quinta-feira, 9 de abril de 2015

Joinville, finalista que cresceu na hora certa

Assessoria JEC
* Publicado no jornal "Notícias do Dia" de 09/04/2015

Já critiquei muito o modo como o Joinville vinha se apresentando neste Estadual, mas a crescente das últimas atuações e, principalmente, o modo com que o time venceu e segurou a pressão dentro da Arena Condá constatam que o Tricolor de Hemerson Maria cresceu no momento decisivo do campeonato, mesmo recheado de desfalques. Foi a quinta vitória seguida, que garantiu a primeira vaga na decisão.

Pressionada, a Chape não tinha outra coisa a fazer se não pressionar desde o primeiro minuto, mas não contava com a falha de Rafael Lima na frente de Tiago Luís, que acabou abrindo o placar. Trouxe intranquilidade para o time da casa, que tomou o segundo num espetacular contra-ataque armado por Kempes e pelo próprio Tiago, finalizado por Wellinton Junior. E mesmo com um jogador a menos depois da expulsão de Guti, o JEC continuou levando perigo ao gol de Nivaldo. Uma atuação irrepreensível.

Hoje à noite é a vez do Figueirense encaminhar a sua classificação, em casa, contra o eliminado Metropolitano. Caso vença, o jogo de domingo na Arena, além de ser um aperitivo da final, pode decidir quem vai jogar a grande decisão em casa com a vantagem de dois resultados iguais. Uma decisão que vai premiar aqueles que tiveram melhor momento na reta final do hexagonal, no momento que vale. O Joinville já mostrou a que veio. Vai entrar em boa condição técnica e com a moral lá em cima. O Figueira tem três partidas para se acertar e chegar aos jogos finais em condição igual ou melhor.
Lá embaixo

No quadrangular da morte, depois da última rodada, que praticamente encaminhou o rebaixamento do Marcílio Dias e do Guarani, as reações foram imediatas. O Marinheiro dispensou 12 jogadores e o técnico, Leandro Campos, já em clima de fim de festa. Isso até facilita o trabalho o time de Amaro Junior na última rodada. O mais complicado é depender do AvaÌ, que já cumpriu o seu objetivo. Ambos terão um futuro bem complicado, já que a segundona começa na metade do ano que vem. Mais de um ano sem um jogo oficial sequer, pois a Segundona 2016 é só no segundo semestre.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Rebaixamento resolvido. Não dá pra acreditar em algo diferente

Eduardo Valente / Notícias do Dia
Duas goleadas encaminharam o rebaixamento do catarinense neste ano. Claro, o debate nos próximos dias vai instigar o Avaí a jogar pra valer em Ibirama para ajudar o Guarani.

Mas vem cá, vale o risco de entrar pra dividir em nome de uma causa que não é sua? Se Avaí e Atlético chegaram na última rodada na condição de se salvarem com um empate, não há porque fazer algo diferente.

O Guarani é o time mais lutador dos quatro. Fez a tarefa em casa até agora, mas bobeou quando não podia, sendo goleado pelo Avaí. O torcedor do Leão respira com um misto de alívio e revolta. Tudo o que podia dar errado num ano aconteceu em três meses. Hora de procurar uma ampla reestruturação e pensar na Série A que começa no mês que vem. O Catarinense virou página virada, e não terminou da pior forma.

E que ironia: o Guarani repete o Brusque do ano passado. Ficou a um gol de classificar para a segunda fase (se tivesse vencido o Marcílio na última rodada, eliminaria o JEC), e vai acabar rebaixado, assim como o time de Pingo em 2014.

Já em Itajaí, o Marcílio provou porque foi o time enganador do ano. Puxem no arquivo dos jornais e vejam como o time era bem falado, até dado como favorito a surpreender. Eu também caí nessa. Coloquei em uma enquete do ND que o time iria para a Série D. Achei que Athos, Soares, Schwenck, Guilherme Macuglia e companhia iam botar o time nas cabeças. Engano. O time experiente não aguentou o tranco, e volta para a segunda divisão goleado pelo mesmo time que usou da boa vontade do Marinheiro para vencer em Itajaí e se salvar do rebaixamento no ano passado, jogando o Brusque na segundona.

É o futebol. Que as vezes dá suas voltas.





domingo, 5 de abril de 2015

Os três primeiros venceram. JEC sofreu para continuar líder

O Campeonato Catarinense pode conhecer o seu primeiro finalista na quarta-feira, se o Joinville vencer a Chapecoense na Arena Condá. Com as vitorias dos três líderes no final de semana, a briga se acirra para as três rodadas finais. E na gangorra do desempenho, há um cenário de equilíbrio, só que nivelado por baixo. Bem por baixo.

Debati a situação do JEC com alguns amigos, e vejo que há uma divisão. Uns acham que. O time mostrou uma real evolução e cresceu na hora certa. Outros, e eu me incluo nessa turma, veem que o time vem contando com alguns acontecimentos para chegar onde está. O JEC não melhorou em nada? Melhorou sim, tem mais vontade, é um pouco mais agressivo e incrementou o uso das laterais. Fica por aí. O problema de armação do time é crítico. O Jogo estava sob controle contra o Internacional quando a defesa resolveu aparecer no segundo tempo, quase colocando tudo a perder. Não fosse um milagre de Oliveira somado com um pênalti claro não dado por Heber Roberto Lopes, que estavam muito longe do lance, que a liderança ia embora. De toda forma o time venceu, e pode se garantir na decisão quarta, apesar de não ser favorito contra a Chapecoense.

Bom notar que a Chape mostrou em Blumenau que parece ter reencontrado um futebol convincente. Ainda que toda boa fase necessite de uma segunda ou terceira prova, o modo como o time encarou o Metropolitano deu esperança de que a vitória poderá vir em casa, para diminuir a diferença para o JEC na reta final.

Já o Figueirense jogou para o gasto em Criciúma. Começou o jogo vencendo, não dominou o time mais fraco do hexagonal como se esperava e tomou susto no final. Quase tomou um empate que teria efeito de uma grande derrota. Pesa a favor do time de Argel ter dois jogos em casa contra Metropolitano e Inter para ter tranquilidade. Esperava mais futebol de um time encaminhado como favorito e que não mostrou tanto brilho nesta semana.

Pelos motivos mostrados acima é que o equilíbrio existe. Uns crescem, outros diminuem. No fim das contas a briga está aberta. E sem esquecer de uma coisa: pensando no Brasileirão, que começa na semana seguinte à final, tem muito o que evoluir.