sábado, 20 de junho de 2015

Justiça barra possível expulsão do presidente do Marcílio Dias

Assessoria CNMD
A manhã de sábado era importante para o Marcílio Dias. Uma assembleia do Conselho iria colocar em votação a destituição do presidente José Carlos dos Santos da presidência do clube e expulsão do quadro associativo. Graças a uma liminar obtida na justiça horas antes da reunião, a definição teve que ser suspensa.

"Carlos do Bar", como é chamado, é acusado de agredir o conselheiro Jânio Flávio de Oliveira nas dependências do Estádio Dr. Hercílio Luz no dia 15 de abril, o que é proibido pelo estatuto do clube com a pena de expulsão dos quadros.

O caso rendeu Exame de Corpo Delito, Boletim de Ocorrência na Polícia e até esclarecimentos do presidente no Conselho. Aí que vem a polêmica. Na decisão, a juíza Márcia Matzenbacher alega que Carlos desconhecia completamente a denúncia, em um caso que foi amplamente divulgado pela imprensa itajaiense. Ele teve oportunidade de se defender dos fatos, e sabendo de tudo, em uma reunião que aconteceu no último dia 4. Vendo que sua situação estava complicada, usou da justiça para ficar.

A administração de Carlos foi um desastre até aqui. O Marcílio foi rebaixado com uma folha salarial de mais de 300 mil reais mensais, colecionou erros de documentação no profissional, juniores e juvenis que custaram pontos no TJD, e ainda por cima o presidente não teve equilíbrio para ouvir críticas. Já que o clube só volta a campo no meio do ano que vem, seria a hora de entregar para alguém que possa fazer melhor. Mas pelo jeito ele gostou de ficar por lá. E vai continuar com a desaprovação da torcida.







Joinville, em reformulação

Voltando um pouco no tempo. No meio da Série B, o presidente Nereu Martinelli vinha para o microfone (ele adora dar uma entrevista, tem programa que ele é presença constante) e anunciava "um jogador de Série A". Na hora de apresentar o jogador, constatava-se que o atleta era realmente da primeira divisão, mas do banco de reservas do time ou até jogador que não era aproveitado. Mas como estávamos numa segunda divisão de Brasileiro, não tinha problema.

Agora a exigência aumentou. Adilson Batista tem experiência e começou a limpeza.

Da lista de jogadores liberados, talvez Jael tenha causado maior repercussão. Quando reapresentado, estava fininho. Depois de se recuperar, estava enorme. A tal da proposta chinesa uniu o útil ao agradável. Ele vai embora sem o clube desembolsar multa e ainda alivia o caixa do clube. O técnico tinha dado sinais que não iria contar com ele, por causa do peso.

Saci perdeu espaço por causa da cabeça quente. Wellinton Junior é jogador mediano que só apareceu um pouquinho no Estadual. E tem mais gente pra ir: até agora procuro um motivo para o argentino Tripodi permanecer, já que nem pro banco ele é relacionado, e ainda tem o desconhecido Niltinho, que nada fez de destaque até agora.

Uma barca dessa pode causar certa comoção, mas estou gostando de ver. A hora é de contratar gente que venha pra resolver, e não apostar em jogador para a Série B. O alívio calculado nas contas do clube é de cerca de 200 mil reais. Que o presidente faça bom uso dessa grana. O nível é outro e Adilson está colocando as mãos na massa. Até agora, não discordo dele em nada. Ainda traria de volta o Fernando Viana, que foi emprestado ao Paraná na época do Hemerson Maria.







quinta-feira, 18 de junho de 2015

Seleção em Alerta

* Publicado no "Notícias do Dia" de 18/06/2015

A seleção brasileira abusou dos erros contra a Colômbia. Viu o adversário passear no primeiro tempo, sofreu o gol e não teve futebol para uma virada na etapa final. Até melhorou um pouco, mas não o suficiente. Neymar esteve apagado como o resto do grupo e, como era esperado, fez com que o time perdesse o norte. Ainda por cima perdeu a cabeça, acabou expulso e vai desfalcar o time por duas partidas. Firmino, que poderia chamar para si essa responsabilidade de armação, também desapareceu.

Depois da sequência invicta em amistosos, Dunga começa a sentir que a situação não é tão boa assim depois dos dois primeiros jogos oficiais. A derrota em Santiago volta a abrir a ferida da Copa do Mundo, crescendo a desconfiança sobre um time que não mostrou segurança em situações adversas.

Indiferente do que acontecer com o Brasil na Copa América (e vem aí um jogo com requintes de drama contra a Venezuela), já tivemos até aqui uma prévia da pedreira que será a eliminatória para a Copa. Se em outros tempos a classificação era certa, podemos ter certeza que dessa vez o time terá grandes dificuldades. As outras seleções cresceram e a brasileira não impõe mais tanto respeito assim. Não vai dar pra ficar repetindo atuações tão ruins e perder a cabeça como nesse jogo.

Vale muito
O Figueirense tem um jogo importantíssimo esta noite contra o Inter. Enfrenta um time que é favorito no papel, mas que patina na competição (venceu apenas dois jogos até aqui). Uma vitória que é possível em um cenário cheio de complicadores, graças ao grande número de lesões, somado com as suspensões de Marcão e Marquinhos. Argel vai contar com o retorno de França e Thiago Heleno e terá mais uma vez que lidar com a ausência do homem de criação, já que Rafael Bastos será preservado e Carlos Alberto só deve ser liberado para a próxima rodada. O colorado precisa de uma vitória se quiser ficar vivo na briga pelo título, e Diego Aguirre tem muitos problemas com um grande número de lesionados. Uma boa chance de marcar pontos importantes.


domingo, 14 de junho de 2015

Empate frio no tempo regulamentar, polêmica nos acréscimos

Anderson Pinheiro / Mafalda Press / Notícias do Dia
A chuva e o frio acabaram dando uma boa amenizada no clima do clássico Avaí x Figueirense. O clima refletiu diretamente no público de pouco mais de 8 mil torcedores, que viram um jogo igual dentro de campo, diante das dificuldades do gramado, e a interferência direta da arbitragem nos acréscimos.

O Figueira acabou prejudicado pela "retirada judicial" de França, algo que, segundo advogados amigos meus que consultei, tratou-se de um excesso nunca visto no futebol (tanto que o clube conseguiu liberá-lo, quando a bola já estava rolando). Mesmo assim, não sei se ele seria tão decisivo assim.

O árbitro Wagner Reway amarelou. Foi um juiz borrão (você deve saber o termo que eu queria usar). Estava lá, tranquilo, achando que ia pra casa sem polêmica em um clássico regional e não quis se complicar ao não marcar um pênalti claríssimo em Eduardo Costa. Se fosse aos 25 minutos ele marcava fácil. Tipo do juiz que passou por um teste de pressão e acabou reprovado.

É aquela polêmica que marca e que vai servir de assunto para os torcedores nos próximos dias. O mundo dá voltas, as vezes o clube é beneficiado, como no gol sobre o Flamengo, as vezes prejudicado, como hoje. Infelizmente, depender da arbitragem nacional é algo bem complicado.