terça-feira, 28 de abril de 2015

O tapetão voltou em grande estilo em SC

O "melhor campeonato de todos os tempos" alardeado pela FCF tem o seu terceiro caso de escalação de jogador irregular. Agora foi o Joinville, que na boa vontade de colocar a base para jogar contra o Metropolitano para cumprir tabela, esqueceu de conferir os contratos de todos, e André Krobel foi colocado no banco sem contrato profissional, tendo 20 anos completos. Caso semelhante ao do Marcílio Dias, que perdeu pontos pela escalação de Rodrigo Pita.

A diferença é que o Marinheiro, que já estava no quadrangular da morte, não recorreu ao STJD, que tem uma interpretação diferente do TJD-SC, que pune o clube apenas quando o jogador entra em campo. Foi assim com o América-MG no caso Eduardo, em denúncia formulada pelo próprio JEC. Num primeiro momento, o clube mineiro foi punido com a perda de 21 pontos. No recurso, o Pleno entendeu que a punição deveria acontecer apenas na partida em que ele entrou em campo, e com isso apenas 6 pontos foram retirados.

Chama a atenção do fato aparecer somente agora, no meio da semana decisiva do campeonato. O JEC errou e tem culpa nisso, mas.... porque só agora? Por que o sistema eletrônico da Federação Catarinense de Futebol não acusou o erro? É necessária uma denúncia para que o erro não passe batido?

Uma possível punição não muda os finalistas do campeonato, mas inverte o mando, com o Figueira jogando a decisão no Scarpelli e a vantagem dos resultados iguais. Em quais datas? Vem aí a Série A, no meio de semana tem a Copa do Brasil, e a primeira data disponível é 20 de maio. E como ficam aqueles jogadores com contrato a encerrar? E aqueles que estão lesionados, caso de Rafael Bastos? E a suspensão de Wellington Saci, como fica?

Um pepino sem tamanho,  que poderia ser facilmente resolvido se, no dia seguinte, a tal da súmula eletrônica acusasse o problema. Não acusou, e agora a FCF se vire.

E o Joinville hein... caiu num erro em uma partida que não valia absolutamente nada. Kroebel nem precisaria ter ido pro jogo.



domingo, 26 de abril de 2015

Joinville parou o Figueira, e levou o favoritismo para a Arena

Eduardo Valente / Notícias do Dia
Hemerson Maria apresentou uma proposta para segurar o Figueirense, enquanto que o adversário tentou esboçar algum tipo de estratégia que não funcionou. Resultado disso tudo foi um empate que obriga o Figueira a vencer o jogo na Arena, algo que o clube não consegue desde 2008, para levar o caneco, digo, levar a "tampa de pepino".

Tento traçar uma linha de pensamento baseado no fato que ambos sabiam há tempos que iriam se enfrentar na final. Sem impedimentos ou desfalques de última hora, havia tempo para estudar o melhor caminho para chegar no gol ou fechar a marcação. Nesse critério, ponto para Hemerson Maria, que fez sua defesa fechar espaços. Naldo, o melhor em campo, travou o meio-campo e fez com o que o Figueira não funcionasse. Ricardinho não sabia o que fazer, enquanto que Mazola e Marcão pouco apareceram. Veio Jean Deretti, não funcionou. Chances de real perigo só no final, quando o alvinegro subiu no desespero. Final, zero a zero.

O Figueira chega à grande decisão com um desânimo do torcedor e com a impressão de que caiu de qualidade. Há um favorito para o próximo domingo, que é o JEC, que terá a Arena lotada para empurrá-lo e com a vantagem do empate para si.

Ainda há 90 minutos por jogar, nada garantido. Mas a primeira parte da final mostrou as armas de cada um. Por enquanto, as armas tricolores são mais fortes. E na volta, com o Figueirense indo para o tudo ou nada, o JEC terá a chance de mostrar a força do seu contra-ataque. Vai ser interessante.