sexta-feira, 24 de abril de 2015

Campeão catarinense vai receber o troféu "tampa de pepino"

O troféu do campeonato catarinense não vai ser um troféu. Mais parece um display de loja ou uma tampa de vidro de pepino gigante. Uma obra de mau gosto que foge de qualquer prêmio digno de um campeão. Mais parece uma propaganda permanente que nem cabe numa estante. O campeão vai ter que arrumar um prego na parede.

Patrocinador, Delfim e a tampa de pepino

Troféus como o do campeonato alemão ou japonês são lindos, de prata, sem nenhum tipo de merchan. Já essa coisa aí extrapola. E o presidente da FCF ainda disse que "é uma verdadeira obra de arte, com certeza temos uma das mais belas taças, senão a mais bela, na história dos 91 anos do Campeonato Catarinense".

Não precisa exagerar. Primeiro que isso não é taça, e qualquer outra é mais bonita que essa. A ideia é "parecer com o troféu do campeonato alemão". Menos. A salva de prata é linda e não tem merchan. Os clubes catarinenses merecem algo de melhor gosto.







Felipe e Carlos Alberto, as apostas inusitadas do Figueira

Numa noite só, a imprensa do Rio diz que Carlos Alberto fechou com o Figueirense pela bagatela de 140 mil reais mensais e o goleiro Felipe é visto em Floripa depois de acertar com o clube.

Dois casos que dá pra chamar de aposta. E aposta inusitada. Um meia que não convence há tempos, com um salário extremamente alto pelo pouco futebol que vem mostrando. Carlos Alberto é o tipo de jogador que ainda encontra lugar em clube de Série A sem merecer tanto. Basta olhar as suas últimas temporadas. Se ele tivesse vindo por um valor menor ou até com algo ligado a produtividade, vá lá. Mas um salário tão alto para alguém que coleciona afastamentos e passagens discretas? Posso queimar a língua, mas não acrescenta em nada ao que o time tem atualmente. Em tempo, parte 1: seu salário no Goiás, ano passado, era de 50 mil reais.

O caso de Felipe é diferente e traz outro pensamento. Tiago Volpi assumiu a camisa 1 do time, convenceu a torcida com o andar das rodadas e tornou-se unanimidade, certo? Alex Muralha segue o mesmo caminho. Assumiu a titularidade, tem atuações convincentes e mostra ter qualidade para o gol alvinegro na Série A. E aí vem um outro goleiro que está parado um tempão?

O dinheiro do Figueirense não é meu e o presidente tem direito de gastar onde quiser. Mas dentro de uma certa razoabilidade, é melhor investir uma grana preta em dúvidas ou em jogadores que possam trazer um resultado, digamos assim, mais garantido?

Pesa a favor aquela história de recuperar jogador em decadência, vide Edmundo. Não sei se o raio cai duas vezes no mesmo lugar. Também tem o caso do Loco Abreu, que deu beeeem errado.

Em tempo, parte 2: torcedores vascaínos não esconderam sua felicidade quando souberam que Carlos Alberto recebeu uma proposta bem melhor do Figueira.


domingo, 19 de abril de 2015

Passou o hexagonal, agora é foco na final

Carlos Junior / Notícias do Dia
O hexagonal terminou sem aquela famosa emoção de uma última rodada. A decisão já estava definida com mando de campo e tudo. Para quem está na final, houve oportunidade para descansar titulares e zerar os cartões amarelos para a final. Cada time tem problemas isolados, mas agora é foco na final. Domingo que vem começa a batalha entre Figueirense e JEC, no Scarpelli.

Com o adiamento dos confrontos da Copa do Brasil, o Figueirense terá todo o tempo do mundo pra esse jogo, coisa que o Joinville já tinha, depois da eliminação para o Ituano. Isso tem um lado bom e outro ruim: tempo suficiente para treinos, recuperação de atletas, estudo do adversário e concentração para a final duelam contra a ansiedade que todos tem para uma decisão. Como ambos os times sobraram na reta final da segunda fase e se classificaram com boa antecedência, a "pilha" da final já começou lá atrás, e isso pode ficar remoendo na cabeça dos personagens até o pontapé inicial do primeiro jogo. Cabe às comissões técnicas manter a turma com os pés no chão para não entrarem pilhados demais, tipo Wellington Saci, que não pode ver um jogo contra o Figueira que entra maluco em campo.

Saci não joga a primeira final, e acredito que não jogue a segunda também. O JEC contará na decisão com importantes jogadores que passaram todo esse tempo se recuperando. Jael e Marcelo Costa já retornaram e Anselmo está voltando. Ainda que Hemerson Maria tenha achado um esquema que funcione bem para o estadual, com Tiago Luis na meia e Kempes e Welinton Jr. na frente, é inegável que ter 3 dos campeões brasileiros da B de volta ao combate ajuda e muito.

Do outro lado, Argel dificilmente contará com Rafael Bastos e espera que Leandro Silva possa estar em campo no jogo de volta. Uma reunião nesta segunda pode definir o tratamento dele sem cirurgia. Sem este último, ele fatalmente terá que improvisar no setor em casa e sabe que o adversário tentará jogadas por ali.

Quando o JEC jogou pela primeira fase no Scarpelli, o que se viu foi um time ultra-recuado torcendo para o jogo acabar contra um Figueira que entendeu o recado e foi para cima, e acabou vencendo. No hexagonal o tricolor mostrou outra cara, com ousadia e vontade de vencer fora de casa, como no convincente triunfo em Chapecó. Argel acredita ser um confronto "50-50", e vou com ele. Mas ele sabe que terá que fazer um placar em casa, já que o JEC terá a Arena abarrotada de gente e uma vantagem do regulamento na volta.

Chegaram os dois melhores, com um grande equilíbrio. Foco na final, que promete ser boa. Diria eu melhor que a do ano passado.