terça-feira, 20 de outubro de 2015

Seis times, quatro caem

* Publicado no jornal "Notícias do Dia" de 20/10/2015
A rodada do final de semana do Brasileiro teve importância extrema na luta contra o rebaixamento. Apenas dois times venceram, o que criou duas novas situações. A Chapecoense, depois da vitória espetacular em Porto Alegre, abre distância para os outros e pode, se vencer os dois jogos que terá em casa contra Avaí e Atlético-PR, chegar aos 44 pontos para sacramentar sua permanência na Série A. Já a vitória do JEC juntou o bolo daqueles que brigam contra a degola. Apenas cinco pontos separam o Figueirense, 15º, do lanterna Vasco. Virou um campeonato a parte de seis times onde dois escapam, com alguns confrontos diretos no meio.
O final de semana trouxe alertas para a dupla. A defesa do Avaí não mostra solução, com uma coleção de erros que tira a confiança no time. Irá a Chapecó enfrentar um adversário embalado e que voltou ao bom ritmo do primeiro turno nas mãos de Guto Ferreira. Já o Figueira, que em Joinville passou bem longe do time rápido que bateu Goiás e Flamengo, vai pegar um Santos em ótima fase, mas que poderá poupar jogadores em prol do confronto da Copa do Brasil.
A disputa afunilou demais, o que poderá aumentar o número de pontos necessários para a permanência. O Joinville terá dois jogos fora de casa e se pontuar, juntando com uma possível reação do Vasco, o drama aumentará nas rodadas finais.
CBF voltou atrás. Hora de enfrentar
Não me surpreende o recuo da CBF no que diz respeito à competição da Primeira Liga no ano que vem. Cresceu a pressão das federações estaduais, que a confederação achou que iria ser fácil convencê-las. Com rompimento declarado pelo CEO da Liga, Alexandre Kalil, a ideia é que o torneio use todas as 19 datas destinadas aos campeonato estaduais e - veja só! - usando arbitragem estrangeira e da Federação Catarinense. Cria-se um outro panorama de calendário no ano que vem, com os estaduais oficialmente relegados a segundo plano. Agora que o divórcio foi oficializado, a nova Liga não poderá mais voltar atrás. Tem que encarar a situação de frente. Isso, Kalil já mostrou que não terá medo de fazer.

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