quinta-feira, 14 de maio de 2015

Doze minutos que fizeram a diferença

* Publicado no jornal "Notícias do Dia" de 14/05/2015
Qualquer que tenha sido a estratégia armada por Gilson Kleina para enfrentar o Figueira com uma vantagem de 1 a 0 no jogo de ida, ela desmoronou em pouco mais de doze minutos. Enfrentando um time que sabidamente partiria para a pressão desde o minuto inicial, não havia margem para vacilos. Só que eles apareceram e a virada aconteceu nos gols de Thiago Heleno e Marquinhos Pedroso. Um resultado que representa bastante para Argel, que precisava de um trunfo destes para ganhar um novo gás para a temporada, depois de perder no campo o título estadual.
Os gols inverteram a vantagem, fizeram o Figueirense abrir mão do ataque e dar espaço para o Avaí pressionar, numa troca de papéis. O tempo passou, a pressão foi aumentando, mas o time da casa deu jeito de segurar um adversário que partia para cima com uma grande pressão nas costas.
São os detalhes que definem um confronto no mata-mata. Um deslize, um detalhe, uma bola perdida. Nesse caso, acabou sendo a desatenção. Nada que mude o conceito dos times, que apresentam momentos distintos dentro da temporada. O Figueirense entrou em campo para pressionar, conseguiu seu objetivo e segue em frente na Copa do Brasil, com boas chances de avançar às oitavas-de-final contra o Botafogo. Resta ao Avaí concentrar-se no seu processo de reestruturação e fazer um bom papel no Brasileiro. 
Copa Sul
No fim do mês, Curitiba receberá uma reunião que pode sacramentar a volta da Copa Sul a partir de 2016. Representantes de clubes trabalham com três possibilidades: da competição reunir apenas os estados do sul, juntando os mineiros para reeditar a Sul-Minas ou ainda a participação de clubes cariocas, criando uma "Sul-Minas-Rio". Em entrevista à Rádio Banda B, o presidente do Coritiba, Rogério Bacellar afirmou que Flamengo e Fluminense se mostraram favoráveis a ideia que encontra resistência da televisão, que veria desvalorizados os estaduais. Qualquer que seja a configuração do novo torneio, a ideia ganha força e traz uma esperança de que ela vá vingar. Mas ainda há um longo e tortuoso caminho pela frente.

terça-feira, 12 de maio de 2015

O foco no clássico

* Publicado no jornal "Notícias do Dia" de 12/05/2015
Figueirense e Avaí desenharam a sua estratégia para o clássico decisivo de quarta no Scarpelli, pela Copa do Brasil. Argel abriu mão da estreia na Série A contra o Sport. Escalou um time reserva para poupar os principais jogadores e sabia dos riscos que estava correndo. Acabou tomando uma goleada e criando uma pressão extra para a próxima partida, onde precisa vencer para ir à terceira fase. Afinal, enquanto o seu time vai enfrentar o grande rival com uma semana de descanso, o Leão jogou completo no domingo contra o campeão paulista e deixou uma boa impressão.
Já são quatro jogos sem marcar gol (o de Recife foi contra) e uma clara impressão que o time principal vem caindo de rendimento no ataque no momento em que deveria estar afinado. Uma desclassificação em casa pode ter fortes efeitos, que podem aumentar muito a insatisfação logo no início do Campeonato Brasileiro. Na Ressacada a animação é grande. Gilson Kleina vem confirmando o crescimento do Avaí, que mostra uma melhora na sua organização a cada partida, trazendo ao torcedor uma grande esperança depois de um catarinense traumático. Poderia ter vencido o Santos, não fosse o gol perdido por Jéci embaixo da trave. Mas contra um favorito ao título, não dá pra reclamar.
Nada como um clássico para confirmar uma boa fase ou marcar o início de uma recuperação. O Avaí vai para o jogo cheio de moral e com um time que claramente melhorou. No outro lado, Argel tenta dar um jeito de fazer o seu ataque funcionar. Precisa muito dele, para não acabar sendo eliminado.

Segundo round
O TJD confirmou para quinta-feira o julgamento no Pleno do Joinville, no caso André Krobel. Não devemos ter novidades no resultado. O JEC tem tudo para ser punido novamente com a perda dos quatro pontos e aí, enfim, o caso vai para o STJD. Advogados que conhecem o andamento dos processos estimam que uma decisão só saia no mês que vem. Tanto o Joinville quanto o Figueirense já desenham a sua estratégia para o julgamento decisivo no Rio de Janeiro. Lá é que vai realmente valer.

domingo, 10 de maio de 2015

Os efeitos da estreia e do "batizado"

Assessoria JEC
Comparando as estreias de Chapecoense e Joinville, consegui notar uma singela diferença, mas que diz muita coisa: enquanto um time estreou em mais um Brasileirão, outro estava voltando depois de 28 anos à Série A.

Aí é só fazer a conta: o clima em Chapecó era tranquilo, enquanto em Joinville a pilha era grande esperando o aguardado jogo no Maracanã.

Isso apareceu em campo.

Já com uma temporada nas costas, a Chapecoense teve dificuldades mas conseguiu, principalmente no segundo tempo, impor seu jogo contra o Coritiba, assim como havia sido contra o Sport no meio de semana. Sofreu um gol de bola parada, mas teve tranquilidade em acreditar no seu potencial para virar o jogo. Em um dito "campeonato à parte" contra os times que não são milionários, a vitória cresce em importância. E uma outra coisa é clara: o time não vai sentir o Brasileirão como no ano passado. Lições foram aprendidas e o time tem potencial.

No Maracanã aconteceu o contrário. Hemerson Maria tinha até tocado no assunto durante a semana, sobre um possível deslumbramento do JEC estrear no palco da final da Copa. O primeiro tempo foi qualquer coisa de horrível. Um time peladeiro, que errou passes fáceis e ainda perdeu Naldo aos 23 minutos em um passe quadrado de Oliveira. Por sorte, o time saiu ileso no primeiro tempo. Com os ânimos um pouco mais em ordem, o  Joinville arrumou a marcação, o Fluminense mostrou toda a incompetência do mundo no ataque em um jogo de meia-linha e Oliveira apareceu pra segurar o que ia para o gol. Pena que Vinicius acertou um baita chute no finalzinho do jogo que garantiu a vitória do Fluminense.

Derrota merecida, apesar do torcedor espera mais. Passou o batizado com muitos erros, agora é concentrar e olhar pra frente. Domingo tem o Palmeiras, com portões fechados na Arena.