terça-feira, 10 de março de 2015

Longo caminho para ser competitivo na Série A

*Publicado no jornal "Notícias do Dia" de 10/03/15:

Há algum tempo existe um ditado que diz que o catarinense não serve de verdade absoluta em comparação ao Campeonato Brasileiro. O nível técnico do atual campeonato estadual não é nenhuma maravilha. Chapecoense e Figueirense, os melhores da primeira fase, mostraram a sua superioridade, mas ainda não empolgam o torcedor. Há ainda um caminho a ser percorrido e os reforços são obrigatórios para enfrentar um desafio com um nível de exigência ainda maior, contra equipes que recebem muito mais dinheiro em patrocínios e cotas de TV.

Entendo que o Estadual serve como uma espécie de triagem. A partir dele, você consegue identificar quem pode fazer parte do grupo principal e quais posições são mais carentes de bons jogadores. A partir daí os times podem tentar garimpar no mercado algum bom negócio que resolva o problema. O Figueirense, por exemplo, sabe que Alex Muralha pode tranquilamente vestir a camisa 1 do time no Brasileirão, depois de ser bem testado no torneio local. A Chapecoense também deu um bom indicativo que Roger e Ananias farão uma interessante dupla no início do Nacional.

Enquanto isso, Avaí e Joinville não passaram no teste e precisam rever tudo com máxima urgência. Ambos estão em atividade há dois meses e não alcançaram um mínimo de confiança de que o caminho está certo. Nesse caso, a reformulação deve ser grande e o caixa do clube vai sentir. O JEC que o diga, com um grupo que tem dez jogadores somente para o ataque, que produziu muito pouco até agora.

Sem desespero

A segunda rodada do hexagonal terá os três melhores times da primeira fase jogando em casa. O destaque vai para a partida de quinta-feira no Scarpelli. O Joinville é líder isolado depois de vencer o Metropolitano, mesmo jogando muito mal. E depois de arrancar um bom empate contra o motivado time do Internacional, é a vez do Figueirense mostrar a que veio nesta segunda fase. Tem mais time que o JEC e é favorito para vencer a partida. Só que no hexagonal todos começaram de novo do zero e todo um novo caminho precisa ser trilhado. Logo, o favoritismo da teoria precisa se transformar em vitórias na prática.


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