domingo, 29 de março de 2015

Com guerra onde não há, o "intruso" lidera o hexagonal

Vou falar do futebol de domingo, mas vou começar o texto de trás pra frente, comentando as declarações de Argel: ele é conhecido pelas declarações polêmicas, mas saiu do prumo ao misturar o pessoal ao profissional. Os recados destinados à Sandro Pallaoro e Claudio Gomes mais tem a ver com problemas passados do que a situação atual do campeonato. De quebra, remexeu me uma coisa que pode repercutir negativamente no futuro. Mas cada um é responsável pelas suas atitudes.

Agora, vamos ao jogo. A discussão de Cadu Gaucho com o árbitro Heber Roberto Lopes, que viveu um daqueles dias de extremo holofote, me deu a firme impressão de trazer a tona uma situação que atormenta o torcedor do Oeste. A Chapecoense não piorou. Acontece que, em início de temporada, pode acontecer do time começar bem e permanecer no mesmo estágio, enquanto os outros crescem ou contam com a sorte. Quero ser realista: o Joinville não esta jogando isso tudo, mas vai conseguindo os resultados, tanto que é o líder. Isso botou uma pressão na Chape, que vai vendo o bonde da final indo embora, ainda que haja tempo para recuperação.

O grande erro de Heber foi não ter expulsado o lateral Cereceda, enquanto que o Figueira reclama da overdose de cartões amarelos. São coisas de jogo, que se transformaram em polêmica depois da partida. Cria-se um conflito onde não há. O time de Argel sai satisfeito por conquistar um ponto fora de casa enquanto a Chape arruma mais problemas, faltando quatro rodadas.

O Joinville lidera com uma enorme chance de ir à final. É o intruso que incomoda, já que se previa na primeira fase que nada tiraria Chapecoense e Figueirense da decisão. Tricolor que poderia ter ido para o quadrangular não fosse a opção de Eutrópio de escalar time reserva na última partida da fase de classificação, quando o Guarani ficou de fora por um gol. Muitos podem me achar chato, mas o parâmetro de comparação a essa altura do campeonato tem que ser a série A. Ambos os três (nem preciso falar do Avaí) tem muito o que melhorar. O JEC não é o melhor deles, pelo número de desfalques e a diferença em relação ao ano passado. Mas com os resultados aparecendo, a torcida aprova e o futebol dá mais uma aula da sua falta de lógica. Hoje é favorito para ir à final, e com grande chance de decidir em casa.


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