sábado, 18 de abril de 2015

Zero a zero que valeu pela base tricolor em campo

Hemerson Maria falava na entrevista coletiva como aquele professor de educação física orgulhoso do time da sua escola depois de uma partida em alguma olimpíada estudantil. Com o JEC já classificado e com vaga garantida na final, era a hora perfeita pra testar a base. Teve gente que aproveitou e apareceu muito bem.

Gostei bastante de Luis Meneses e Mateus Silva, atletas que atuaram com personalidade. Juninho mostrou vontade e Danrlei, esse já com mais rodagem, deu recado que merece ser observado com mais carinho pelo menos na composição do banco de reservas.

Do jogo em si não dá pra tirar muito. Mas como observação de possíveis talentos do time para o futuro, vale bastante. Tinha jogador que atuou pela primeira vez pelo profissional. Vai para a história deles este dia 18 de abril.



segunda-feira, 13 de abril de 2015

Existem marmeladas e marmeladas, todas inaceitáveis

O ano era 2000, Jogos Abertos de Santa Catarina em Brusque. O torneio de futsal contava com 12 equipes, em 4 chaves de três equipes. O primeiro critério de desempate, depois dos pontos, era o número de gols sofridos. Numa dessas chaves estavam a cidade-sede, São Miguel do Oeste e Palmitos. Os dois times do Oeste se enfrentaram no último jogo. Precisavam empatar em zero a zero para que ambos passassem para a segunda fase. Ou seja: era só não fazer nada.

Começou o jogo e acontecia o esperado. Bola tocada de um canto pra outro na quadra. De repente um dos jogadores de Palmitos resolve dar um bico pro outro lado. Mandou um chute tão desregulado que foi na mão de um atleta de São Miguel. Pênalti. E agora?

Um pivô veterano chamado Altair foi bater o pênalti. Ele precisava errar para que o zero a zero permanecesse. Ele correu pra bola, bateu e.... marcou o gol! E ao invés de comemorar o gol, foi em cima do goleiro de São Miguel e disse "porra cara, eu falei pra ti que eu ia bater no canto esquerdo e tu foi no outro". Com o placar aberto, o jogo virou sério. A marmelada não cabia mais.

Teve ainda aquele caso do ano passado, que o Marcílio deu um jeito de perder para o Ibirama para rebaixar o Brusque. O caso do jogo do mesmo Atlético contra o Avaí é parecido, já aconteceu em outros casos mas causa indignação quando acontece. O problema não é o resultado, mas a forma como se "vendeu" uma imagem de jogo sério quando tudo conspirava contra. Os times nem fizeram questão de dar uma enganada com um empate com gols.

Mais um fato patético no "melhor campeonato de todos os tempos" que os dirigentes tentam vender. Vai pra lista dos micos.


domingo, 12 de abril de 2015

Final definida, com o JEC levando uma importante vantagem

Só faltava a confirmação matemática da decisão do catarinense. Agora não falta mais, depois de mais uma derrota da Chapecoense. JEC e Figueirense vão decidir o campeonato em situação inversa à do ano passado. Dessa vez é o tricolor quem decide em casa e com a vantagem dos dois resultados iguais. Pouca coisa? O Figueira levou o caneco de 2014 por causa da vantagem da melhor campanha. É algo bem considerável.

O jogo na Arena foi quente, com muito trabalho para Sandro Meira Ricci, que tentou segurar o pessoal com conversa e muitos cartões. O apagão alvinegro que resultou em dois gols do JEC em sete minutos mexeu com os brios de todos e demorou até o time de Argel acordar. Veio o gol de pênalti marcado por Clayton, e o jogo efetivamente começou. A bola na trave de Fabinho e a expulsão de Saci e Mazola deveriam esquentar a partida, o que não aconteceu.

O pênalti convertido por Marcelo Costa selou o destino do jogo e transformou a partida numa sessão de cartões forçados, todos querendo estar OK para a decisão. Argel reconheceu que hoje não foi o seu dia e sabe que terá trabalho para encaixar o time contra um adversário que, hoje, está um pouco à frente. Tendo um jogo contra o Inter no final de semana que não vale absolutamente nada, o técnico vai ter tempo para ajustar os setores e falar bastante nas coletivas. Aliás, temos aqui um confronto de quem gosta de umas frases de efeito contra outro que veste as sandálias da humildade e não quer polêmica.

O clima quente do jogo do hexagonal vai ser levado para as finais. Arbitragem vai ter que segurar a barra. E se não der conta, pode acabar definindo o resultado, algo que não seria nada desejável.