segunda-feira, 13 de abril de 2015

Existem marmeladas e marmeladas, todas inaceitáveis

O ano era 2000, Jogos Abertos de Santa Catarina em Brusque. O torneio de futsal contava com 12 equipes, em 4 chaves de três equipes. O primeiro critério de desempate, depois dos pontos, era o número de gols sofridos. Numa dessas chaves estavam a cidade-sede, São Miguel do Oeste e Palmitos. Os dois times do Oeste se enfrentaram no último jogo. Precisavam empatar em zero a zero para que ambos passassem para a segunda fase. Ou seja: era só não fazer nada.

Começou o jogo e acontecia o esperado. Bola tocada de um canto pra outro na quadra. De repente um dos jogadores de Palmitos resolve dar um bico pro outro lado. Mandou um chute tão desregulado que foi na mão de um atleta de São Miguel. Pênalti. E agora?

Um pivô veterano chamado Altair foi bater o pênalti. Ele precisava errar para que o zero a zero permanecesse. Ele correu pra bola, bateu e.... marcou o gol! E ao invés de comemorar o gol, foi em cima do goleiro de São Miguel e disse "porra cara, eu falei pra ti que eu ia bater no canto esquerdo e tu foi no outro". Com o placar aberto, o jogo virou sério. A marmelada não cabia mais.

Teve ainda aquele caso do ano passado, que o Marcílio deu um jeito de perder para o Ibirama para rebaixar o Brusque. O caso do jogo do mesmo Atlético contra o Avaí é parecido, já aconteceu em outros casos mas causa indignação quando acontece. O problema não é o resultado, mas a forma como se "vendeu" uma imagem de jogo sério quando tudo conspirava contra. Os times nem fizeram questão de dar uma enganada com um empate com gols.

Mais um fato patético no "melhor campeonato de todos os tempos" que os dirigentes tentam vender. Vai pra lista dos micos.


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