quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Brigando com as dificuldades

*Publicado no jornal "Notícias do Dia" de 01/10/15
O ano passado terminou com o futebol catarinense causando certo espanto no país. Afinal, seriam quatro times do Estado na Série A, mesmo com capacidade financeira limitada e torcidas com números bem aquém dos chamados grandes. 
Chegou 2015 e hoje, faltando dez rodadas para o fim do campeonato, a situação é crítica para os quatro, em grande parte causada pelos problemas na montagem de elencos com baixo orçamento. Remendar um time no meio do campeonato quando o início não dá certo é caro, e tem uma grande chance de dar errado. O Joinville, por exemplo, contratou mais que um time inteiro com o Brasileirão em andamento, e hoje é o lanterna.
Não é fácil ser dirigente em Santa Catarina. Pra se ter uma ideia, três times que hoje estão na Série B (Botafogo, Bahia e Vitória) recebem muito mais de cota da televisão, e isso ajuda no desquilíbrio. Ambos os quatro não conseguiram engatar uma arrancada capaz de mantê-los longe da zona de rebaixamento. Para chegar a esse ponto, seria necessária uma competência extrema com um pouco de sorte para lidar com as dificuldades. Chegamos na reta final do Brasileirão e ninguem escapou da parte de baixo. O negócio é buscar tirar o máximo dos elencos, buscar pontos na superação e torcer contra os adversários para evitar um rebaixamento que traz efeitos graves para os clubes, que faturam muito menos ao encarar uma Série B. Mas isso não significa o fim dos tempos. Afinal, quem cai num ano pode retornar no outro.
Diferentes impressões
O jogo de hoje contra o Santos não vale apenas uma classificação para o Figueirense na Copa do Brasil. A vaga na semifinal também vale uma gorda cota de um milhão de reais, que é quase o valor que o clube recusou para mandar o jogo contra o Flamengo em Brasília. A decisão de não escalar força máxima foi tomada, principalmente depois de todo o rebu causado pela derrota para o Corinthians. O objetivo é poupar titulares para a partida do final de semana em Goiânia. Enquanto isso a Chapecoense, em situação tão desesperadora quanto a do alvinegro no Brasileirão, vai de time completo hoje contra o Libertad com o discurso de dar confiança ao grupo principal para o restante da Série A. Visões diferentes em confrontos eliminatórios importantes.

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