segunda-feira, 4 de maio de 2015

JEC campeão no campo. Agora, falta ouvir o tribunal

Eduardo Valente / Notícias do Dia
Não gosto de decisões no tapetão. Ninguém gosta. Mas é isso que vai ter.

Houve uma decisão no campo da Arena Joinville que definiu um campeão após um empate em zero a zero. Agora, o tribunal vai resolver o caso de André Kroebel. Pode punir, absolver ou aplicar uma multa. Engana-se quem acha que a parada vai ser resolvida na terça-feira. Quem perder vai recorrer pro Pleno, e depois a pendenga vai parar no Rio de Janeiro. Aí já viu. Vai demorar um monte e se mandarem jogar de novo... segura esse pepino.

 O Figueirense tinha tudo para resolver a parada no campo. A chance perdida por Clayton, o gol perdido por Mazola no final... duas oportunidades absurdas que o alvinegro desperdiçou. No final, Hemerson Maria teve que reforçar lá atrás porque o risco era enorme. Com essa disposição tática, era bem mais possível que a vitória viesse no Scarpelli, e o empate beneficiasse o Figueira.

O JEC não fez uma partida brilhante. Não entrou em campo para empatar, mas não conseguiu jogar tudo o que se esperava. Botou uma bola na trave com Kempes, e acabou tendo mais trabalho para segurar o adversário desesperado atrás do gol.

É bem sem graça uma decisão de ida e volta sem gols. Quando junta esse negócio de tapetão então, esfria. Mas o torcedor de Joinville não quis saber disso e se pôs a festejar, colocando fim em uma fila de 14 anos. Merece, foi o melhor time no hexagonal e conquistou a vantagem.

O presidente Wilfredo Brillinger, antes do jogo, já falava em tapetão. Agora, a bola passa dos pés dos jogadores para a turma do jurídico. No meio de semana tem Copa do Brasil e no final de semana começa o Brasileirão. Enquanto isso, segue a luta nos tribunais.

Parabéns ao JEC de Hemerson Maria, que venceu usando uma vantagem conquistada com absoluto brilhantismo. Contou com o apoio do presidente Nereu Martinelli, saiu de uma fila incômoda e conquistou o segundo título importante em alguns meses. Entendo que a possibilidade maior é do STJD homologar o que aconteceu no campo. Pena que isso ainda leve um tempo, mas o troféu já foi entregue e está em boas mãos.

Vida que segue, e mais uma decisão que foi pra história.




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