sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

França extrapolou os limites da folga

Reprodução RICTV Record
Se você visse o Welington Wildy Muniz dos Santos, completamente alcoolizado, sair correndo da delegacia e agredindo um cinegrafista que estava ali fazendo o seu trabalho, iria ficar indignado com as cenas de agressão gratuita de alguém que aprontou em um bar em plena madrugada.

Mas o Wellington também atende pela alcunha de França, jogador do Figueirense e, portanto, nome público, com uma ficha extensa de confusões na noite. Impossível não ligar seu nome ao clube que, até agora, 10 da noite de sexta-feira, não deu um "piu" sobre a situação. Agressivo e cheio da razão, foi para cima do cinegrafista Nelson Moraes sem dó. Antes, tentou tirar uma arma da mão de um policial. Só foi parado com balas de borracha.

Há quem diga que o clube em campo não pode ser prejudicado pelas arruaças do seu jogador, que é reincidente nas passagens pelas confusões. Discordo totalmente, até porque a liberdade na folga tem um limite, que é colocar o nome do clube em páginas policiais, e não as de esporte. E, ainda por cima, ele não é primário na história. Aí tem que ter punição sim. A imprensa paulista chegou a dizer que o Palmeiras "se livrou" de um problema quando França saiu. Ele precisa de um acompanhamento psicológico. Se já tem, não está funcionando.

Um jogador de Série A do Brasileiro não pode comportar-se assim. E um clube de Série A não pode ficar quieto perante a agressão injustificada a um membro da imprensa. França deve desculpas ao torcedor alvinegro por mais uma triste notícia, além é claro de quem ele arrumou problema na madrugada de sexta.

Solidariedade ao Nelson, pai de família trabalhador que foi agredido por um homem desequilibrado e que dá a impressão que não é repreendido pelo que faz. As imagens mostram tudo. Abaixo, matéria veiculada no "Cidade Alerta" da RICTV Record.

O novo triunfo de Pingo e o Metrô, sobre a zorra de Geninho e seu Avaí

Marco Santago / Notícias do Dia
Antes de tudo, preciso tirar o chapéu para o Pingo. Ele faz coisas que as vezes quem está de fora não entende. Mexe o time, inventa de vez em quando, erra em algumas tentativas, mas também acerta. O time estava ameaçado de rebaixamento. É bem mais barato que o do ano passado. Com duas vitórias fora de casa, o tempo clareou. Agora é terceiro e está em boa posição para classificar.

E está em terceiro jogando bem. Repetiu o bom futebol do jogo em Criciúma e botou o pobre do Avaí, que tem um orçamento sei lá quantas vezes maior, pra correr atrás dentro da Ressacada. Mesmo com um pênalti não marcado por Bráulio Machado no fim do jogo, a tal da justiça divina apareceu para Altino fazer o 2 a 1. Venceu quem era mais organizado, e este foi o Metrô. Se não bobear dentro de casa, fatura uma vaga.

O Avaí consegue a façanha de piorar a cada jogo. Dia desses, escrevendo minha coluna, busquei declarações de jogadores e do técnico Geninho para tentar saber se eles identificaram quais os problemas do time. Nesta semana, o treinador disse que era ansiedade misturada com nervosismo, e que a conversa ia ajudar um pouco. Não ajudou e só piorou. Ele já havia dito que se estivesse assistindo o jogo na torcida também vaiaria. Tudo isso todos já sabem, o problema é que ele não encontra soluções. Admitiu que não há multa contratual e deu a deixa para uma troca, que não resolverá a situação no Estadual, de um time que tem o DNA do técnico, que participou diretamente do processo de montagem e só voltou das férias alguns dias antes da estreia.

Já passou da hora de uma reavaliação do elenco, usar um pouco do orçamento e tentar acertar dessa vez nas contratações. Dois meses do ano já foram pro lixo, melhor arrumar agora do que perder o resto do ano.


Voltando à parte de cima, o resultado praticamente cria uma situação para Metropolitano, Marcílio Dias e Atlético de Ibirama. Desses, dois vão ao hexagonal e um fica no quadrangular contra, possivelmente, Avaí, Guarani e Inter de Lages. Isso se o Joinville não tomar cuidado e perder o bonde para a festa da turma de cima. Aí teríamos um hexagonal meio a meio entre grandes e pequenos.



quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Vitória que convenceu

* Publicado no jornal "Notícias do Dia" de 19/02/2015
Por mais que o técnico Argel venha vendendo a imagem que tudo está perfeito no time do Figueirense, era notório que muita coisa ainda existia para arrumar. O jogo contra a Chapecoense era uma boa oportunidade para medir a temperatura do time e ver como ele se comporta contra um adversário direto ao título no hexagonal. O resultado, além de colocar o time na liderança e com vaga garantida na fase final, foi uma ótima prova de autoafirmação. O time melhorou muito, sim.
Nesse teste o time alvinegro passou com louvor. Jogo disputado, com jogadas duras e um adversário criando oportunidades em todas as partes do campo. No primeiro tempo a partida foi igual, com Thiago Heleno salvando um chute do time da casa em cima da linha e duas chances desperdiçadas no ataque em falhas da defesa verde. O detalhe que resultou na vitória alvinegra saiu de um fundamento que, se bem treinado, vira uma arma poderosa. A saída para o contra-ataque pegou a zaga da Chape completamente revirada, o que permitiu o toque de bola até o chute certeiro de Clayton. Daí foi segurar o resultado e trazer os pontos para casa.
Não foi uma atuação perfeita, mas a vitória deve ser muito comemorada pela entrega e evolução do time. Agora, Argel tem tempo para azeitar a máquina em quatro rodadas até a chegada do hexagonal.
Uma ótima chance
Os resultados da rodada de ontem colaboraram, e o Avaí ganhou uma ótima oportunidade de sair da parte de baixo da tabela e até arrumar um lugar no grupo dos seis que se classificam. Se vencer o Metropolitano por 2 gols de diferença, o Leão deixa a lanterna e termina a rodada no G6. Mas se perder, o time de Blumenau vai para terceiro e a distância para o sexto colocado será de três pontos. É uma pressão diferente, onde o time sabe que não pode errar, já que a vitória significa sair do buraco e ver a situação melhorar bastante. Com a volta de Roberto, Geninho vai colocar três atacantes para enfrentar o Metrô. Pintou a chance de dar uma reviravolta no clima pesado que paira na Ressacada. Não dá nem pra pensar em desperdiçar essa.

Figueira faz grande partida e garante sua vaga. Resultados embolaram o resto da classificação

O Figueirense fez um jogo muito bom contra a Chapecoense, soube sair com eficiência no contra-ataque e garantir o resultado contra outro time qualificado. Ambos precisam corrigir algumas situações para o hexagonal, e terão tempo para isso, além de poderem se preocupar com a Copa do Brasil.

A rodada, que teve dois erros de arbitragem, um em Criciúma e outro bem grandão em Palhoça, embolou a briga pelas outras quatro vagas. Tornou interessante o jogo desta quinta na Ressacada. Se o Avaí vencer, poderá sair da lanterna para terminar a rodada dentro do G6. Se o Metrô vencer mais uma fora de casa, sobe para terceiro na classificação.

Tem gente aumentando a preocupação. O JEC sofreu um apagão no primeiro tempo e foi atropelado pelo Criciúma, empurrado pela comoção da morte de Alexandre Pandóssimo. Não houve tempo para reação do time de Hemerson Maria, que ouviu um monte e ouvirá até o jogo contra o Guarani no sábado.

Briga pelas vagas restantes no hexagonal ficou completamente aberta. Rodadas finais serão muito interessantes.



terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Luto no futebol: morre Alexandre, o maior goleiro da história do Criciúma

Por causa de sete paradas cardiorrespiratórias ocorridas durante um jogo de futevôlei na Praia do Rincão, o futebol de Santa Catarina perdeu um grandes goleiros da sua história. Alexandre Pandóssio faleceu aos 53 anos de idade. Atualmente era companheiro de imprensa esportiva, atuando como comentarista na Rádio Hulha Negra de Criciúma. Não resistiu e morreu no Hospital São José no início da tarde desta terça.

Goleiro do esquadrão criciumense campeão da Copa do Brasil de 1991, a maior conquista já obtida por um clube do Estado, Alexandre nunca saiu do futebol. Atuou como treinador aqui no Estado no Próspera, Imbituba e até no Maga, de Indaial.

Um grande goleiro e excelente pessoa, que merece todas as homenagens. O futebol catarinense perde um cara espetacular. Pêsames à família e a torcida carvoeira.