sábado, 14 de março de 2015

O Avaí não vai se manter na primeira divisão só no nome

Geninho pediu demissão após o jogo
(Assessoria Avaí FC)
Hoje no Clube da Bola falei que o quadrangular do rebaixamento do Estadual tinha "três clubes mais um". Ainda acreditava que a semana inteira de treinamentos pudesse dar um sopro de alguma coisa para que o Avaí, que tem orçamento anual de oito dígitos, desse um jeito pra não cair.

Me enganei. O time é ruim mesmo e está humilhando o torcedor avaiano. A diretoria, que não soube contratar e ainda erra em registro de jogadores, está em um ano pra esquecer. E pode anotar: só na camisa ou no nome o time não vai se manter na primeira divisão. Do outro lado estão times de orçamento bem menor, mas com vontade muitas vezes maior. O Guarani mostra bem isso, com um time modesto, mas brigador.

O risco de rebaixamento é enorme, e é hora do presidente aparecer e dar um soco na mesa. A demissão do técnico Geninho é algo necessário para provocar um fato novo que chacoalhe o elenco e possa espremer o máximo para evitar a degola, já que não é permitido mais contratar. Na saída, ele chamou para si a responsabilidade, algo esperado de um treinador com muita experiência.

A hora agora é de algo novo para evitar o pior.

Ou reage de forma convincente, ou ano que vem vai ter jogo em Canoinhas, Porto União e Seara.




sexta-feira, 13 de março de 2015

Figueira motivado vence um JEC sem vontade de vencer. Rodada foi dos mandantes

Eduardo Valente / Notícias do Dia
Figueirense e Joinville fizeram um jogo que começou violento. Reflexo das diferentes motivações que os times vieram para o jogo do Scarpelli. Enquanto um precisava de uma resposta depois do empate na estreia, o outro veio com certa empolgação da estreia contra o Metropolitano, mesmo jogando mal.

No fim das contas, deu o time da casa, o mais organizado e que buscou vencer. Pobre JEC, que perdeu o grupo e o futebol da Série B em algum lugar. O primeiro tempo até foi equilibrado, mas no segundo o Figueira empurrou o tricolor para o seu campo de defesa e o time de Hemerson Maria ficou lá atrás aguentando pressão do adversário. Uma hora ia sair o gol, e assim aconteceu com Mazola aos 34. A confusão na saída de bola do JEC acabou resultado no gol de Yago.

Um jogo que é fácil de explicar: um procurou o gol enquanto o outro se escondeu. Sem opções confiáveis de frente, restou ao Joinville usar a tática do "jogar feito time pequeno" como o Inter de Lages fez na quarta. Ambos perderam por 2 a 0. Um sai tranquilo do estádio, e o outro volta à mesma preocupação do final da primeira fase.

Foi uma rodada para restabelecer os times de melhor campanha da primeira fase. Ambos venceram seus jogos por 2 a 0, e começa a aparecer um grupo que deve ser eliminado com certa antecedência, se não houver uma grande reviravolta. Não acredito que o JEC consiga uma recuperação assustadora que o faça credenciar para o título. Logo, a briga vai ficar para Metrô, Chapecoense e Figueira. O primeiro confronto direto deles é domingo a noite, com o Figueirense jogando no Sesi contra o Metrô no curioso horário das 9 da noite.



terça-feira, 10 de março de 2015

FCF foi o terceiro "clube" que mais faturou no Catarinense 2015

O Blog reproduz abaixo uma pesquisa feita pelo Rafael Araldi, narrador da Rádio Regional FM, de Florianópolis. Através de pesquisa em todas as súmulas de jogos do Campeonato Catarinense, ele fez o cálculo de quanto cada clube faturou até agora, tirando fora as despesas. O que conta é a renda líquida de cada jogo observada nos borderôs.

A Federação Catarinense de Futebol, que leva 10% da renda bruta, ficou no terceiro lugar da lista dos que mais faturaram. Os números:

1º Joinville – R$ 302.525,21
2º Avaí – R$ 284.429,05
3º Federação Catarinense de Futebol – R$ 227.677,15
4º Criciúma – R$ 185.088,07
5º Chapecoense – R$ 168.859,15
6º Inter – R$ 160.157,27
7º Figueirense – R$ 121.955,07
8º Ibirama – R$ 32.857,44
9º Metropolitano – R$ 17.287,70
10º Guarani – R$ 15.460,55
11º Marcílio Dias – R$ 11.845,81

Observação bem feita pelo Araldi: a Federação faturou até agora mais que Figueirense, Ibirama, Metropolitano, Guarani e Marcílio Dias somados.


Longo caminho para ser competitivo na Série A

*Publicado no jornal "Notícias do Dia" de 10/03/15:

Há algum tempo existe um ditado que diz que o catarinense não serve de verdade absoluta em comparação ao Campeonato Brasileiro. O nível técnico do atual campeonato estadual não é nenhuma maravilha. Chapecoense e Figueirense, os melhores da primeira fase, mostraram a sua superioridade, mas ainda não empolgam o torcedor. Há ainda um caminho a ser percorrido e os reforços são obrigatórios para enfrentar um desafio com um nível de exigência ainda maior, contra equipes que recebem muito mais dinheiro em patrocínios e cotas de TV.

Entendo que o Estadual serve como uma espécie de triagem. A partir dele, você consegue identificar quem pode fazer parte do grupo principal e quais posições são mais carentes de bons jogadores. A partir daí os times podem tentar garimpar no mercado algum bom negócio que resolva o problema. O Figueirense, por exemplo, sabe que Alex Muralha pode tranquilamente vestir a camisa 1 do time no Brasileirão, depois de ser bem testado no torneio local. A Chapecoense também deu um bom indicativo que Roger e Ananias farão uma interessante dupla no início do Nacional.

Enquanto isso, Avaí e Joinville não passaram no teste e precisam rever tudo com máxima urgência. Ambos estão em atividade há dois meses e não alcançaram um mínimo de confiança de que o caminho está certo. Nesse caso, a reformulação deve ser grande e o caixa do clube vai sentir. O JEC que o diga, com um grupo que tem dez jogadores somente para o ataque, que produziu muito pouco até agora.

Sem desespero

A segunda rodada do hexagonal terá os três melhores times da primeira fase jogando em casa. O destaque vai para a partida de quinta-feira no Scarpelli. O Joinville é líder isolado depois de vencer o Metropolitano, mesmo jogando muito mal. E depois de arrancar um bom empate contra o motivado time do Internacional, é a vez do Figueirense mostrar a que veio nesta segunda fase. Tem mais time que o JEC e é favorito para vencer a partida. Só que no hexagonal todos começaram de novo do zero e todo um novo caminho precisa ser trilhado. Logo, o favoritismo da teoria precisa se transformar em vitórias na prática.


domingo, 8 de março de 2015

JEC lidera com vitória surpreendente. Mas ainda é o início do hexagonal

Assessoria JEC
Não faltou emoção na Arena Joinville. O tricolor não foi melhor que o Metropolitano em campo mas conseguiu uma virada surpreendente no segundo tempo. Venceu, e com os empates da Chapecoense em Criciúma e do Figueira em Lages, Hemerson Maria pode dizer que é líder.

Mas ainda falta muita coisa para acontecer nesse hexagonal.

Até porque os favoritos à final empataram fora de casa e, logo, conquistaram bons resultados. O Inter de Lages mostrou um crescimento enorme nessa reta final de primeira fase e vai ser um osso duro jogando dentro do seu estádio. Logo, o Figueirense não pode reclamar do ponto levado pra casa. Mesmo caso da Chapecoense.

A vitória do JEC é pra derrubar comentarista. O time continua um amontoado de jogadores em campo e estava sendo envolvido pelo toque de bola do Metropolitano, que saiu na frente com um gol de Trípodi em drible desconcertante em cima de Dráusio. A situação até parecia sob controle, quando Fernando Viana entrou em campo e recebeu o cruzamento de Tiago Luis, numa falha do time de Blumenau. E em outra jogada pelo meio, um pênalti questionável que acabou na virada. O Metrô quase conseguiu o empate na bola na trave na última jogada.

Vitória costuma apagar más atuações, assim como derrota pode apagar as boas. Faltando ainda nove rodadas pela frente, o Metropolitano tem plenas condições de se recuperar, apresentando o mesmo futebol vistoso nos próximos jogos. Falta um pouco mais de atenção. Já o Joinville precisa levar na cabeça as circunstâncias que levaram o time a vitória. Quinta, contra o Figueira, o buraco é mais embaixo, e não dá pra contar sempre com a sorte. Hemerson Maria, que não acertou o time em dois meses, ganha sobrevida.