sexta-feira, 5 de junho de 2015

Os desafios de Adilson Batista no JEC

R7.com
Existem alguns fatores a serem considerados na escolha de Adilson Batista para comandar todo um processo de recuperação do Joinville. Experiência era algo indispensável, e isso ele tem. Seu currículo é vasto. Só que a busca por um nome assim esbarra em um problema chamado orçamento, já que o futebol brasileiro anda pagando salários exorbitantes para os chamados medalhões.

Adilson estava fora do futebol há um tempo. Precisava voltar a trabalhar, e encontrou o desejo do Joinville em tê-lo no comando do time. Ele mora em Curitiba, e o acerto acabou sendo rápido. Estava selado o casamento de um time que está sem rumo no Brasileirão com um profissional experiente e que tem toda a condição de colocar o tal do "espírito de Série A" no time.

Ele tem boas e más passagens, isso todos tem. Tenho um pensamento que vai um pouco além da péssima situação que o tricolor vive, na lanterna do campeonato. O fato de trazer neste momento um técnico que já passou por situações parecidas na Série A e que não encara isso como uma novidade vai ajudar muito no engrandecimento do clube. Nereu Martinelli admitiu que as mudanças não vão parar por aí. Certo é que o elenco do JEC está um pouco inchado e terá que contar com reforços para arrumar a casa.

Mesmo assim, tem gente no elenco atual que pode jogar mais. Resta saber se Adilson conseguirá. Antes de fazer qualquer avaliação, é melhor deixar ele trabalhar, que o desafio é grande.



quinta-feira, 4 de junho de 2015

O fim do vitorioso ciclo de Hemerson Maria

Luciano Moraes / Notícias do Dia
A Série A foi cruel com Hemerson Maria.

Ele deixa o JEC com o reconhecimento de um trabalho bem feito. O futebol é uma cobrança diária, e existe aquela máxima que diz que "o técnico só está garantido no emprego até a próxima partida". Os resultados não vieram. Algo tinha que ser feito. A diretoria não viu outra coisa a fazer.

Hemerson finaliza esse ciclo com um título nacional e outro catarinense conquistados. Venceu a desconfiança de muita gente e virou unanimidade na cidade.

Só que no Brasileirão é preciso mais. Em parte, ele foi vítima de contratações mal feitas pela diretoria, que trouxe quantidade sem muita qualidade. O problema é que ele entrou na dança com mudanças polêmicas, como deixar Popp e Saci fora do banco de reservas em prol de jogadores como o desconhecido Niltinho.

Ele começou a perder a mão do time e, em Chapecó, o reflexo de tudo apareceu. É um time sem força, sem uma jogada ensaiada, faltando vibração e, principalmente, com uma necessidade urgente de qualidade e espírito de Série A. Acredito que a diretoria tricolor vá atrás desse nome experiente que dê ordem na casa e inicie a operação de salvamento de um time perdido em campo.

Mas não dá pra misturar uma coisa com outra. Em menos de um ano, Maria venceu duas duras batalhas. Falhou na terceira. Mas sai com as portas abertas. Não duvido que um dia ele volte.



A quarta: Chape 100% em casa afunda mais o JEC. Dupla da Capital toma importantes lições

Rodrigo Goulart / Diário do Iguaçu / ND
A Chapecoense segue bem no campeonato brasileiro graças ao seu rendimento em casa, com três vitórias em três jogos. É o tipo de time difícil de compreender, com atuações completamente distintas dentro e fora de casa, principalmente no que diz respeito ao brilho do seu ataque. Mesmo assim, o time vai fazendo a tarefa de casa e permanece longe da zona do rebaixamento, para onde deixou o Joinville mais afundado ainda na lanterna. O time de Vinicius Eutrópio, que foi modificado para o jogo (e tinha quem até pedia sua demissão) não foi forçado. Venceu com certa tranquilidade.

A situação do JEC necesita mudanças urgentes. Hémerson Maria é um técnico que construiu uma história no clube, conquistando dois títulos importantes. Mas como o time não conseguiu encaixar na Série A, a lógica do futebol pede a interrupção do ciclo. É hora da separação, sem antes reverenciar todo o trabalho que o técnico fez até agora. A forma como o tricolor vem sendo escalado decepciona bastante e prima por uma certa falta de coerência. Sem querer desmontar a excelente imagem que Maria deixa em Joinville, a situação necessita de um nome de larga experiência na Série A e que faça o time se comportar como membro dela. Nereu Martinelli tem direito a um tiro, sem chance de experiências. A aguardar como será a movimentação dos próximos dias, e sábado tem um Corinthians pela frente.

O Figueira fez um jogo equilibrado e perdeu fora de casa para o líder, o que não é nenhuma zebra. Perdeu no detalhe, num chute muito feliz de Nikão. Enfrentou no segundo tempo um time que sabe se fechar na marcação. Com um sistema de armação que ainda procura uma forma de jogar, agorÉ a com Carlos Alberto, o melhor em campo, as dificuldades apareceram. O Palmeiras, próximo adversário, é um time que busca se afirmar e tem uma forma bastante parecida de jogar. É assimilar o que deu errado, corrigir e confirmar o dever de casa.

Mafalda Press / Notícias do Dia
E há pouco para falar da goleada do Atlético-MG na Ressacada se não admitir que o Galo é, hoje, o time que mostra o melhor futebol no campeonato. Dominou o jogo, neutralizou a armação avaiana, e poderia até fazer mais se Vágner não estivesse lá para salvar. Vale a comparação: o time de Kleina pegou dois times de baixo da tabela e venceu. Foi pegar um favorito ao título e foi dominado. Agora é assistir o jogo e ver como o time se portou nesse cenário tão necessário para que se avalie bem o time. E ir pra Goiânia com a sensação de lição assimilada.



terça-feira, 2 de junho de 2015

Em busca de afirmação

* Publicado no jornal "Notícias do Dia" de 02/06/2015
Atlético-PR, Sport, Goiás, Ponte Preta e Avaí são aqueles clubes do chamado grupo dos pequenos que melhor aproveitaram essa arrancada da Série A. Ambos vem aproveitando muito bem a instabilidade da turma de maior orçamento. O time de Gilson Kleina deu uma boa prova vencendo o Flamengo na semana passada e, com muita coragem, acabou batendo o Coritiba fora de casa em um "confronto direto" daqueles que, num primeiro momento, brigam pela permanência na Série A. O jogo de amanhã contra o Atlético-MG promete ser o mais difícil até aqui. O Galo vem de uma atuação convincente na vitória sobre o Vasco e mostra o futebol mais interessante entre os grandes. Kleina já achou o caminho para a evolução do time. A receita é manter o ritmo e a disposição que o time vem mostrando.
O Figueirense não está tão bem na tabela, mas venceu o atual campeão brasileiro em um momento importantíssimo, quando precisava vencer para sair da zona de rebaixamento.  O time teve a tão aguardada volta de Rafael Bastos, o camisa 10 que o time tanto precisa. Sua lesão deu a chance para a estreia de Carlos Alberto, que teve estrela e marcou o gol da vitória. Seria ele a solução dos problemas? Não sei, é muito cedo para avaliar algum jogador com apenas uma partida. Mas sem dúvida, a vitória sobre um dos times com potencial de título mas que ainda patina na classificação dá tranquilidade. Pela frente um confronto direto contra o Atlético-PR, que é líder do campeonato com um futebol de forte marcação e saídas rápidas para o contra-ataque. E assim como o Avaí calou o Couto Pereira, há uma chance considerável do Figueira fazer o mesmo na Baixada.
No STJD
O Joinville já tem uma estratégia definida para o julgamento no STJD que definirá o rumo do Campeonato Catarinense. O clube contratou o advogado Domingos Moro, que vai apresentar não somente o argumento de que André Krobel não entrou em campo no jogo contra o Metropolitano, mas que uma mudança do resultado do campo seria extremamente prejudicial à imagem do campeonato e o transtorno que a remarcação de partidas poderá ocasionar. Ainda não há uma data para que a análise do caso no tribunal aconteça.


domingo, 31 de maio de 2015

As necessidades urgentes do JEC após mais uma derrota

Carlos Junior / Notícias do Dia
O torcedor do JEC está chateado com muita razão. A derrota em casa para o Atlético-PR escancarou a má fase do time e todos os problemas que ele tem. Hemerson Maria fechou o treino e mudou muito o time, que acabou caindo na falta de conjunto e perdendo o pouquinho de qualidade que tinha em alguns setores.

O Atlético tinha uma proposta clara: jogar no erro do adversário. Estava lá, fechadinho, com uma proposta de contra-ataque. Aproveitou um erro grotesco de Renato, que quis fazer graça na área, para fazer um a zero e ampliar três minutos depois. Sem organização, o JEC até conseguiu fazer um gol, mas na base do coração e do "vamo pra cima", coisa que está longe de um padrão desejado para uma Série A. Mais uma derrota pra conta.

Sinto que Hemerson Maria está perdido. Mexeu mal no time e usa de opções bastante questionáveis. Primeiro, por ter deixado Popp e Saci fora do banco, colocando Niltinho (?) como uma das soluções. Ele conseguiu desmontar o que tinha de bom do time do campeonato catarinense. Essa é a parte que mais preocupa. Quarta tem jogo em Chapecó e no sábado que vem, o Corinthians vem aí. Não há tempo pra respirar.

No meio desse estrago tem UMA coisa que pode ser considerada boa: o campeonato está só na quarta rodada e há tempo para recuperação. Problema é que desse jeito vai ser bem complicado. O time precisa ser arrumado, para depois criar um padrão e vencer partidas. Incrível como tudo foi destruído em pouco tempo.