sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Catarinense 2015: Criciúma

CRICIÚMA ESPORTE CLUBE
Fundação: 13 de maio de 1947 (como Comerciário. O nome mudou em 17 de março de 1978)
Cores: Amarelo, Branco e Preto
Estádio: Heriberto Hulse - 22.000 lugares
Presidente: Antenor Angeloni
Técnico: Luizinho Vieira
Ranking "BdR" 2014: 4o. Lugar
Catarinense 2014: 3o. Lugar


O torcedor do Tigre sofreu muito com seu time. O time contratava um caminhão de jogadores, trocou sei lá quantas vezes de técnico, e nada deu certo. Um rebaixamento merecido de quem não jogou bola durante todo o Brasileirão, sem vencer um jogo sequer fora de casa. Dor de cabeça enorme para o presidente Antenor Angeloni, que bancou até o fim a permanência do diretor de futebol e acabou assumindo a responsabilidade. E em 2015, o clube vai sentir um grande impacto nas suas contas. Além da cota de TV, que vai cair de 20 para algo em torno de 3 milhões de reais para a Série B, o número de sócios caiu assustadoramente. Momento mais do que oportuno para praticar o desapego e limpar a casa. A realidade na Série B é outra, e a limpeza do inchadíssimo elenco tinha que ser feita. E assim aconteceu com a chegada de Raimundo Queiroz, ex-Goiás, que fez a lista de passageiros da barca. Até Paulo Baier entrou nela.

E nessa nova realidade financeira e estrutural do Tigre, vem a aposta em Luizinho Vieira. É o tipo da contratação com custo-benefício: ele é da cidade, com salário baixo e que conhece a turma da base. Nada melhor que um perfil assim para começar "do zero" um trabalho visando tentar o acesso novamente. Outros casos parecidos, como Vilsão e Silvio Criciúma não deram muito certo. Para o clube, se o interino efetivado não render, aí sim dá pra ir atrás de alguém. Se não, deixa assim que é mais barato.



O time titular permaneceu com uma estrutura mínima do ano passado, mas pelos novos nomes que chegaram, como Rafael Tanque e Danilo Tarracha (Ex-JEC), é visível que o time será modesto. Dos titulares destacam-se o goleiro Bruno, herói do título estadual de 2013, os zagueiros Rafael Pereira e Fábio Ferreira, a permanência de Cléber Santana no meio e Lucca no ataque. O elenco foi bem enxugado, o que não dá tantas opções assim para o técnico fazer uma grande mudança. O dinheiro tá curto, vai com o que tem.

Penso que o torcedor tricolor até está "dando um desconto" para a situação do time a essa altura do ano. Entende que a limpeza era necessária e que o planejamento precisa ser feito mirando na Série B. O Tigre não é favorito ao título, e pode entender como missão cumprida uma ida ao hexagonal final. O momento não é de "botar pra quebrar". É de sabedoria para consertar tanta lambança do ano passado. E como fizeram coisa errada...




quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Catarinense 2015: Joinville

JOINVILLE ESPORTE CLUBE
Fundação: 29 de janeiro de 1976
Cores: Vermelho, Branco e Preto
Estádio: Arena Joinville  - 20.000 lugares
Presidente: Nereu Martinelli
Técnico: Hémerson Maria
Ranking "BdR" 2014: 3o. Lugar
Catarinense 2014: Vice-campeão


2014 foi um ano especial para o JEC, talvez o mais especial dos seus quase 40 anos de história. Campeão brasileiro da Série B, o tricolor tem o seu torcedor em estado de graça, já aguardando ansiosamente a estreia na Série A. O orçamento é bem maior, a venda de camisas promete disparar e novos patrocinadores chegando. Dessa vez o presidente Nereu Martinelli vai ter possibilidade de montar um plantel bem mais forte junto com César Sampaio, homem que mudou muita coisa nos bastidores do clube. O presidente deixou de centralizar tudo o que acontecia dentro do grupo, o ambiente foi o melhor possível e os frutos foram colhidos. Mesmo com o troféu do Brasileirão, há uma pulga atrás da orelha que também incomoda Nereu: os 14 anos de jejum sem títulos no campeonato catarinense. No ano em que o clube comemora 30 anos do octa em 85, o tricolor entra em excelente condição para sair da fila. A permanência da estrutura do ano passado é um importante passo.

Hémerson Maria não precisa provar para mais ninguém sua competência. Em 2014 ele chegou de mansinho, sem muito alarde,  conquistou o elenco e implantou seu trabalho. Levou o JEC à decisão do estadual e construiu uma equipe sólida durante a Série B. Passou por alguns problemas principalmente após a lesão de Jael, recebeu um apoio irrestrito do presidente, e conseguiu arrumar a casa, não só levando o acesso como também o título. 2015 vai marcar mais um passo na carreira dele, que não é muito longa comparando com vários figurões que dirigem grandes clubes. E o torcedor criou uma grande empatia com o comandante do time. Isso é importante.

O JEC entra no estadual com uma grande vantagem contra seus adversários. Praticamente não mexe no time que foi campeão brasileiro, o que dá ao técnico a possibilidade de continuar um trabalho já feito. Dos titulares de 2014, apenas Edson Ratinho e Everton estão fora. Duas vagas que devem ser preenchidas por Luis Felipe, vindo do Criciúma, e Wellington Saci, que ficou boa parte da última temporada no DM. As atenções estão no ataque, com a contratação de Rafael Costa, artilheiro do estadual em 2012 e 2013, e Jael, de contrato renovado e que deve logo estar pronto para a luta. Ainda chegaram o zagueiro Dráusio, o volante Geandro e o atacante Furlan. Reforçam o time, mas devem iniciar no banco, já que Maria indica que vai aplicar uma solução de continuidade nesse início de ano.

Não há como não colocar o JEC entre os favoritos ao título. O time é melhor em comparação ao estadual passado, vem de título nacional, o técnico fez o time encaixar e os reforços que chegaram prometem. Agora o padrão é outro, o faturamento é outro e o campeonato da Série A é bem diferente. O tempo dirá se o trabalho está no rumo certo para a elite do Brasileirão.


Catarinense 2015: Chapecoense

ASSOCIAÇÃO CHAPECOENSE DE FUTEBOL
Fundação: 10 de maio de 1973
Cores: Verde e Branco
Estádio: Regional Índio Condá  - 16.000 lugares
Presidente: Sandro Pallaoro
Técnico: Vinícius Eutrópio
Ranking "BdR" 2014: 2o. Lugar
Catarinense 2014: 5o. Lugar



40 milhões de reais. Esse é o orçamento da Chapecoense para a temporada de 2015. Há uns dez anos a realidade era muito diferente, com o clube penando para conseguir dar conta de uma folha igual a dos clubes pequenos do campeonato estadual. O clube passou por um grande ano de aprendizado na temporada 2014. Usou a estratégia de montar um time para o catarinense e outro para o Brasileirão, e acabou tendo sérios problemas. Por sorte, as mudanças feitas com a temporada em andamento deram certo e o time continua firme na Série A. Mudou o ano, e o time que surpreendeu o país que o chamava de "o" Chapecoense vem com muitas novidades e dinheiro em caixa. O presidente Sandro Pallaoro comandou um processo que deixou a Chapecoense no azul e agora é hora de colher os frutos e tentar voos mais altos. Já escrevi um dia aqui e repito: a italianada não brinca em serviço.

Penso que o clube acertou na opção de Vinícius Eutrópio para o comando técnico. O atual campeão catarinense passou um período no exterior e no seu retorno, acabou indo para Chapecó. Tem a vantagem de conhecer bem o futebol local. Vem trabalhando duro e colaborando com a diretoria para a montagem do time. Ele chegou a ligar para Richarlyson insistindo para que ele assinasse com o Verdão. Diante das opções existentes no mercado e baseado nos erros do passado (vide a contratação de Jorginho), a Chape deu um tiro certo.

E falando em dinheiro, a Chapecoense foi forte na temporada de contratações. Além de manter nomes importantes do time titular, como Danilo, Vanderson, Camilo e Rafael Lima, o clube trouxe mais que um time inteiro para 2015. Destaque para o ataque, que deverá ter Ananias, ex-Sport, e Roger, ex-Ponte Preta no início do campeonato. Também tem Richarlyson, Apodi, Vilson, Maylson, Mateus Caramelo, William Barbio... é tanto jogador que renderia um texto enorme. Para resumir: chegou um caminhão de gente que renovou a grande maioria do elenco e que pretende dar um bom indicativo do que pode ser o Verdão na Série A.

Pelos nomes apresentados e por ter o atual técnico campeão, a Chapecoense de 2015 é bem mais qualificada que aquele time pobre que ficou no hexagonal do rebaixamento na temporada passada. O projeto é bem mais forte, para não correr riscos e buscar o título estadual. Vale lembrar uma máxima aqui para quem gosta de superstição: A Chapecoense foi campeã em 2007 e 2011 e vice em 2009 e 2013. Estamos em mais um ano ímpar. Será que a escrita se confirma?


terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Catarinense 2015: Atlético de Ibirama

CLUBE ATLÉTICO HERMANN AICHINGER
Fundação: 20 de setembro de 1951
Cores: Grená e Branco
Estádio: Hermann Aichinger - 5.000 pessoas
Presidente: Genésio Ayres Marchetti
Técnico: Sílvio Criciúma
Ranking "BdR" 2014: 7o. Lugar
Catarinense 2014: 8o. Lugar



Faltou muito pouco para o Atlético ser rebaixado para a segunda divisão no ano passado. Graças a uma vitória em Itajaí que causa polêmica até hoje, o time do Alto Vale empatou em número de pontos com o Brusque no hexagonal da morte, mas salvou-se pelo número de vitórias. Aquela história do "time que vai faturar um monte e ir pra Série A" com o dinheiro da venda de Leandro Damião ficou no passado. O eterno presidente (e agora suplente do senador Dario Berger) Ayres Marchetti parece não querer mais saber em investir pesado na formação do time como em outras temporadas. E mais um ano será assim, com um elenco barato e raçudo, que vai tentar fazer a diferença jogando no caldeirão do Estádio da Baixada.

E mais uma vez o time vai na solução de continuidade. Giovane Nunes foi o técnico no ano passado, mas acabou caindo pelos maus resultados do time. Quer dizer, caiu mas não foi demitido, já que ele ainda é o superintendente do clube e responsável pela administração do futebol. No final da primeira fase do último estadual chegou Silvio Criciúma, 43 anos, com duas passagens pelo profissional do Tigre e uma experiência como comentarista de televisão. Ele não fez um trabalho brilhante, sequer chegou perto do título da Copa do Brasil, mas ao menos deu jeito de não deixar o time cair. Aliás, o Atlético tinha a característica de ser um time que sempre incomodava os grandes. Não é mais nem sombra daquele time que foi vice-campeão dois anos seguidos, sob o comando de Mauro Ovelha

O time de 2015 tem apenas 5 remanescentes do ano passado, como o meia Rodrigo Couto, o atacante Adriano e o promissor lateral Capa. O zagueiro Alemão retornou de empréstimo da Chapecoense, e o clube contratou alguns conhecidos no estado, como o lateral Aelson, ex-Chapecoense e Avaí, e o atacante Jean Carlos, vindo do Figueirense. A diretoria privilegiou a montagem de um plantel com experiência no futebol do sul, tentando buscar na vontade e na raça algo que pode não aparecer em campo na técnica ou na qualidade.

No papel, o time de Ibirama está bem atrás dos concorrentes ao título e não tem um elenco tão qualificado como o do Marcílio Dias, por exemplo. Num primeiro momento, é um time que vai lutar para permanecer na primeira divisão, assim como no ano passado. A não ser que Silvio Criciúma ache a combinação perfeita que faça o time disparar no rendimento. Coisa que Mauro Ovelha era craque para fazer.




Catarinense 2015: Marcílio Dias


CLUBE NÁUTICO MARCÍLIO DIAS
Fundação: 17 de março de 1919
Cores: Azul e Vermelho
Estádio: Dr. Hercílio Luz - 10.000 lugares
Presidente: José Carlos dos Santos
Técnico: Guilherme Macuglia
Ranking "BdR" 2014: 10o. lugar
Catarinense 2014: 6o. Lugar



O Marcílio Dias viveu um ano de 2014 razoável no campo, mas complicado fora dele. O ambiente do clube foi bastante turbulento por causa do confronto do conselho gestor com o então presidente Marlon Bendini. Mesmo com uma campanha tranquila no campeonato estadual que o levou ao sexto lugar, o Marinheiro teve problemas que vão respingar em 2015, tudo por causa do último jogo contra o Atlético de Ibirama, que aconteceu em circunstâncias muito estranhas, já que o resultado acabou salvando o time do Alto Vale e rebaixando o Brusque. A torcida se revoltou, o presidente da Federação acabou agredido e até cinegrafista recebeu garrafada. Para completar o problema, o clube foi punido com a perda de três mandos de campo e Tarcísio Zanelatto, homem forte dentro do clube e da Prefeitura Municipal, foi até à televisão cobrar uma explicação do presidente sobre os acontecimentos daquela partida. Em uma eleição apertada, José Carlos dos Santos, conhecido como Carlos do Bar (ele trabalhou no bar do Estádio, daí o apelido), conselheiro do clube há quinze anos e membro do conselho fiscal que apontou irregularidades na gestão Bendini, foi eleito o novo comandante do navio marcilista com o apoio da torcida organizada do clube.

O presidente é novo, mas a estratégia é parecida com a de 2014. Depois de Carlos falar na imprensa que iria montar um time barato, ele teve um aceno positivo do conselho gestor que vai pagar a conta da montagem do elenco. O time rubro-anil trouxe de volta para o comando técnico a experiência de Guilherme Macuglia, de 53 anos, campeão brasileiro da Série C em 2006 pelo Criciúma. Treinador com muita bagagem em mais de 20 anos de carreira, é um excelente nome para tocar um elenco que sobra experiência, com vários atletas que passaram por times de elite.

O plantel é melhor que o do ano passado. Teve a volta de Schwenck, campeão da Série B pelo JEC que terá a companhia de Soares, ex-Figueira e Grêmio, no ataque. O meio-campo vai contar com Athos, ex-Criciúma e Chapecoense, e o volante Túlio Souza, ex-Botafogo. Na defesa estarão os irmãos Rogélio e Neguete, além do experiente lateral-direito Thoni. A ideia é trazer um time rodado que possa trazer resultado a curto prazo, já que a primeira fase tem apenas nove rodadas e o Marinheiro tem o objetivo de conquistar uma vaga na Série D deste ano.

Estou curioso para ver esse time carregado de experiência em campo em um jogo oficial. No papel, o Marcílio aparece como o grande favorito dessa disputa a parte entre os chamados "pequenos" no estadual. Mas pesa contra o time de Itajaí o fato de mandar três dos seus cinco jogos na primeira fase no acanhado estádio Robertão, em Camboriú. Se passar por isso e o time encaixar, o marinheiro tem tudo para voltar a disputar o Campeonato Brasileiro.




segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Quanto cada clube faturará de TV no Catarinense 2015

* com informações da Rádio Difusora, de Içara:

O Criciúma divulgou todos os números sobre as cotas de televisionamento para o Campeonato Catarinense. Como era esperado, os pequenos times do vizinho estado do Rio Grande do Sul terão mais dinheiro pra gastar que um representante catarinense da Série A.

A cota da televisão aberta para transmissão do Campeonato Catarinense 2015 é de R$ 4.550,000,00, descontados os valores do direito de Imagem, Federação Catarinense (10%), Associação de Clubes e arbitragem.

Criciúma , Avaí, Joinville, Figueirense e Chapecoense recebem R$ 424.831,00.
Atlético de Ibirama, Metropolitano, e Marcílio Dias recebem R$ 249.930,00.
Inter de Lages e Guarani recebem R$ 124.965,00 

A cota do canal fechado (Premiere) é de R$ 2.750,000,00, descontados os direitos de imagem, Federação Catarinense (10%), Associação de Clubes, e Arbitragem dos campeonatos de base.

Criciúma, Avaí, Joinville, Figueirense e Chapecoense levam R$ 248.000,00
Atlético , Metropolitano, Marcílio Dias, Guarani e Internacional faturam a fortuna de R$ 82.825,00 para liberarem o sinal de seus jogos para a cidade da partida e os bares que podem vender cerveja a vontade. O contrato de direito de transmissão é de 3 anos.

Só pra voltar a lembrar, um clube nanico do campeonato Gaúcho vai receber R$ 800.000,00.

E pra completar, os clubes fecharam também a venda do espaço daqueles tapetes 3D que ficam atrás do gol. Isso renderá cerca de R$ 20 mil para cada clube. Ou seja, quem chegar na final vai vender a exposição da marca no seu jogo por menos de mil reais por partida.






domingo, 25 de janeiro de 2015

Catarinense 2015: Metropolitano

CLUBE ATLÉTICO METROPOLITANO
Fundação: 22 de janeiro de 2002
Cores: Verde e Branco
Estádio: Sesi (Particular) - 6000 pessoas
Presidente: Marcelo Georg
Técnico: Pingo
Ranking "BdR" 2014: 6o. Lugar
Catarinense 2014: 4o. Lugar



Nos últimos anos, o Metropolitano veio se consolidando como a sexta força do futebol de Santa Catarina. Faz boas campanhas no Estadual e participa frequentemente da Série D, chegando a ficar muito perto do acesso para a C, não fosse um gol incrível perdido no jogo decisivo em Caxias do Sul. Ano passado o Metrô, então comandado por Abel Ribeiro, chegou ao quadrangular  final do estadual e até poderia ir mais longe, não fosse um erro absurdo e injustificável do assistente Carlos Berkenbrock na partida contra o Criciúma. Na Série D, o time classificou para a segunda fase mas parou no Tombense, que viria a ser o campeão. Mesmo com as boas campanhas, o Metrô tem um problema para resolver com o torcedor da cidade. Em uma cidade de 300 mil habitantes, a média de público nos jogos em casa rondou os dois mil. E ainda há de se considerar as dificuldades de se jogar no Sesi, que todo ano passa por uma grande novela para ser liberado. Eu mesmo dei com a cara no portão trancado a cadeado lá por causa da intransigência do dono do estádio. Mas os abnegados dirigentes do clube trabalham duro para manter o sonho do clube em pé.

Só que em 2015 a missão vai ser um pouco mais complicada. O orçamento do Metropolitano teve uma redução drástica, em grande parte devida ao cancelamento do patrocínio da Companhia Hering. A diretoria foi atrás mas já avisou que o time vai ser bem mais barato. Fala-se em uma folha de pagamento de R$ 100 mil para o Estadual, bem abaixo de outras temporadas. Missão árdua para o técnico Pingo, que fez boas campanhas com o Juventus e o Brusque sob condições bem parecidas. A aposta é que ele faça o raio cair no mesmo lugar pela terceira vez: o bom e barato que dê certo e leve de novo o Metrô para a Série D. Isso se ele não abandonar o barco antes.

A situação financeira do clube de Blumenau é tão ruim que nesta semana dois jogadores abandonaram o barco na pré-temporada, por causa de propostas salariais melhores. O time verde não tem mais Alessandro, David e Reinaldo, peças importantes de campanhas passadas, e aposta em nomes como o do argentino Mariano Trípodi, de 27 anos, que passou pelo próprio Metrô em 2010 e que peregrinou por clubes brasileiros e do exterior. No último teste, o time venceu um jogo-treino contra o Paraná, o que dá um "pingo" de esperança ao torcedor que está muito ressabiado. Dessa vez, não há muita animação.

No papel, o time do Metropolitano é, sem dúvida, o pior desde que o time ingressou na primeira divisão. O que não quer dizer que o time seja um favorito ao rebaixamento. O técnico é bom e já conseguiu tirar alguns coelhos da cartola, e por isso que dá pra admitir uma possibilidade de surpresa. Quanto à vaga na Série D a realidade é diferente, já que há uma igualdade entre todos os cinco "pequenos". Na situação financeira que o clube se encontra, permanecer na primeira divisão será uma vitória.