quinta-feira, 7 de maio de 2015

Os micos do Campeonato Catarinense 2015

Chegou a hora da lista dos micos do campeonato catarinense, também chamado de "pepinão" ou "mostardão" devido ao patrocinador que a FCF arrumou para substituir o já consagrado chevetão. Nem é necessário dizer que essa temporada foi recheada de trapalhadas. Dirigentes deram aula de como não se faz a coisa certa, tanto que novos jogos decisivos podem acontecer e o troféu de campeão pode até trocar de dono. Dirigentes tem ainda a cara de pau de discursar no Top da Bola elogiando o campeonato, como se tudo fosse maravilhoso. O Blogueiro agradece, já que o "maior catarinense de todos os tempos" bradado pelo presidente esteve recheado de fatos pitorescos.

Fim do mistério, vamos ao Top 10 da temporada!



10) Os coletes fedorentos: Nesse ano, a FCF arrumou duas cotas de patrocínio com a TIM e a Multisom e obrigou os repórteres de campo a usarem um colete verde e vermelho que causava sufoco aos mais gordinhos. Só que, apesar da Federação faturar um com essa iniciativa, faltou gastar com a lavação dos coletes. Pessoal da imprensa que foi transmitir Inter de Lages x Figueirense sofreu: a rodada anterior aconteceu debaixo de chuva, e os coletes foram guardados com muito carinho, sem um amaciante sequer. Chegou o domingo e a turma da reportagem sofreu com o mau cheiro. E se tentassem tirar o dito cujo, tinham que se retirar de campo.



9) Demissão pelo sistema de som: Essa aconteceu na querida Ibirama, onde o time do Atlético não fez boa temporada e dependeu de um empate amigo com o Avaí para permanecer na primeira divisão. No dia 25 de fevereiro, o time recebia em casa o Metropolitano e, em mais uma terrível atuação acabou perdendo por 3 a 1. O jogo estava na reta final quando algo inédito aconteceu: pelo sistema de som do estádio veio o recado: "Atenção gerente de futebol (Giovane Nunes), favor comparecer na sala da presidência". Não precisava falar mais nada. Era o presidente chamando o gerente para demitir o técnico Silvio Criciúma, que ouviu tudo na beira do gramado.


8) Ronaldo Capixaba, o envenenado: O jogador é sócio aqui do Blog. Virou personagem até de um jogo criado por torcedores do Criciúma chamado "Chute o Capixaba". Além de mostrar o seu limitado futebol na barca do Marcílio Dias, que acabou rebaixada, ele ficou de fora por duas partidas devido a um motivo inusitado: foi picado por uma aranha, não procurou atendimento médico e só tomou providência depois de ver sua perna inchar muito. Será que dá pra dizer que o time perdeu muito com esse desfalque?



7) A joinvilense manezinha: O Premiere fez uma campanha para vender assinaturas do Catarinense mas acabou caindo num erro que chamou a atenção, colocando uma torcedora do Joinville para falar como uma legítima nativa de Floripa. Para né ô! Explica pra eles, Paulinho Criciúma!



6) O apagão em Camboriú: em um jogo que tinha ingresso a preço de final de Brasileirão, Marcílio Dias e Figueirense se enfrentaram no Estádio Robertão em Camboriú. O cenário era pitoresco: tinha torcedor vendo o jogo do outro lado do muro com uma toalha do Corinthians pendurada, outros sentados por ali sem pagar ingresso e outros malucos que pagaram 80 reais pra ver aquilo. Com o jogo correndo, o sistema de energia não aguentou e o jogo acabou paralisado, com várias desculpas do eletricista. Ah, o jogo estava sendo transmitido ao vivo pela TV aberta.



5) Marcílio Dias: Esse me enganou direitinho. Paguei o mico de colocar o marinheiro como favorito à uma vaga na Série D numa pesquisa do Notícias do Dia. Também, eu só ouvia o Wilson Lima falar na RIC que era um timão, com mais de 300 mil reais de folha... Acho que o time acreditou nisso, começou a cobrar um preço absurdo de ingresso que afugentou o torcedor. Aí o time não rendeu, acabou escalando jogador irregular e foi rebaixado depois de tomar uma goleada em casa para o Atlético de Ibirama, clube que o Marinheiro deu uma forcinha no ano passado para não cair. Fechando a temporada, o presidente ainda partiu pra cima de um amigo da imprensa de lá. E ainda corre a história de que 14 jogadores do juvenil do clube atuaram irregulares contra o Figueirense. Não precisa falar mais nada.

4) Dagoberto, contratado pelo Whatsapp: Amigo jornalista deu o furo numa bela manhã, colocando nas redes sociais uma suposta conversa do atacante do Vasco com Carlos Arini, e ainda bancando como verdadeira a contratação dele pelo Avaí. Não adiantou apagar. Virou alvo de gozação e garante uma honrosa quarta posição aqui no ranking.














3) Não me conhece? Procura no Google: Foi com essa frase que Leonardo ficou famoso após o seu show de humildade em Blumenau. Contratado pelo Metropolitano e anunciado pelo clube como de "currículo invejável"e "o jogador que colocou Van Persie no banco do Ajax" (detalhe: o holandês jogou no Feyenoord), foi apresentado com pompas no Sesi após a derrota para o Guarani. Perguntado pelo repórter Emerson Luís, da RICTV, sobre a sua carreira, ele pediu que o pesquisasse no Google, como se todo mundo o conhecesse. Pra piorar, deu entrevista à ESPN dizendo que o Metrô não era do seu nível. Acabou não ficando por estar totalmente fora de forma.



















2) Antônio Carlos, o sem-contrato: esse era o número 1 da lista até a decisão do campeonato. Uma coisa é colocar um jogador com problema contratual, como um juvenil sem contrato profissional. Mas um time de Série A colocar um atleta sem contrato algum em campo é algo que transcende os limites da incompetência. Deu pena de ver a cara do presidente Nilton Macedo Machado tendo que explicar o inexplicável diante de tanta lambança ao mesmo tempo. O resultado todo mundo sabe: não se descobriu quem foi o culpado, o time foi para a zona do quadrangular e ainda arrumou um empate amigo com o Ibirama para não fechar o campeonato com chave de lata.


1) O caso André Krobel: quem diria, o departamento de registros do JEC, tido como um exemplo de competência, que descobriu dois furos que ajudaram diretamente o time nos brasileiros de 2010 e 2014, cair numa dessa... mas caíram. Agora, o campeonato não tem data para acabar, e o troféu mais feio da história do campeonato catarinense vai demorar bastante para conhecer o seu dono. Saem os jogadores, entram os departamentos jurídicos que decidirão o que vai acontecer a partir de agora. Um encerramento à altura de um campeonato que é vendido como maravilhoso, mas que aparece como uma grande comédia de erros, fruto de dirigentes desorganizados e uma Federação que pouco faz para melhorar o cenário.





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