sábado, 7 de fevereiro de 2015

Freio de mão puxado

Acredito que Marcílio Dias x Figueirense tenha sido o único jogo do Campeonato que dê pra dizer que foi bom. E não foi por causa da qualidade do futebol, mas sim pelo drama do campo molhado e da virada incrível que o time de Itajaí conseguiu.

Chegou o sábado e com ele duas apresentações de futebol das mais modorrentas. Três gols em Floripa e um em Joinville. Jogos muito fracos.

Assessoria Figueirense FC
No Scarpelli, o Figueirense jogou para o gasto para bater o Inter de Lages, time que prometeu muito antes do campeonato, mas que apresenta sua cara: depende demais de Marcelinho Paraíba, que cria agumas jogadas mas não resolve sozinho. Foi bem parecido com o jogo contra o Atlético de Ibirama. O Figueira não foi brilhante, mas criou algumas jogadas. Aproveitou a fragilidade da defesa adversária e ganhou o jogo. Não há muita coisa pra dizer de um time que não convenceu por fraqueza de conteúdo. Pelo menos ganhou, e se vencer mais duas e empatar outra está classificado, e ponto final.

Assessoria JEC
O jogo da Arena Joinville teve um outro ingrediente. Hemerson Maria resolveu chutar o balde e mudar o time em oito posições para pegar o Marcílio. Sem querer entrar no mérito de quem merece ou não entrar, o treinador sabia do risco de enfiar um monstrengo que pouco treinou em campo. Dito e feito. O time não funcionou em campo, enfrentou um adversário jogando no erro do adversário. A partida caminhava para o empate, até que Augusto César, um daqueles que o técnico sacou do time, salvou a pátria e fez o gol.

Isso não pode apagar a péssima atuação do Joinville, onde o treinador inventou muito e estragou todo aquele entrosamento da Série B. E tem ainda o mistério de Ivan, goleiro que sequer foi relacionado por uma "questão tática" nas palavras de Maria. Uma hora a resposta pra dúvida aparece.

O que mais me incomoda é a falta de jogos bons. O campeonato ainda não embalou, precisa soltar o freio de mão e sair da inércia.


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Dois apagões em Camboriú e vitória marcilista

Foi um jogo que terminou na madrugada de quinta-feira com sete gols e aquelas jogadas típicas de gramado encharcado, com direito a apagão de 16 minutos. Aliás, dois apagões. Um da energia elétrica e outro da zaga do Figueirense, que permitiu uma virada após o time estar comodamente vencendo o jogo por 3 a 1.

O Marcílio não desistiu em nenhum momento. Dava pra ver no semblante dos jogadores que iriam dar o sangue para tentar o resultado. Argel deu a sua ajudinha. Atraiu o Marinheiro para o seu campo, para dar de frente com uma zaga completamente desgovernada. Marquinhos, mesmo fazendo um gol, não apagou a forma confusa que atuou na defesa.

No resto, foi um jogão pra quem gosta de ver o espetáculo. Com ingredientes dramáticos, muita água e alternativas sobrando. Virada sensacional que dá moral ao Marcílio e que vai fazer Argel espernear um monte com os erros mostrados. Precisa ajeitar a zaga e resolver se vai manter o jovem Luan Polli no gol ou vai atrás de outro no mercado. Ele fez boas defesas, mas também falhou no quarto gol do time de Itajaí.

Jogos assim servem para muitas avaliações. E jogos em condições adversas ajudam mais ainda. Fica a dica.


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Quanto custa torcer no Catarinense 2015

O Blog fez uma pesquisa junto aos clubes para saber quanto custa para o torcedor assistir a um jogo do Campeonato Catarinense 2015. Não são considerados preços promocionais, que dão um preço melhor atrelado a alguma condição. O que vale é o valor na bilheteria pra quem resolver, de última hora, ir no jogo.

O Marcílio Dias é o clube que tem o ingresso mais caro de todos. Jogando no acanhado estádio Robertão, em Camboriú, o Marinheiro colocou o bilhete ao preço único de R$ 80. Vai afugentar o torcedor com um valor nada popular.

Outros preços também podem ser considerados salgados, como os 70 reais que o Criciúma cobrou para o jogo contra o Guarani de Palhoça e os 60 do Figueirense na pelada contra o Atlético de Ibirama.

Por outro lado, os locais onde o ingresso está mais em conta são Ibirama e Blumenau. Por 20 reais é possível assistir a uma partida. Leve vantagem para o Estádio da Baixada, onde o valor dá acesso a uma arquibancada coberta, enquanto que no Sesi o torcedor fica em pé.

Confira os valores praticados nas duas primeiras rodadas do Estadual:


Atlético de Ibirama - R$ 40 (arquibancada coberta nova) e R$ 20 (coberta antiga e geral)
Avaí - R$ 50 (Setores A/C/D/E) e R$ 30 (Setores B/F/G/H)
Chapecoense - R$ 50 (geral), R$ 60 (coberta) e R$ 100 (cadeiras)
Criciúma - R$ 70 (arquibancadas cobertas) e R$ 150 (cadeiras)
Figueirense -  R$ 60 (arquibancada descoberta)  e R$ 120 (cadeiras cobertas)
Guarani - R$ 30 (preço único)
Inter de Lages - R$ 40 (arquibancada descoberta) e R$ 60 (coberta)
Marcílio Dias - R$ 80 (arquibancada única)
Metropolitano - R$ 80 (cadeira central), R$ 40 (arquibancada) e R$ 20 (geral)
Joinville - R$ 50 (arquibancada descoberta), R$ 70 (cadeira nível 1) e R$ 90 (cadeira nível 2)




domingo, 1 de fevereiro de 2015

Instabilidade e arbitragem, ingredientes do empate na Arena

Assessoria JEC
Quando o JEC começou a partida contra o Avaí a 200 por hora fazendo 2 a 0 em vinte minutos contra o Avaí, parecia que o jogo seria fácil.

Só parecia. Geninho montou uma linha de três volantes na frente da zaga que pegou um meio-campo travado do tricolor, sem uma saída de qualidade, que acabou tomando conta da partida e conseguindo o empate, que poderia ser virada não fosse uma bola na trave, uma bela defesa de Ivan e um pênalti legítimo não marcado por Rodrigo D'Alonso. O segundo tempo foi todo avaiano, que fez por merecer três pontos e volta pra casa deixando boa impressão.

A primeira rodada não serve de avaliação para nada. Ambos os times mostraram sinais do início de temporada e apresentaram problemas que só aparecem em jogos oficiais. O JEC, por exemplo, precisa achar a sua configuração ideal no meio. Augusto é bom jogador, mas falha na volta da marcação. Hemerson Maria tentou arrumar colocando Eduardo, mas ele só piorou o que estava ruim. Já o Avaí tem os titulares suspensos para estrear, dando uma pequena dor de cabeça para Geninho, que viu gente mostrando serviço na Arena. Assim como também viu William Rocha fazer uma lambança em cima de outra e ser expulso.

No sábado Criciúma e Chapecoense venceram bem, o que também não quer dizer muita coisa. Os grandes vão jogar para se classificar, e no hexagonal a história é outra. Lá pela terceira ou quarta rodada dá pra enxergar um cenário mais claro.

E é assim, com times abusando de jogos-treinos, muitos escondidos, que o futebol começa a aparecer no começo de temporada.