sábado, 28 de março de 2015

JEC subindo com a terceira vitória seguida, e quadrangular segue dos mandantes

Assessoria JEC
O Joinville que venceu o Criciúma em casa não foi melhor do que aquele que bateu o mesmo adversário no Heriberto Hulse. Mesmo assim, venceu seu terceiro jogo seguido e continua firme e forte na briga pela vaga na final.

Hemerson Maria poupou jogadores e o time teve dificuldades para passar por uma marcação forte do Criciúma, que repetiu o expediente de outras partidas e esperou o adversário. O JEC se complicava para chegar no gol de Luiz mesmo com um jogador a mais em campo. A partida caminhava para o empate quando Kempes, que veio do banco de reservas, fez o gol que deu um alivio em uma partida de baixa qualidade. Não foi aquele jogão. Para o Joinville, venceu e é o que importa. O Criciúma, já eliminado, foca na Série B e tenta não dar vexame maior nesses jogos que faltam.

Fato interessante que pode ser um diferencial daqui pra frente: o JEC é o único dos três times pretendentes ao título que fez seis pontos no Criciúma, enquanto que Chapecoense e Figueirense empataram com o Tigre no primeiro turno. Além do mais, a vitória tricolor em Lages contra o Inter pode ser outro pilar na campanha rumo à final. Lá na serra, o Figueira empatou, e a Chape ainda terá que jogar. Mesmo sem jogar tudo aquilo, a vontade vai colocando o Joinville rumo à decisão. Quarta o time terá um teste muito interessante contra o Ituano, atual campeão paulista. Uma comparação com um time de fora do Estado de bom nível será legal.

Já no quadrangular, Avaí e Guarani empataram tudo de novo. Segue os 100% dos mandantes e tudo será decidido nas duas últimas rodadas, onde um empatezinho fora de casa pode servir como uma grande vitória, enquanto que o mandante poderá selar o seu destino. A dupla da Grande Florianópolis ganhou uma gordurinha no saldo, o que pode fazer a diferença lá no final, do jeito que as coisas andam. Tá tão equilibrado (e nivelado por baixo) que a chance do saldo definir um ou os dois rebaixamentos é bastante considerável.



terça-feira, 24 de março de 2015

Kleina é um bom nome, mas não é milagre nem solução

Lancenet
Entre as especulações depois da saída de Geninho, o Avaí resolveu mudar o planejamento de manter Raul Cabral até o fim do quadrangular e acertou com o experiente Gilson Kleina, com vários clubes no currículo, algumas conquistas e insucessos também, entre eles quatro rebaixamentos: Paysandu (05), Paraná (07), Palmeiras (2012) e Bahia no ano passado.

É um cara que conhece. Sua chegada antecipada tem, como primeiro propósito, chacoalhar o elenco para tirar o máximo dele nas rodadas finais e evitar o vexame da ida para a segundona do catarinense. Soa como uma avaliação do grupo para saber quem fica para o Brasileirão.

Até o quero-quero que passeia no gramado da Ressacada sabe que o problema está longe de ser treinador. Agora, Kleina tem a obrigação de evitar um rebaixamento iminente. E depois terá que corrigir tudo o que foi feito de errado na montagem do elenco de 2015. Para isso, vai ter que contar com a colaboração da diretoria, a mesma que conseguiu montar o pior plantel dos últimos tempos.

O novo técnico terá um trabalho muito árduo pela frente.


domingo, 22 de março de 2015

Embolou o hexagonal, e o quadrangular mantém a escrita dos mandantes

Marco Santiago / Notícias do Dia
Apenas um resultado deste domingo dá pra dizer que foi surpreendente, ou fora do esperado. O goleiro Luiz pegou tudo e segurou o empate do Criciúma com o Figueirense no Scarpelli. Isso fez com que a Chapecoense empatasse com o Figueira na liderança e colocasse o Joinville no meio da briga, que começa a ficar polarizada entre os três atrás de duas vagas.

O Figueirense não conseguiu passar pela forte marcação do Tigre, que aplicou uma receita bem parecida à que o JEC usou semana passada em Florianópolis. A diferença é que agora deu certo. Com o Tigre praticamente fora da briga pela decisão, Luizinho Vieira tenta arrumar a casa começando pela defesa e já arrumar o time para a Série B. Com noite iluminada de Luiz, conseguiu. É o tipo do franco-atirador que requer uma atenção a mais.

Já a Chapecoense passou pelo Metropolitano e confirmou o dever de casa. Não fez uma grandíssima partida, enfrentou um adversário muito desfalcado e sem opções de reposição de qualidade, mas venceu e é isso o que importa. O Metrô de Pingo parece ter chegado ao seu limite. É um bom time completo, mas quando precisa usar o banco, dá problema. Com a polarização de três times na ponta da classificação, o sonho da Copa do Brasil está se complicando.

Semana que vem tem o que a gente pode chamar de "mata-mata", já que os times vão se enfrentar po duas vezes seguidas. E quis a montagem da tabela que esses jogos consecutivos fossem entre Figueirense e Chapecoense, os dois melhores da primeira fase; JEC e Criciúma, os que não convencem, com vantagem para o time de Hemerson Maria que tem chances, e Inter x Metropolitano, valendo a última chance de tentar um bom dinheiro no caixa na Copa BR do ano que vem.

Falando nesse mata-mata com aspas, os jogos de ida aconteceram no quadrangular da morte. Manteve-se a escrita das duas primeiras rodadas, com vitórias dos mandantes, o que colocou o Avaí na lanterna, depois de tomar mais uma virada, dessa vez para o Marcílio Dias. O torcedor azul, cada vez mais machucado, já começa a considerar a possibilidade de segundona no ano que vem. A classificação e o modo como o torneio acontece indica que um empate fora de casa será excelente para quem visita, e trágico para quem recebe. Semana que vem o Avaí pega o mesmo Marinheiro com pressão dez vezes maior dentro da Ressacada, enquanto que o Atlético vai buscar esse pontinho importante contra o Guarani em Palhoça. Está tão ou mais interessante que o hexagonal.