coisa que Mauro Ovelha era craque para fazer.




Nenhum comentário:

Postar um comentário